ITR – TODA TERRA TEM O SEU VALOR, O SOLO É O NOSSO PATRIMÔNIO.

A agropecuária Brasileira não é responsável apenas pelo aumento da área cultivada, não é responsável apenas pelo desmatamento da amazônia… A produção agropecuária Brasileira é responsável SIM em transformar a produção agropecuária  num grande complexo econômico chamado de AGRONEGÓCIO.

A abertura das novas fronteiras agrícolas transformou o sertão Brasileiro em diversas praças econômicas. O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO fez surgir novos centros urbanos, transformou pequenas vilas em grandes pólos de desenvolvimento regional.

Famílias emigrantes de produtores rurais, colonos, agricultores (como queiram definir), se estabeleceram, criaram seus filhos e netos, hoje muitas e muitas das famílias dos produtores rurais que aí estão, já encontram-se na quarta geração.

De geração em geração, trabalhando, criaram e formaram seus filhos nas mais diversas classes profissionais.

São muitos profissionais professores, são médicos, engenheiros civis, agrônomos, administradores de empresa, advogados, enfermeiros, fisioterapeutas, economistas e tantas e tantos profissionais filhos e netos de produtores rurais que estão aí no mercado de trabalho, estão em meio a sociedade, trabalhando e contribuindo para o desenvolvimento social e econômico da sua cidade, gerando renda ao seu estado e pagando os tributos ao país.

A família do protutor rural continua lá na sua atividade do dia a dia, preparando o solo, plantando as sementes e cultivando a lavoura com um só objetivo…PRODUZIR.

Toda terra tem o seu valor, o solo é o nosso maior patrimônio, dependemos das boas condições do solo para produzir. Para produzir precisamos de viabilidade econômica, o que muitas vezes o mercado não proporciona, mesmo assim por conta e risco se planta neste país chamado BRASIL, sendo que muitos e muitos, na sua grande maioria, não tem qualquer garantia dos investimentos de custeio aplicado para produzir.

As questões das consequências de perdas provocada pelas intempéries climática são por conta e risco dos produtores rurais sem garantia de renda, e se toda terra tem o seu valor, não é, e não deveria ser com o valor da terra que iremos gerar dividendos para arcar com tamanha carga tributária aferida em cima da terra.

O solo é o nosso patrimônio, é no solo que devemos fazer os maiores investimentos, usando de diversas práticas de preservação do solo, aplicando toda tecnologia de correção para recuperação e conservação do solo. Investir no solo é sinônimo de produção.

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Para tanto o produtor rural precisa cada vez mais garantia de renda, sem renda não existe investimento que se viabilize para melhorar a estrutura do solo,  e assim continuarmos preservando o nosso patrimônio.

Certo que abrimos novas fronteiras para produzir, ocupamos cada vez o habitat natural dos animais silvestres, como bem dizem os ambientalistas suburbanos … Certo também que os centros urbanos ocupam cada vez mais as áreas rurais com novos loteamentos habitacionais e áreas de terras destinadas para a instalação dos parques industriais. É o setor imobiliário ditando o valor das terras ocupadas na produção de alimentos, com um só objetivo, expandir novos loteamentos urbanos.

Todo este crescimento e desenvolvimento urbano gera especulação imobiliária que define o valor da terra.

Toda esta especulação imobiliária tem aumentado significativamente o valor da terra, proporcionado pelo crescimento dos centros urbanos e pelo desenvolvimento dos polos econômicos regionais, com isto a garga tributária paga pelo produtor rural tem aumentado de forma absurda. Em muitos e muitos casos se levado ao “pé da letra” os tributos chegam a inviabilizar a produção agropecuária, uma vez que o tributo do IMPOSTO TERRITORIAL RURAL se incide na referencia do valor da terra, e não sobre a produção explorada da terra.

Tanto o Imposto Territorial Rural como também a Contribuição Sindical paga para a Confederação Nacional de Agricultura – CNA, tanto um como outro, tem seus índices estabelecidos em cima do valor da terra, o que tem onerado em muito os produtores rurais de todo território Brasileiro, dado a valorização imobiliária em todas as regiões desta país

São muitas as famílias de produtores rurais que desbravaram o sertão Brasileiro, criaram e formaram seus filhos e netos…

Foi preparando e cultivando o solo que muito se produziu para o desenvolvimento de cada cidade e cada região deste país. Hoje por mais tecnologia que se possa empregar no solo, o nosso patrimônio não garante produção o suficiente para gerar renda que pague os impostos inseridos em cima do valor imobiliário da terra como se estabelece em Lei, e ou como queiram os Governos e Instituições, sejam municipais, estaduais ou federais.

Ou os proprietários rurais se organizam para mudar determinadas leis que normatizam tais cobranças, mudando as referencias dos índices dos tributos ou estaremos abrindo as porteiras para os MSTs.

Por VALDIR EDEMAR FRIES.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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