“ALERTA NO CAMPO” – PRAGAS, CUSTO DE PRODUÇÃO E MERCADO PREOCUPA PRODUTORES DE MILHO SAFRINHA.

Os custos da lavoura do milho safrinha (que já eram elevados), devem ficar ainda maior neste ano de 2014, devido ao intenso ataque de percevejos em muitas lavouras das regiões produtoras.
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Até mesmo os produtores rurais que realizaram o controle do percevejo na ocasião da dessecação da soja na pré colheita, para se obter um controle satisfatório das pragas na fase inicial de desenvolvimento da cultura do milho, muitos dos produtores rurais tiveram que realizar mais três, até  quatro aplicações de inseticidas.

Todo este inseticida adquirido deve aumentar em cerca de 4 sacas de milho por hectare, somando-se aos demais custos de operacionalização das pulverizações o produtor já contabiliza cerca de dez por cento no aumento dos custos em relação aos anos anteriores.

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Desde o lançamento dos milhos resistentes ao ataque das lagartas, muitos produtores estavam conseguindo colher suas lavouras com apenas uma aplicação de inseticida/fungicida quando a cultura encontrava-se na fase de pendoamento… Hoje com a intensidade do ataque de percevejo, os custos com inseticidas já se igualam aos custos que o produtor rural tinha antes de fazer uso da tecnologia VT PRO, quando havia a necessidade de se realizar inúmeras aplicações de inseticida no controle das lagartas do cartucho por exemplo.

NOTICIAS AGRÍCOLAS

As lavouras do noroeste do Paraná encontram-se em diversos estágios de desenvolvimento vegetativo e apresentam boa sanidade, consequentemente, nos da esperança de uma boa perspectiva de produção…

Porém existe outro fator que tem deixado os produtores rurais preocupados, é quanto a questão de comercialização…

Embora o mercado esteja aquecido e os preços atuais pagos no mercado físico de R$ 24,00 por saca e ou até acima disto em certas micro regiões, sejam preços compensadores na atualidade, mesmo assim muitos produtores estão preocupados, porque a pouca realização/oferta de contrato futuro para garantia de preço, e o pouco dos contratos realizados/travados, foram realizados com valores entre R$ 19,00 a R$ 21,50 por saca, bem abaixo do ofertado/realizado no noroeste do Paraná ainda em outubro de 2012, que garantiu o valor de R$ 24,00 até 26,00 por saca colhida na safra 2013.

Neste ano de 2014, sem o opção de contrato futuro para travar os custos de produção aos níveis dos preços praticado na atualidade, muitos produtores tem se preocupado, uma vez que devido ao aumento dos custos da produção, o produtor pode ver toda sua safra de milho comprometida, caso o mercado voltar operar nos níveis de preços praticados no mercado físico de meados até final de 2013. Ou seja, ao valor de R$ 9,00 por saca na região centro oeste e cerca de R$ 16,00 pagos aos produtores do sul do país, no período da movimentação da safra.

Por Valdir Edemar Fries.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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