Há “NECESSIDADE” DA RESTAURAÇÃO DA RODOVIA – Trecho Itambé Pr a São Pedro do Ivai, levado ao PECADO VERBAL…

Alguém conhece outro significado para a palavra “NECESSIDADE” se não aquelas descritas nos dicionários da linguá portuguesa???  O seu “AURÉLIO” por exemplo, diz que se trata de uma “OBRIGAÇÃO IMPRESCINDÍVEL” …Certo!!! … Ou então pode-se definir a palavra NECESSIDADE como o “CARÁTER QUE É NECESSÁRIO” … Fico com as duas descrições para melhor ilustrar meu texto, mas antes vamos aos fatos que nos levam à descrever sobre o significado de “NECESSIDADE”.

O “caráter que é necessário” deve estar faltando a muitos do poder público, e para tal fato, não quero aqui apenas registrar o acompanhamento da questão de todas as cobranças feitas junto ao Governo do Estado do Paraná quanto a restauração da rodovia que liga Itambé a São Pedro do Ivaí no Estado do Paraná…

(Muitos me cobram para relatar os fatos em relação ao trecho Itambé a Floresta, fica para o próximo post, a tal edição requer mais atenção, uma vez que se trata de levar uma situação ao conhecimento do MINISTÉRIO PÚBLICO… aguardem)…

Seguimos aqui, editando as “necessidades” da rodovia Itambé – São Pedro do Ivaí…

Já nos anos 90 foi contratada empreiteira… O trecho restaurado se deu de São Pedro do Ivaí até a comunidade Marisa, pertencente ao município de S. Pedro do Ivaí, do mais tudo parrou e a tal obra morreu por ali mesmo.

Anos depois, já em outro governo, uma nova arrancada… Nova empreitada e o trecho da Marisa (localidade de São Pedro do Ivai) foi restaurada até a Aguá Gilberto, já no município de Itambé…

Bem, isto foi no segundo mandato do Governo Requião, que prometeu conclui a restauração até a cidade de Itambé se o eleitorado o reelege-se para o seu terceiro mandato… Reelegeu e escafedeu-se, nada mais foi feito…

Promessa de primeiro mandato do Jovem Politico Beto Richa, atual Governador, parece esquecida em termos de compromisso eleitoral, La se vai mais uma gestão administrativa e nada de conclusão da restauração por parte do Governo… Portanto resta a comunidade de Itambé cobrar do Governo ao menos um “tapa buraco” … Dinheiro quase que jogado fora, mas o governo insiste nessa pratica… Seja feita a vontade deles, quando o fazem.

Pois bem, a administração municipal de Itambé através do Legislativo e do Executivo tem cobrado instantaneamente… E eis o que vimos em resposta a uma dessas “cobranças” feitas pela administração de Itambé junto ao DER – Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Paraná:

O Superintendente Regional Noroeste, o Dr. Heitor Dutra da Silva Filho, em atenção ao oficio 294/2014 do Executivo Municipal de Itambé vem a manifestar em relação ao “tapa buraco” da rodovia em questão… Observem que nos deparamos com uma resposta ao minimo inusitada…

Como é de praxe, as cobranças entre instituições públicas são feitas de forma oficial/documental. Quando atendido ao pedido formalizado, nada a responder… Do contrário, cabe a Instituição  interpelada a que foi rementido o oficio ter ao menos a cordialidade de responder oficialmente… E isto o Superintendente o fez, porém meus amigos, em resposta, as coisas se complicam e ficam quase que injustificável acreditar na solução dos problemas existentes na rodovia.

Estamos certo que o DEPARTAMENTO DE ESTRADAS E RODAGEM DO PARANÁ teria uma infinidade de motivos para justificar o NÃO atendimento, ou até a postergação ao pedido das autoridades do Município de Itambé, mas ele necessariamente preferiu a cordialidade, mesmo que fazendo uso do pecado verbal…

Não consultei nem um tupiniquim, muito menos um chines, mas dizer em resposta oficial que : …”OS SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO DO TRECHO ITAMBÉ – MARISA (tapa buraco) SERÁ REALIZADO CONFORME NECESSIDADE” … Diante do que vimos na rodovia, fica faltando nos traduzir para o português o que ele (Superintendente) quer dizer com a tal “necessidade”… Conforme segue cópia do texto do DER enviado ao Prefeito de Itambé – Pr:

De duas uma Dr. HEITOR DUTRA DA SILVA FILHO… Ou o Superintendente nos define o que entende por  “NECESSIDADE”  … Ou o Superintendente do DER não conhece a situação precária que se encontra o trecho rodoviário entre a cidade de Itambé e a comunidade da Marisa no  município de São Pedro do Ivai… 

Diante das “necessidades” não realizadas, buscamos retratar algumas imagens Dr. Dutra, para que a Vossa Excelência nos defina a partir de que estagio de degradação de uma rodovia o Doutor considera a “NECESSIDADE” de se realizar os serviços de conservação (tapa buracos)…

Veja as imagens e nos traduza o que Vossa Excelência entende por “NECESSIDADE”

… Do mais, peço aos leitores que nos ajudem a entender quando é que se faz NECESSÁRIA a recuperação asfáltica de um trecho como este que vimos nas imagens a seguir…

Obs: Clique na imagem para ampliar…

RODOVIA ITAMBÉ FLORESTA ETAMBÉ SÃO PEDRO IVAI 066

 

RODOVIA ITAMBÉ FLORESTA ETAMBÉ SÃO PEDRO IVAI 058

RODOVIA ITAMBÉ FLORESTA ETAMBÉ SÃO PEDRO IVAI 063

 

RODOVIA ITAMBÉ FLORESTA ETAMBÉ SÃO PEDRO IVAI 060

RODOVIA ITAMBÉ FLORESTA ETAMBÉ SÃO PEDRO IVAI 062

Estas são imagens da rodovia a que se refere o Superintendente do DER – Regional Noroeste do Paraná, que diz que os serviços de conservação serão realizados conforme a “NECESSIDADE”…

Dr. Dutra, esta rodovia encontra-se em ESTADO DE CALAMIDADE, calamidade requer URGÊNCIA nos serviços… URGÊNCIA provem de “necessidade”… Necessidade de restauração a ser realizada de acordo com o “caráter que se faz necessário”, até porque são muitos os usuários do Sul do País que usam deste trecho para desviar dos pedágios instalados nas principais rodovias do Estado, o que tem levado os trechos secundários à estar nesta situação de degradação, conhecida por todos os usuários… Menos por Vossa Excelência.

RODOVIA ITAMBÉ FLORESTA ETAMBÉ SÃO PEDRO IVAI 043

Não precisamos descrever a questão de segurança dos usuários, do desgaste dos veículos de cada cidadão que paga seus tributos aos cofres do Estado…  Já somos obrigados a enfrentar o trecho diante da necessidade de usar a rodovia, Já temos conhecimento da obrigatoriedade definida em Lei de pagarmos os tributos…

Mas para sensibilizar o Governo,  não poderíamos deixar de registrar as palavrinhas magicas que muitos governantes tem usado por razões de destaque internacional, principalmente a proclamada SUSTENTABILIDADE…

Registro a palavra SUSTENTABILIDADE por questão  ambiental… Registo a palavra SUSTENTABILIDADE diante de um verdadeiro crime que o Estado comete ao provocar a a erosão de um grande volume de solo e outros materiais escoados para o leito dos rios pelas águas pluviais… Precisamos que tenham “CARÁTER DO QUE SE FAZ NECESSÁRIO”… URGÊNCIA… Se a “necessidade existe” … Já passa da hora de realizar os serviços… Hoje choveu, o período de estiagem passou… e daí???

Quem vai proteger os rios diante de tamanho crime ambiental cometido pelo próprio Estado ao deixar de realizar as obras necessárias???

Por Valdir Edemar Fries.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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