A HIPOCRISIA ESTA ACIMA DO LIMITE… ou… TEM PICARETA SEM COMANDO???

Os AGROTÓXICOS no mundo do AGRONEGÓCIO sempre foi uma preocupação de quem utiliza o produto para poder garantir a produção agropecuária… Principalmente hoje que precisamos da liberação de produtos com novos princípios ativos para melhor controlar as pragas que infestam as lavouras.

Pois bem amigos, o texto é complexo, mas pior do que o texto, são os fatos das noticias em que o MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE A SUSPENSÃO DE NOVE AGROTÓXICOS, ENTRE OS PRODUTOS ESTA O GLIFOSATO E PARAQUAT  Perguntar NÃO é crime… Portanto diante dos fatos, fica a pergunta: A HIPOCRISIA ESTA ACIMA DO LIMITE… ou… TEM PICARETA SEM COMANDO???

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Devemos salientar que os produtores rurais  Brasileiros sempre tiveram a preocupação quanto ao uso e o manuseio dos agrotóxicos, quando aplicados nas lavouras, não só pelo grau de toxidade de um ou de outro, mas porque … TODO E QUALQUER AGROTÓXICO é “potencialmente nocivo à saúde e ao meio ambiente”

… Podemos afirmar que TODO E QUALQUER AGROTÓXICO  quando NÃO for utilizado adequadamente, é “potencialmente nocivo à saúde e ao meio ambiente”…

A imagem acima retrata a intensidade e a agressividade do desenvolvimento das ervas daninhas em meio a cultura do milho, já a imagem abaixo retrata uma outra área de milho logo após a aplicação do agrotóxico no controle da ervas daninhas em meio a lavoura….

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Observando o horizonte das áreas cultivada, a primeira imagem ainda infestada e a segunda já feito o controle com um dos agrotóxicos que o MINISTÉRIO PÚBLICO pretende tirar do  mercado… Você leitor pode imaginar a imensidão dos mais de cinquenta milhões de hectares cultivados em todo o território Brasileiro, com diversas lavouras de culturas de extrema importância para a economia, e para a sociedade Brasileira …

Sem o uso dos herbicidas não existe controle de ervas daninhas, sem controle das ervas daninhas não existe produção o suficiente para garantir a proclamada e preocupante “SEGURANÇA ALIMENTAR”…

Por diversas ocasiões, muitos integrantes do executivo, legislativo e também do judiciário nos levam a interrogar… porque  A HIPOCRISIA ESTA ACIMA DO LIMITE… ou fica a pergunta… Será que TEM PICARETA DEMAIS, SEM COMANDO NENHUM???

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Se analisarmos os FATOS que se desencadeiam em detrimento de quem produz, encontramos uma AÇÃO atras de outra “AÇÃO”, todas que estão levando os produtores rurais, sejam eles pequeno, médio ou grandes produtores. sejam integrantes da agricultura familiar ou dos ruralista como insistem em nos subdividir…. Verdade é, que todas as “AÇÕES” levam os produtores rurais a sofrer uma pressão desastrosa, provocada  pela politicagem desenfreada dos atuais governantes deste nosso país.

Os produtores rurais sempre tiveram força para se reestruturar após sofrer qualquer perdas por intempéries climáticas, sempre tiveram  coragem para enfrentar os desafios das oscilações do mercado sem nunca perder a espareça de se recuperar nos anos seguintes.

Ao longo dos tempos, muitos foram os desafios para se obter o aumento da produção e da produtividade para garantir a famosa “SEGURANÇA ALIMENTAR” para esta massa crescente de toda sociedade ao redor do planeta terra…

Existem muitas restrições no uso da terra, no uso de diversas tecnologias, mas é principalmente no uso de determinados agrotóxicos que tomamos mais cuidado e atenção… O uso de certos produtos, a exemplo o uso do próprio 2,4 -D a que se refere o Promotor Anselmo Lopes… é um produto que embora liberado para todo território nacional, muitos municípios Brasileiro aprovaram em lei municipal, a restrição do 2,4-D em determinada distancia do cinturão verde das cidades.

A proibição do uso se da principalmente em áreas de lavouras próximas ao cultivo de hortifrutigranjeiros, devido a sua ação de fitotoxidade à determinadas plantas/culturas… Este tipo de restrição foi tomada e aprovada em leis municipais, de forma consciente entre os produtores dos diferentes cultivos explorados, e da própria sociedade local de cada cidade, com o objetivo de se fazer o uso adequado de cada produto em cada local.

Na AÇÃO, o MINISTÉRIO PUBLICO vai muito além, …. não trata de restrição em determinadas áreas de cultivo, mas pede especificamente para a RETIRADA do produto do mercado através da ação do “pedido da suspensão do registro de nove produtos usados no Brasil” podemos considerar como uma ação hipócrita, ou sem controle, dados aos imediatos danos que esta ação publica irá causar diretamente na economia e na sociedade… Hipócrita dado aos argumentos da “GUERRA DO VIETNÃ…

O produtor rural não esta em GUERRA, no entanto, o Promotor Anselmo Lopes usa em sua justificativa publicada, a referencia de um produto aplicado de forma generalizada, além do mais, aplicada via aérea sem qualquer parâmetro, utilizado em tempos de guerra…usada no tudo ou nada.

Devemos esclarecer ao MINISTÉRIO PÚBLICO, que muitos dos produtos AGROTÓXICOS, que a Excelência pede a suspensão do registro, são produtos usado de forma adequada no uso do controle das principais ervas daninhas que infestam as lavouras de todo território Brasileiro.

Os produtores rurais tem tomado os devidos cuidados na aplicação dos agrotóxicos, que vai desde a captação de água para formação da calda, horário da aplicação e principalmente o tipo da composição do DEFENSIVO AGRÍCOLA, e através do grau de toxidade, as recomendações técnicas/cientificas definem a época oportuna e a carência  determinada, justamente para precaver e evitar a toxidade ao final do ciclo de cada cultura e ou produto a ser colhido…

Os produtores rurais são “COMANDADOS” por um batalhão de PESQUISADORES E PROFISSIONAIS EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS, …. Os produtores rurais orientados/comandado por este exército de profissionais tem usado os DEFENSIVOS AGRÍCOLAS como forma de controlar as invasoras conforme as Leis, as diretrizes e as orientações… Sem “PICARETAGEM”… ou … TEM PICARETA SEM COMANDO???

Devemos salientar ao Digníssimo Promotor Anselmo Lopes, que por mais humilde que somos, nós produtores rurais sabemos que TODO E QUALQUER AGROTÓXICO, é potencialmente nocivo à saúde e ao meio ambiente… SE APLICADO INDEVIDAMENTE…

Mesmo deixando toda nossa humildade de lado, nós produtores rurais não sabemos como fazer para controlar as ervas daninhas que infestam mais de cinquenta milhões de hectares cultivados anualmente em todo o território Brasileiro…

Infelizmente, apesar de toda tecnologia avançada, nos obrigamos a convivermos com o mal que os DEFENSIVOS AGRÍCOLAS podem acarretar à saúde… Principalmente  à nós produtores que manuseamos os produtos, por estes motivos tomamos os devidos cuidados.

Pior de tudo o que se sabe, e do que se pretende, é saber que a FOME MATA MAIS QUE A PRÓPRIA GUERRA… vietnã, Iraque… 

…Com tudo que se produz… A FOME AINDA TEM DEIXADO MUITAS CICATRIZES GRAVÍSSIMAS …

…E AS SEQUELAS DA FOME SÃO INÚMERAS VEZES MAIOR QUE AS PROVOCADAS PELOS PRÓPRIOS AGROTÓXICOS A QUE VOSSA EXCELÊNCIA SE REFERE.

O MINISTÉRIO PÚBLICO teve a iniciativa de impetrar esta “AÇÃO” que tenta tirar do mercado certos produtos, são produtos importantes tanto quanto a solução que o MINISTÉRIO PÚBLICO deva ter para substituir tais DEFENSIVOS AGRÍCOLAS,  para que nós produtores rurais, possamos continuar garantindo a produção do alimento que chega não só a sua mesa, mas quem sabe um dia a produção necessária e suficiente para toda sociedade que almeja um prato de comida… Porque infelizmente ainda tem muita gente revirando lixo em nossa volta.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé, Pr.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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