SAFRA 2015/16 – REALIZANDO O MANEJO DAS PRAGAS E DOENÇAS, ENFRENTANDO AS ADVERSIDADES DO CLIMA E EM MEIO A TUDO, A INSTABILIDADE POLITICA ECONÔMICA QUE MAIS NOS PREOCUPA

Nesta safra, cheia de incertezas em relação aos efeitos do el’ninho, os resultados de uma safra record de produção já foi proclamado antecipadamente pelo Governo, independentemente do que ainda pode acontecer.

Somado aos fatores do clima, vivenciamos um ano agrícola em meio a uma das maiores instabilidades econômicas dos últimos 20 anos.

Todos nós sabemos que para os Governantes, os resultados sempre chegam antes, sem nada se levar em conta,  ignoram qualquer adversidade que possam provocar perdas de produção devido as catástrofes climáticas que podem comprometer toda capacidade de produção de uma lavoura, mesmo que recém implantada…

Governo é Governo, sempre colhe seus resultados antes de plantar, talvez seja este os motivos que o produtor fica sempre a mercê do Deus dará.

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No dia a dia, não se sabe onde vamos encontrar o maior volume de lama, se nas estradas ou na política, até porque os desmando se acumulam, e com o avanço das investigações criminais que envolvem os Governantes, enfrentamos caminhos que nos revelam a cada semana um novo episódio.

Vivemos no mundo da incerteza, sem sabermos ao certo onde vamos parar com as oscilações da economia, a que patamar a moeda Brasileira vai se comportar em relação ao dólar e influenciar de forma negativa o mercado de grãos ao ponto de comprometer a renda desta próxima safra a ser colhida.

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Plantado ou ainda sendo plantado (a depender da região), o que não podemos perder no entanto, é o fio da meada. Na labuta do dia a dia, dois fatores devem ser considerados o carro chefe, manejo de solo e manejo integrado das pragas e doenças.

A qualquer réstia de sol, lá esta o produtor em meio a lavoura, vistoriando e avaliando o estagio de desenvolvimento das plantas e o nível de infestação de pragas e doenças.

As adversidades climáticas tem nos preocupado sim, replantio no centro oeste devido estiagem, catástrofes climáticas que provocam vendavais, chuva de granizo e tornado no sul, fenômenos da natureza que devastaram inúmeras lavouras…

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O excesso de chuvas que somam precipitações acima do dobro da média para o período tem deixado os produtores rurais do sul do País em alerta, uma vez que umidade e o calor beneficiam a proliferação das pragas e a disseminação das doenças fúngicas.

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Os fatores climáticos nos levam a inúmeras consequências adversas, que nos impões muitas vezes ao aumento dos custos de produção, seja no controle das doenças, das pragas ou das ervas daninhas em meio a lavoura, conforme podemos visualizar nas imagens acima.

Mesmo com todo acompanhamento técnico das lavouras, na duvida ou por precaução, muitos de nós produtores rurais temos decidido por realizar a intervenção do ataque das pragas, e principalmente do controle preventivo das doenças com a aplicação de defensivos químicos (tão embora em áreas de unidades de observação acompanha por técnicos da Emater, a intervenção química do controle ainda não tenha sido recomendado).

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Com tudo que nos preocupa, até o presente momento não tivemos registro de ataque severo de pragas (maior precaução apenas com o ataque de percevejos), e em relação a doenças, quando encontrado os sintomas de aparência da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), as plantas já encontram-se em fase final de floração e frutificação, e nestes caso, devemos estar realizando o controle com a aplicação de fungicida especifico.

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No entanto, devemos registrar que observamos perdas no desenvolvimento vegetativo das plantas em relação a anos anteriores, o que nos leva a crer que são consequências da lixiviação dos nutrientes devido ao excesso de chuvas, bem como a pouca luminosidade, fatores que tem agravado principalmente as lavouras implantadas no mês de setembro.

Com todos os agravantes climáticos que podem resultar em perdas de produção, o que mais preocupa nesta safra ainda é a crise politica e os desmando da econômica que assola todo o País.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé, Pr.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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