A FALÊNCIA DAS POLITICAS PÚBLICAS DE ABASTECIMENTO DA DEMANDA INTERNA DO PRÓPRIO PAÍS.

Num Brasil continental, não é sempre que o sol brilha para todos, ou melhor, não é todo ano que o clima favorece o setor produtivo no meio rural, e por consequência, ao mesmo tempo em que produtores rurais colhem uma grande safra em determinadas regiões do País, outros produtores rurais sofrem perdas significativas provocada pelas intempéries climáticas.

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Ao tempo em que o Governo Federal comemora os resultados de uma SUPER SAFRA a nivel nacional, produtores rurais de determinadas regiões amargam prejuízos pela falta de abastecimento… Parece que todas pesquisas de acompanhamento da produção desde a estimativa de área cultivada com também perspectivas de produção em todas as regiões do País não se refletem dentro do Governo para agilizar as politicas de comercialização e abastecimento, e nos levam a indagar…

Qual o objetivo do  acompanhamento do cultivo e das perspectivas de produção realizados pela CONAB??? Para que servem os resultados finais de produção divulgado pela CONAB???

Por falta de um Ministério, o setor agropecuário Brasileiro conta hoje com dois Ministérios, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário… São duas pastas interligadas a uma Companhia Nacional de Abastecimento, que tem por objetivo principal agilizar a comercialização da produção e garantir o ABASTECIMENTO interno em todo o País, para tanto existe o Programa de Comercialização, com recursos financeiros “garantidos” nos Planos Safras anunciados todos os anos.

Por sinal, todos os anos o Governo faz um verdadeiro festival ao anunciar cada PLANO SAFRA, como se este festival de divulgação de recursos disponibilizados fosse por si só resolver os problemas de custeio da produção, da comercialização e do abastecimento da produção em todas as regiões Brasileiras.

Sabemos que não é isso que acontece, mesmo assim a Ministra da Agricultura veste a carapuça e se desdobra em sua agenda (http://www.agricultura.gov.br/politica-agricola/noticias/2015/06/ministra-fala-sobre-plano-agricola-e-pecuario-no-rs-e-em-sc), para profetizar um PLANO SAFRA que simplesmente regulamenta a disponibilidade dos recursos para financiar o custeio e os investimentos por parte do produtor rural.

De outro lado, o PLANO SAFRA estabelece as politicas de toda operacionalização que ficam a cargo do Governo Federal, o qual teria que disponibilizar os recursos financeiros do Tesouro Nacional para garantir a operacionalização do seguro agrícola,  além dos recursos para a comercialização da produção, e principalmente para a distribuição da produção e assim poder garantir o abastecimento interno da demanda a nível nacional, porém todas estas politicas que ficam a cargo do Governo são verdadeiras tragédias administrativas provocadas pelo próprio Governo Federal, como pudemos acompanhar na reportagem do GLOBO RURAL transmitido neste dia 21/06/2015 (http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/06/fim-de-venda-de-milho-subsidiado-prejudica-agricultores-cearenses.html)

Ao que se pode ver, todo produtor rural tem seus riscos, e sofre as consequências provocadas pelas intempéries climáticas, consequências que poderiam ser amenizadas, se as Instituições Públicas não estive tomada pela incompetência e pela ignorância de quem ocupa um cargo público mais preocupado(a) com seus projetos políticos do que na ação dos compromissos de cumprir com suas obrigações a que foi designado(a).

Em relação as politicas de comercialização e abastecimento, o que vimos hoje é uma estrutura da CONAB a mercê da vontade do Governo, travada por uma simples PORTARIA que inspirou ainda em dezembro de 2014, mesmo sabendo de todos resultados de todos os levantamentos e acompanhamento de safras realizados pela CONAB, anunciados periodicamente, não foi o suficiente para alertar à KATIA ABREU, para que a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tomasse as devidas providencias a tempo de atender as demandas de abastecimento em regiões tão carentes como a do nordeste Brasileiro.

Se de um lado o Brasil que produz perde com os bons resultados da super safra, onde produtores rurais são obrigados a se sujeitar a venda da sua produção a preços abaixo do valor minimo estabelecido pelo Governo, de outro lado temos os produtores que sofrem com a frustração de safra e tem que se sujeitar a comprar o mesmo produto para alimentar seu rebanho a preços exorbitantes.

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Um País em que tanto se produz, muito se perde com a falência das Instituições Públicas que não tem a competência de agilizar as politicas de abastecimento da demanda de consumo do próprio País… Difícil entender.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé, Pr.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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