O DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO BRASILEIRO FRENTE A FILOSOFIA E A DEMAGOGIA MINISTERIAL

Com a posse dos novos Ministros, e especial aos que ocuparão as pastas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, como também o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA… As atenções se voltam às politicas a serem tomadas por ambos os Ministérios em “beneficio” do DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO BRASILEIRO.

A princípio os pronunciamentos como também as primeiras ações de cada um, tanto por parte da Ministra Katia Abreu como também do Ministro Patrus Ananias, ambos deixam claro que acamparam e comungam os ideais de buscar o “debate e o dialogo com os movimentos sociais e a sociedade civil” … Tão embora cada qual comandando pastas distintas, embora tenham praticamente os mesmos propósitos com o objetivo principal de promover o desenvolvimento agropecuário Brasileiro…

Com os mesmos propósitos, cada qual a sua maneira, nas entre linhas já se contradizem quanto a questão agraria ao distinguir os latifundiários… E para prolongar e apimentar o debate eu diria que eles não sabem distinguir nem mesmo as politicas de cada um dos Ministérios em relação ao direcionamento das politicas para cada classe produtora, principalmente quando se trata da denominada “agricultura familiar”.

Se de um lado temos a Ministra Katia Abreu, que em seu primeiro ato ministerial demonstrou TOTAL APOIO às parcerias em beneficio dos produtores rurais AFRICANOS… Vimos a mesma Ministra dias depois em entrevista, ela mesma, reconhecendo a existência da pobreza no meio rural Brasileiro devido a falta de capacitação dos produtores (ao menos é o que ainda usam como justificativa após 3 mandatos do PT no poder), ao tempo em que ela Ministra insinua prestar assistência continuada, e se coloca como uma “babá” para decidir o que vai se produzir pelas classes D e E…

Literalmente a Ministra usa da verdadeira DEMAGOGIA, ou seja, usa da pior de todas as forma politicas ao deixar claro que o interesse maior é manipular ou agradar uma classe com promessas que nunca irão se concretizar à altura do que ela se propõe, até porque nós sabemos oficialmente que os programas de maior abrangência como o PRONAF esta sob o comando do MDA…

De outro lado temos um Ministro Patrus Ananias (filósofo que é), profeta a sua FILOSOFIA acadêmica ao propagar um novo “conceito” de propriedade, e contesta a questão do latifúndio levantada pela Ministra Katia Abreu.

Patrus cita a questão da função social da terra… Dando a entender, que não basta derrubar as cercas dos latifúndios, mas as cercas individualistas.

O que nos leva a crer, que em seu “conceito” deve-se socializar as propriedades individuais e ou empresa detentora de grandes áreas com o objetivo de instrumentalizar a politica de reforma agrária, e  assim melhor manipular parte da sociedade usando dos movimentos sociais para servirem aos seus propósitos… Esquecendo-se de que o Estatuto da Terra define regras e normativas, entre elas, para se “derrubar” as cercas do latifúndio para uso afins de reforma agrária, deve-se antes de tudo, considerar os índices de produtividade rural… Resta agora saber o que ele pretende definir em seu  “novo conceito” de propriedade que promete debater junto a “sociedade”.

Expostos seus meios de gestão, o Ministro Patrus Ananias, como forma de coação, chega a fazer uso do refrão do Hino Nacional citando em seu pronunciamento “Dos filhos deste solo és mãe gentil” e reafirma : “Que todas e todos que aqui nasceram
que escolheram o Brasil como sua pátria tenham a mesma amorosa acolhida,
os mesmos direitos e as mesmas oportunidades”.

Entre os raios e trovões, nos encontramos diante da FILOSOFIA E DA DEMAGOGIA dos Ministros… Desta forma ficamos nós produtores de todas as atividades agropecuárias, de todos os níveis, raças e credos, à esperar para que aconteça algo de concreto  em beneficio do DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO BRASILEIRO.

Por Valdir Edemar Fries.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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