GRANDE RISCO DE PERDA DO POTENCIAL DA TECNOLOGIA BT, com o cultivo do MILHO VT PRO2 SEGUIDO DE SOJA RR…

Em regiões que se cultiva o milho safrinha, a nível de campo, nesta safra 2013/2014, é o primeiro ano em que estamos tendo a oportunidade de acompanhar de perto uma lavoura de SOJA RR implantada em uma área de resteva de milho VT PRO2…

E diante do que vejo, venho registrando aqui minha analise, que tem provocado certo debate em relação aos pontos negativos e positivos às duas culturas distintas, mas com a mesma tecnologia de resistência ao GLIFOSATO.

Descrevo aqui mais um capitulo em relação às tecnologias, levando em conta neste artigo, não apenas a questão da infestação das plantas de MILHO VT PRO2 em meio a lavoura de SOJA RR, e seu controle propriamente dito, mas alerto também com relação a questão de PRAGAS, como por exemplo a LAGARTA DO CARTUCHO (Spodoptera frugiperda)…Para o produtor rural, uma das mais temidas pragas do milho em tempos passado…E que hoje pode volta a preocupar…

ANALISE MANEJO DA CULTURA DA SOJA COM RESTEVA DE MILHO VT PRO2 007

Lembramos, que na Análise do uso de MILHO VT PRO2 seguido de SOJA RR, publicada aqui, salientamos a importância da BOA TECNOLOGIA DO MILHO VT PRO2 introduzida nas sementes, no entanto, consideramos como PÉSSIMA RECOMENDAÇÃO TÉCNICA em plantios sequenciais dos RR, e alertamos…“Com o plantio do milho VT PRO2 na safrinha, seguido do cultivo do soja RR na sequencia do próximo plantio, o milho passa a ser a infestação concorrente mais difícil de se controlar em meio a soja, uma vez que o custo do defensivo para controlar a infestação do milho é relativamente cara, e a dessecação com uma só aplicação no pós-emergente não é suficiente”… Era o tínhamos de informação na época, agora as coisas se agravam ainda mais, devido as pragas.

Pois bem amigos, o debate continua, e por se tratar de um debate técnico entre produtores e profissionais da área, reafirmo: O meu alerta segue o mesmo, considero UMA PÉSSIMA RECOMENDAÇÃO TÉCNICA para plantios sequencias de milho e soja com a tecnologia RR, fazendo os devidos esclarecimentos, e principalmente com o REGISTRO DE AGRAVANTES que colocam em risco a tecnologia BT dos milhos VT PRO.

Antes, esclarecemos que o milho que fica no solo, decorrente das perdas da colheita, em sua maioria, os grãos permanecem na espiga ainda empalhada, ou em espigas parcialmente debulhadas na operação da colheita e ou danificadas pela plantadeira na ocasião do plantio da soja…

SOJA MILHO VT PRO2 002

A foto acima, mostra que a formação da resteva do milho, ou seja, a germinação do milho em espiga, acontece em varias etapas no decorrer do ciclo da cultura da soja. …É justamente aí que esta a dificuldade de se controlar a resteva do milho VT PRO2 em meio a lavoura de soja RR.

O milho não germina de uma só vez, vai germinando conforme a decomposição da palha das espigas ao longo do ciclo da cultura da soja, obrigando o produtor a realizar duas ou até três aplicações de gramicida para eliminar o milho, aumentando significativamente os custos de produção da soja, e ainda assim, em muitos casos algumas plantas de milho se sobressaem em meio a lavoura da soja ao longo do decorrer do ciclo, conforme podemos ver na foto a seguir, mesmo tendo sido realizado nesta lavoura duas aplicações de gramicida, a lavoura de soja continua infestada com plantas de milho VT PRO2.

ANALISE MANEJO DA CULTURA DA SOJA COM RESTEVA DE MILHO VT PRO2 004

Devemos registra que a formação e o controle da resteva da SOJA é diferente…

A formação da resteva da SOJA em meio a uma lavoura de MILHO SAFRINHA, ocorre em um curto período de tempo, com a ocorrência de uma ou duas chuvas, toda a soja perdida no decorrer da operação da colheita, tem sua germinação e a emersão das plantas de soja acontecendo num período máximo de trinta dias após o plantio do milho safrinha…

Portanto, ao tempo em que germina as ervas daninhas invasoras do milho safrinha, a resteva da soja já esta formada em meio ao MILHO SAFRINHA…Ai esta também a diferença, uma vez que o produtor rural, pode atingir até 100% do controle da resteva da soja e de todas a invasoras de folhas lagas da lavoura, com uma unica aplicação de atrazina, (conforme os amigos citaram em COMENTÁRIOS FEITOS AQUI), sem qualquer oneração de custos adicionais, ao contrario da formação da resteva do milho que vai germinando e emergindo ao longo do tempo, no decorrer de todo ciclo da cultura da soja…provocando inúmeros prejuízos…principalmente por causa da tecnologia RR que obriga ao uso de um gramicida especifico para eliminar o milho VT PRO2.

UM AGRAVANTE no debate em questão…OS RISCOS DE PERDA DA TECNOLOGIA BT dos milhos VT PRO…

Todos produtores rurais sabem que uma das principal praga do milho, de difícil controle químico, é a LAGARTA DO CARTUCHO (Spodoptera frugiperda), ela já provocou muitos e muitos danos nas lavouras de milho. Além de provocar aumento nos custos de produção, compromete a produção e consequentemente a renda do produtor rural…Tudo isso acontecia até o lançamento da tecnologia BT, introduzida nas cultivares de milho VT PRO…

Neste caso, observamos os riscos de perdas do potencial da tecnologia BT nas sementes de milho VT PRO, quando nos deparamos com uma lavoura de soja infestada por plantas milho VT PRO2.

ANALISE MANEJO DA CULTURA DA SOJA COM RESTEVA DE MILHO VT PRO2 013

Invasoras, que além de concorrer com a soja em termos de água luz e nutrientes, esta ali servindo de HOSPEDEIRA DE PRAGAS que se proliferam a cada dia…ganhando resistência, colocando em risco toda uma tecnologia BT que tem nos proporcionado inúmeros benefícios…  

A tecnologia VT PRO2 foi lançada em 2010, não acredito que já possa ter proporcionado a certos profissionais e pesquisadores tempo suficiente para se especializar em controle da infestação das plantas de milho VT PRO2 invasoras da cultura da soja RR, e comprove um eficiente e eficaz controle das plantas do milho e das pragas que infestam a resteva a um baixo custo, para não colocar em risco nem comprometer a tecnologia BT…do contrário, e até então… acompanhando de perto, nesta primeira experiencia, diante do que observo, volto a afirmar:

Trata-se de uma péssima recomendação técnica para os produtores rurais, principalmente nas regiões que tem por tradição o cultivo do milho safrinha…

Um problema que já esta instalado no campo…conforme pudemos observar também no PROGRAMA MERCADO & COMPANHIA através da Expedição SOJA BRASIL, e  no SITE NOTICIAS AGRÍCOLAS que integra todas as informações do AGRONEGÓCIO em um só espaço para sermos os PRODUTORES RURAIS MAIS BEM INFORMADOS DO BRASIL

Por Valdir Edemar Fries, Produtor rural em Itambé – Pr.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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