ÁREAS AGRÍCOLAS SENDO TRANSFORMADAS EM RESERVAS INDÍGENAS, E NAS ÁREAS DE FLORESTA SENDO CRIADAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL.

Nos últimos anos assistimos uma transformação no sistema produtivo para atender a demanda de consumo, cada setor da economia tem explorado ao máximo o fator de produção e produtividade fazendo uso de tecnologias cada vez mais inovadoras. Em meio a preocupação cada vez maior por parte das Organizações Unidas, a FAO tem demonstrado em números, a necessidade de se aumentar a capacidade de produção de alimentos.

A quem pense ou acredite que tudo sai das prateleiras dos supermercados. Existem também, aqueles que defendem a aplicação de maior volume de recursos governamentais nos programas de assistência social, pra não dizer diretamente “assistencialismo”, como se este mecanismo por si só, poderá acabar com a fome no mundo, o que não é verdade.

Mas enfim, o ilusionismo ideológico de muitos, tem levado o Governo a tomar decisões políticas equivocadas, decisões de salvaguarda diante dos interesses políticos eleitorais.

Não é novidade para os amigos leitores, que a CNBB seguida por todas as suas estruturas, em especial o CONSELHO INDÍGENA MISSIONÁRIO – CIMI e da Pastoral da Terra, encarregada em coordenar/fomentar os MSTs, tiveram missão importante no decorrer destas ultimas décadas para levar ao Poder um GOVERNO que faria suas vontades ideológicas, e hoje nos levam a perguntarmos… O que esta por traz de tudo o que vem acontecendo no Brasil?

Fato é, que o Conselho Indigenista Missionário publicou neste dia 27 de junho/12 um RELATÓRIO intitulado VIOLÊNCIA CONTRA POVOS INDÍGENAS NO BRASIL, com o apoio/financiamento da EMBAIXADA DA NORUEGA. Quais as benemerentes da Embaixada da Noruega em patrocinar tais pesquisas e relatos? Esta resposta fica a cargo do amigo leitor.

O que nos leva escrever são na verdade as contradições descritas no relatório da Violência dos povos indígenas, em relação a posição politica dos ideológicos que os defendem e as ações do GOVERNO por eles “postulado”.

Se observarmos os números de RESERVAS INDÍGENAS demarcadas e homologadas nos últimos Governos, vimos que o Governo LULA homologou 79 áreas de reservas e o Governo DILMA homologou as ínfimas 10 áreas. Portanto o Governo construído pelos ideológicos totaliza 89 áreas indígenas homologadas, contra plasmem, 112 áreas homologadas por Fernando Collor e 18 áreas homologadas pelo Governo de Itamar Franco, ou seja em apenas quatro anos juntos Color e Itamar totalizaram 130 áreas indígenas homologadas, além de 145 áreas homologadas pelo Governo Fernando Henrique Cardoso. (até Collor fez mais que todo o governo PT).

Quais são os motivos dos conflitos agrários em relação as demarcações e homologações? Tendo em vista que segundo o próprio relatório do CIMI registra que a violência cresce a cada ano, e a violência se acirrou ainda mais nos últimos 10 anos.

A Portaria da AGU 303/12, e a PEC 215 em tramitação no Congresso Nacional, são citadas como motivos de instabilidade jurídica e política vivida pelos povos indígenas, que na pratica (para o CIMI), tem gerado a conflagração de conflitos fundiários mais graves envolvendo a posse da terra.

O relatório discrimina inúmeros fatos de violência, mas credita em sua maioria a culpa ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, deixando claro que o “Processo de ataque contra indígenas é resultado de uma articulação da Bancada Ruralista e evangélica” (não poderia deixar de ser partindo da CNBB/CIMI).

Também acusam diretamente, que os setores econômicos anti-indígenas estão especialmente ligados ao AGRONEGÓCIO e às empresas multinacionais do setor como a MONSANTO, BAYER, SYNGENTA, CARGIL E BUNGE, que segundo o relatório, buscam ter o poder nas próprias mãos para a NÃO TITULAÇÃO das terras quilombolas, UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL, e demarcação das terras indígenas no País.

Segundo denuncias das Organizações indígenas e relato dos Missionários e Missionárias do CIMI, as informações processarias da exploração ilegal dos recursos naturais e danos ao patrimônio público tem aumentado devido ao garimpo e aos madeireiros, caracterizando que a fragilidade se da pela falta de infra estrutura dos órgão de fiscalização, colocando em risco os espaços ambientais ainda preservado. Ao mesmo tempo, reportam admitindo que aldeia indígena foi drasticamente afetada, quando da intervenção da Policia Federal na desocupação/destruição de garimpo explorado pelos índios, os quais tinham parceria com garimpeiros proprietários de dragas.

Ou seja, se de um lado apontam fragilidade na fiscalização dos recursos naturais ainda preservados, de outro lado acusam certas ações da PF no combate ao garimpo…exploração altamente poluente que compromete os recursos naturais, muito defendido nas  indagações do relato.

A conflagração dos conflitos segundo relatório tem ocorrido em quase todo o País, em maior numero no Estado do Mato Grosso do Sul, seguido do Estado do Rio Grande do Sul. No entanto o relatório não menciona a questão do período em que se deu as ocupações por parte dos indígenas, nem mesmo a atual exploração e colonização existente nas áreas de conflito, o que gera dúvidas em relação a veracidade e a objetividade do relatório em relação a constituição Brasileira.

Quanto ao território pleiteado por parte dos indígenas, podemos definir que se trata de ÁREAS AGRÍCOLAS SENDO TRANSFORMADAS EM RESERVAS INDÍGENAS , nas quais as Organizações Indígenas e os “missionários” do CIMI querem  instalar as aldeias, mesmo sabendo que nestas áreas não existam mais reservas ambientais que proporcionem o habitat natural, do qual os povos indígenas tanto aludem em manter preservados para a própria sobrevivência dos indígenas. Como se omitem em relatar a violência das injustiças que se comete aos atuais ocupantes da terra, nem suas consequências.

Se de um lado o relatório acusa o AGRONEGÓCIO por dificultar as homologações, de outro lado o CIMI força a imposição para que áreas agrícolas sejam transformadas em reservas indígenas, sendo que pode-se observar que o GOVERNO por eles postulado, foi o Governo que menos homologou territórios indígenas, e o que mais tem gerado/fomentado conflitos.

Um dos fatores que nos intriga é que somente o Governo LULA, em seus OITO ANOS DE MANDATO, segundo informa a Folha de São Paulo, em editorial PRAGMATISMO AMBIENTAL, foram criadas 77 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL, que juntas somam 20 milhões de hectares de terra, além de mais 2 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL criadas por Dilma com mais 43 mil hectares.

Portanto NÃO é verídica a denuncia do relatório do CIMI onde afirma que o AGRONEGÓCIO tem dificultado a demarcação, e que os setores ligados, segundo o relatório, buscam ter o poder nas próprias mãos para a NÃO TITULAÇÃO das terras quilombolas, UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL, e demarcação das terras indígenas no País.

Na verdade o que vimos são as Organizações Indigenista e o CIMI promover a conflagração de conflitos fundiários, e assim vimos  a cada instante novas ÁREAS AGRÍCOLAS SENDO TRANSFORMADAS EM RESERVAS INDÍGENAS, E NAS ÁREAS DE FLORESTAS SÃO CRIADAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL…para “cobras e lagartos” além das “raposas” de todas as espécies.

Link do relatório do CIMI patrocinado pela EMBAIXADA DA NORUEGA – http://http://www.cimi.org.br/pub/viol/viol2012.pdf

Ficamos sem saber o que esta por traz de tudo, nem mesmo o que o relatório do CIMI quer promover.

Quando se tem objetivo explicito, se promove a paz, e a paz NÃO é o que o CIMI busca, principalmente quando acusam diretamente o AGRONEGÓCIO e setores da economia.

Até onde sabemos, é o AGRONEGÓCIO que tem produzido as riquezas que vão a mesa, foto reconhecido pela FAO,  e a própria ONU tem promulgado em seus estudos, estudos que NÃO EXISTEM organizações nem comissões de direitos humanos que os conteste.

Por Valdir Edemar Fries.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , . Guardar link permanente.