A INADIMPLÊNCIA DOS PRODUTORES RURAIS DIANTE DO CAOS DA ECONOMIA BRASILEIRA.

O Brasil vive o caos econômico devido as medidas aplicada nos últimos anos…

E os produtores rurais como vivem?

Com uma politica de governo levada por um crescimento baseado no consumismo, muitos setores investiram demasiadamente motivados pelo crédito fácil. Mesmo com juros considerados exorbitantes diante de um crescimento do PIB cada vez menor. No agronegócio, a realidade não foi diferente, motivo este, que deve levar muitos produtores rurais a amargar a inadimplência de seus compromissos financeiros num futuro próximo.

A Industria teve sua safra cheia com o record de vendas, e assim obteve sua rentabilidade garantida para enfrentar a temporada de baixa, para tanto, deve demitir trabalhadores (aumentando ainda mais a fila dos desempregados), e consequentemente restringir sua capacidade de produção por um bom período, até que a economia volte a respirar bons ares.

Os agentes financeiros não ficaram atrás,  com a politicagem de PLANOS AGRÍCOLA anunciado ano a ano pelo Governo, o balcão de negócio das carteiras agrícolas renovaram cadastros e ampliaram a capacidade de pagamento de seus clientes, abrindo oportunidade de negócio para milhares de Produtores rurais Brasileiros.

Um verdadeiro festival de recursos financeiros, despejados em meio a um setor faminto por crédito. Com fome de recursos para realizar os investimentos necessários, muitos produtores rurais extrapolaram os limites de risco da sua capacidade de pagamento, dada sua capacidade de endividamento tomada por base nos preços de mercado da época das negociações, principalmente de soja e milho, que lhes garantia no período das negociações financeiras uma rentabilidade acima da média dos tempos históricos.

Foram verdadeiros anos de Gloria para os agentes financeiros, que financiaram como nunca, hoje, os agentes tem uma poupança financiada já garantida pela frente, por alguns bons anos.

E os produtores rurais?

Bem, muitos dos amigos produtores rurais deixaram se levar pela motivação do crédito fácil tomados por uma necessidade de investimento. Tiveram sim a sua capacidade de pagamento sustentada por preços acima da média história, e em cima disto, acabaram usando de toda sua capacidade de endividamento, hoje, como se diz um velho ditado… “se vê em papo de aranha”.

Tomando por base os preços da soja, o mercado internacional que apontava a faixa dos 15 dólar por bushel garantia uma boa capacidade de pagamento/endividamento, agora volta aos patamares históricos, oscilando entre os 9,0 a 10,0 dólar por bushel, isto todos sabem, força a baixa dos preços também no mercado interno Brasileiro.

O que é ruim pode ficar pior… A renda do produtor rural ainda não é pior, porque o real teve sua moeda desvalorizada perante o dólar.

Ultrapassada a casa dos três reais por dólar, num primeiro momento os produtores tiveram sim um aumento dos custos de produção, fator que devem comprometer parte de sua renda nesta próxima safra, isto para aqueles que ainda não haviam adquirido os insumos e defensivos necessários para a implantação das lavouras 15/16.

Porém, diante da baixa dos preços da soja e também do milho a nível internacional,  (se por ventura, e tudo indica que deve acontecer, dos preços da soja e do milho continuar sendo praticados no patamar de preços internacionais que aí se encontram hoje), somente com o valor do dólar oscilando acima de três reais é que muitos produtores rurais Brasileiro poderão ser salvo da inadimplência dos compromissos financeiros dos investimentos financiados.

A politicagem do Crédito Agrícola anunciado ano a ano nos “PLANO AGRÍCOLA” facilitou o endividamento dos produtores rurais em cima de um consumismo  demasiado,  e tudo que parecia ser positivo num primeiro momento, não aconteceu, ao contrário, vem se agravando…

?????????????

A luz do crédito fácil que brilhou no horizonte, trouxe consigo um peso na sua frente, gerando um caos na economia Brasileira que deve levar muitos produtores rurais a inadimplência financeira.

Caso os preços internacionais da soja e milho SE MANTER nos patamares de hoje e o dólar NÃO SE MANTIVER valorizado acima dos três reais, a inadimplência é dada como certa para muitos produtores Brasileiros.

Diante dos atuais preços internacionais das commodities,  imaginar uma queda acentuada do dólar nestas situações de mercado, seria o mesmo que promover um assassinato premeditado na economia de muitos produtores rurais do Brasil.

O dólar valorizado hoje aumenta os custos de produção e compromete parte da renda dos produtores rurais nesta safra vindoura, mas pode salvar muitos produtores rurais de uma inadimplência financeira ainda maior num futuro próximo.

Sendo o AGRONEGÓCIO o principal setor da economia Brasileira, o produtor rural deverá pagar um custo muito alto para o Governo reverter a situação caótica da economia do País… No passado compramos um e pagamos três, todos lembram da IMPLANTAÇÃO/SUSTENTAÇÃO DO PLANO REAL na década de 90, hoje para recompor uma recuperação do REAL o preço para o produtor pode ser ainda maior. 

Por Valdir Edemar Fries.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado . Guardar link permanente.