DO CRÉDITO AGRÍCOLA DO PLANO SAFRA AO DESCRÉDITO DO GOVERNO COM O PRODUTOR RURAL.

Os “Planos Safra” lançados a cada ano tornou-se um marco politico do Governo do PT…  E o AGRONEGÓCIO BRASILEIRO passou a ser usado como instrumento de politicagem pelo governo.

Um governo que não deixa duvida ao tenta dominar o setor produtivo, aludindo a toda sociedade que tem dado todo  “apoio” de governo ao setor produtivo ao anunciar os bilhões de reais disponibilizados a cada ano para os agentes bancários financiar parte da safra Brasileira.

Os Bilhões de reais anunciados para FINANCIAR o custeio das lavouras e os investimentos de maquinas equipamentos, armazenagens, agricultura de baixo carbono, setor usineiro acrescido agora de financiamento para confinamentos pecuário… Todos os números são anunciados como volume RECORDE de recursos disponibilizados aos produtores rurais… No entanto em nenhum dos anúncios do “Plano safra” vimos o governo anunciar o volume de recursos que retornou aos cofres públicos acrescidos dos juros e correções pago pelos produtores rurais no vencimento bancário de cada operação financeira…

O governo sempre comemora e divulga os resultados das SUPER SAFRAS obtida pelos produtores rurais, sem esclarecer que o “plano safra” não cobre nem 40% do total de recursos necessários para financiar todo custeio das lavouras cultivadas no País, que garantem o total da produção que o governo comemora a cada ano…

Além do mais, ao anunciar o novo volume de recurso para a próxima safra, nunca vimos nem ouvimos o governo  divulgar o LUCRO aferido através das operações de crédito rural pelos AGENTES FINANCEIROS, seja o BANCO DO BRASIL, seja a CAIXA ECONOMICA FEDERAL que também despertou o seu interesse em operar com o crédito rural. O governo deixa de comunicar os lucros aferidos pelos agentes financeiros das instituições do governo em cima das operações de crédito rural de cada PLANO SAFRA, porque os lucros com as movimentações financeiras são muito mais viáveis para o próprio governo do que para o produtor rural, mesmo com as baixas taxas de juros pagas pelos produtores rurais, são os custos operacionais dos agentes financeiros pagos pelos produtores que garantem a lucratividade sobre as operações do crédito rural.

A presidente deixa de ir a Rio Vede – GO e abre as portas do Palácio do Planalto para receber parlamentares e certos “lideres” do agronegócio. Uma liderança alienada politicamente ao governo que ai esta, e ao ir até o palácio evita os riscos de juntos serem vaiados.

Vaiados porque ao tempo em que o governo anuncia os valores do crédito em “apoio” ao financiamento, neste mesmo tempo, o próprio governo promove a insegurança jurídica aterrorizando o homem do campo com o patrocínio das ações ideológicas, hora com as questões ambientais, hora com as questões indígenas, e quando menos se espera nos deparamos com os MSTs derrubando as porteiras, invadindo e destruindo as propriedades rurais.

O novo Ministro da Agricultura já tem se vangloriado do feito na divulgação das normativas do CADASTRO AMBIENTAL RURAL a ser implementado, e a Presidente não deixa por menos tal feito. No entanto as “lideranças” das representações do agronegócio, ao irem de encontro com o governo no Palácio do Planalto acabam avalizando a atitude da notória Presidente quanto ao VETO PRESIDENCIAL na questão da isenção do licenciamento anual e o emplacamento das maquinas e equipamentos agrícolas, que devem custar para o produtor rural muito mais que os juros e a correção monetária paga aos agentes ao financiar suas lavouras a cada ano…

O volume de recursos anunciados para o ano safra 2014/2015 são percentualmente maiores do que nos anos anteriores, mas devemos lembrar que os custos da produção da nova safra são bem superiores, uma vez que a inflação já toma conta do mercado de insumos, e sem garantia de uma politica de comercialização e sem garantia de um seguro agrícola que garanta renda ficamos ao DEUS dará.

Sem um seguro agrícola que garanta renda ao produtor, em caso de frustração de safra o produtor rural fica sujeito a perder sua própria terra, a depender do governo do PT foi o que pudemos observar dias atrás quando o CONGRESSO NACIONAL colocou em votação os artigos 08 e 09 da MEDIDA PROVISÓRIA 627, que tratava da garantia o refinanciamento das dividas por parte dos produtores rurais atingidos pelas catástrofes ambientais, neste caso foram os PARLAMENTARES DO PARTIDO DOS TRABALHADORES que votaram CONTRA O REFINANCIAMENTO das dividas dos produtores. Até mesmo para os produtores rurais com suas propriedades localizadas nos municípios em que havia sido decretado o Estado de calamidade pública foi negado pelo PT, mas APROVADO pelos demais parlamentares que garantiram aos produtores rurais o direito de refinanciar suas dividas e poder salvar o seu capital terra…

Portanto a politicagem do governo é simplesmente anunciar a disponibilidade de crédito para financiamento… Depois os próprios integrantes do partido do governo, ou seja, é o mesmo governo que nega o refinanciamento das dividas dos produtores em caso de frustração de safra provocado pelas intempéries climáticas.

Por Valdir Edemar Fries.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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