MILHO – A DIVERSIDADE DAS CULTIVARES FRENTE AS ADVERSIDADES CLIMÁTICAS

Neste cultivo de milho safrinha em 2015, tivemos um ano de boas chuvas desde o período do plantio até a colheita, ou melhor dizendo de muita chuva no período do plantio, chuvas normais no período vegetativo, e excesso de chuvas no período da pré colheita, e segundo as previsões, devem se estender por mais alguns dias impedindo a operacionalização da colheita, este fato acaba preocupando ainda mais os produtores rurais do sul do Brasil.

As adversidades climáticas no sul do País são maiores em relação as demais regiões que cultivam a chamada safrinha de milho. Os riscos do fator clima dificultam ainda mais aos produtores quanto a decisão da escolha de qual as cultivares de milho a ser cultivada na safrinha entre todas as tecnologias existentes.

As regiões que também cultivam milho safrinha como o centro oeste e o sudeste, são regiões que não tem maiores problemas de geadas, nem mesmo de excesso de chuvas no período da colheita, isto facilita na escolha da cultivar a ser plantada…

Já os produtores do sul, os riscos e consequências com excesso de chuvas no período da pré colheita são bem maior, e a depender da cultivar as consequências de perdas da qualidade do produto, como também sofrer perdas de produção devido ao acamamento das plantas provocado por vendavais quando da chegada das frentes frias ficam a depender do material a ser plantado.

Entre as cultivares de diferentes ciclos, existe a diferença de material em cada planta, e ao optarmos por cultivares de ciclo super precoce e ou precoces para diminuir os riscos com a ocorrência de geadas, corremos o risco de sofremos as consequências de possíveis perdas por excesso de chuvas (conforme ocorreu em 2013 e agora se repete em 2015), já que os matérias mais precoces tem pouco empalhamento das espigas, conforme podemos observas nas duas primeiras imagens abaixo.

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SAFRINHA 09/07/2015 – Os milhos precoces e super precoces são materiais altamente produtivos, porém de pouco empalhamento de espiga, mais susceptíveis às perdas provocadas pelo excesso de chuvas no período de maturação e pré colheita

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SAFRINHA 09/07/2015 – As frequentes chuvas que vem ocorrendo neste mês de julho de 2015, podemos observar que os materiais super precoces e precoces já apresentam perdas na qualidade do produto a ser colhido.

Ao optarmos por cultivares de milho de ciclo mais tardio, diminuímos os riscos de perdas de qualidade do produto por excesso de chuvas no período da pré colheita, porém aumentamos os riscos de perdas por geadas na fase de frutificação da cultura conforme ocorreu em anos passados.

Ou seja, nunca será fácil para o produtor rural, em especial para os produtores do sul do Pais, em acertar em 100 por cento a escolha do material a ser plantado, mesmo diante da DIVERSIDADE DAS CULTIVARES FRENTE AS ADVERSIDADES CLIMÁTICAS.

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SAFRINHA 09/07/2015 – As cultivares de milho de ciclo mais tardio apresentam melhor empalhamento com menor risco de perdas de grão ardido e ou brotado por motivos de chuvas na pré-colheita, porém mais susceptíveis a perdas em caso venha ocorrer geadas na fase de frutificação, uma vez que o ciclo vegetativo é mais longo.

Uma cultivar de milho com espigas bem empalhada protege a qualidade dos grãos em caso de excesso de chuvas no período da pré colheita…

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SAFRINHA 09/07/2015 – Em anos como este de 2015, com as frequentes chuvas que vem ocorrendo, as cultivares mais tardias se comparado com os milhos mais precoces, podemos observar que até o momento não tem sofrido perdas de qualidade de grão pelo excesso de umidade provocado pelas chuvas na pré colheita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Devemos lembrar que perdas de produção devido a ocorrência de chuvas e vendavais no período da pré colheita neste ano de 2015, são semelhantes as perdas que ocorreu no sul do País nas lavouras de milho safrinha de 2013, conforme podem conferir nas imagens de arquivo que seguem abaixo:

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SAFRINHA 2013 – Perdas de qualidade da produção por excesso de chuvas na pré colheita.

EVENTO MILHO 2013 036

SAFRINHA 2013 – Lavoura que sofreu perdas de produção na ocasião da operacionalização da colheita devido o acamamento das plantas provocado pelos vendavais na pré colheita.

Fica a pergunta… CADÊ O TAL DO FUNDO CATÁSTROFE? …Criado e sancionado pelo Presidente Lula, prometido pela Presidente Dilma em sua campanha eleitoral de 2010?

Qual o Governante que Lembra desta Lei?

Bem, ao menos a Lei foi sancionada, publicada e encontra-se a toda mostra no site do Governo: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp137.htm … Lei deveria ser Lei… Enquanto a Lei não for tratada como Lei… Ficamos a merce das adversidades climáticas, arcando com todas as consequências.

Por Valdir Edemar Fries.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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