AS CATÁSTROFES, E A CAPACIDADE DE RECUPERAÇÃO DO POTENCIAL PRODUTIVO DAS PLANTAS E DO DESENVOLVIMENTO DO BRASIL.

Os efeitos das condições climáticas provocadas pelo el´ninho tem gerado transtorno a muitos produtores rurais Brasileiros, além do mais, tem surgido duvidas e nos levado a questionar em relação a capacidade de produção das lavouras, e dos índices de produtividades divulgados, sejam eles das estimativas da safra 2015/16, e ou, dos possíveis índices de produtividades que se possa atingir ainda nesta safra em diferentes lavouras, a depender do comportamento do fator clima até o final do ciclo da soja cultivada nesta safra.

O sul sofre com as chuvas e a ocorrência de granizo em determinadas área de cultivo… As frequentes chuvas que ocorreram principalmente no mês de novembro, tem provocado perdas do potencial produtivo das lavouras implantadas em setembro, já as lavouras cultivadas em outubro e novembro, sofreram perdas parciais, porém, com a ocorrência de chuvas mais amenas em dezembro, e maior luminosidade, a cultura da soja tem apresentado boa recuperação do seu desenvolvimento vegetativo o que permite à planta maior capacidade produtiva na formação de vagem e frutificação.

Dentre as lavouras que não foram arrasadas pelos eventos climáticos, seja por estiagem no centro oeste, seja por chuva de granizo no sul, muito já se perdeu de produção… Infelizmente pouco a de se fazer, a não ser as contas dos prejuízos que cada produtor sofreu, uma vez, como se sabe, o tal do FUNDO CATÁSTROFE sancionado em Lei, não foi regulamentado. Não passou de projeto de lei eleitoreiro publicado em meio as eleições presidenciais de 2010… Sem seguro de renda estamos nós produtores rurais a merce do tempo.

Entre os cultivos de soja desta safra 15/16, em especial as do Estado do Paraná, o que se vê são lavouras e diferentes estágios de desenvolvimento vegetativo/frutificação. São lavouras que apresentam potencial de produção diferentes, a depender principalmente da data de seu plantio.

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As lavouras de soja plantadas no Paraná no decorrer de setembro apresentam perdas de produção devido ao comprometimento do seu desenvolvimento vegetativo, plantas que variam de 60 cm a 90 centímetros de altura, já encontram-se na faze final de frutificação.

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Plantas, em final de granação, como estas vistas nas imagens acima, nos permite estimar uma produtividade aproximada, que deve ficar entre os 45 a 55 sacas por hectare a depender da tecnologia aplicada na realização dos tratos culturais.

As lavouras plantadas em outubro e novembro podem apresentar um potencial maior de produtividade a depender das condições climáticas daqui até ao final do ciclo das plantas.

Em lavouras plantadas no inicio de outubro, conforme imagens abaixo, podemos observar uma lavoura com plantas que apresentam um porte de 1,10 metro a 1,30 de altura, em faze final de floração e formação de vagem.

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São lavouras que apresentam SIM um bom potencial produtivo, e que podem surpreender ao final da colheita, a depender é claro, das condições climáticas de agora em diante.

São muitas as lavouras de soja que sofreram danos irreversíveis em diversas comunidades Paranaenses, mas são muitas as lavouras que apresentam boa capacidade de recuperação e ao final pode-se ter bons índices de produtividade, a depender da tecnologia a ser aplicada até o final de seu ciclo.

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Diante de toda tecnologia que a pesquisa nos disponibiliza, nunca podemos subestimar a capacidade produtiva de cada planta, porém nunca podemos esquecer da capacidade de destruição que um evento climático pode provocar em uma lavoura, independentemente do seu estagio vegetativo.

Milhares de produtores rurais Brasileiros já ultrapassaram a barreira de 70 sacas por hectare… A pesquisa já nos apresenta resultados de tecnologia em lavouras de soja com potencial acima de 100 sacas por hectare.

No entanto, para atingir altos índices de produtividade precisamos de investimentos, porém a falta de uma politica séria para a agropecuária Brasileira, que nos garanti-se em caso de perdas de produção por catástrofe climática, recuperar ao menos os recursos investidos,  certamente a produtividade média do Estado do Paraná e do Brasil seria bem superior ao que se atingiu nas ultimas safras.

2016 esta aí, é hora de levantarmos a bandeira do AGRONEGÓCIO em cada Município Brasileiro, incentivando a participação politica de alguém do setor produtivo, participar da politica, mostrando a todos o quanto o País pode se desenvolver em termos econômico e social, se os produtores rurais do Brasil tivesse uma POLITICA AGROPECUÁRIA SÉRIA…

As LAVOURAS tem sua capacidade de recuperação produtiva na sua genética e na tecnologia empregada, o BRASIL tem sua capacidade de recuperação econômica e social na Bandeira do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé – Pr.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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