O MINISTRO SARNEY FILHO ABRE A MALA DE OLHO NO BOLSO DO PRODUTOR RURAL, E POR FIM PROMOVE O DESMATAMENTO DAS FLORESTAS FEDERAIS.

Se falando em CÓDIGO FLORESTAL e questões ambientais, podemos afirmar que o limite é exatamente o bolso do produtor rural Brasileiro… (se prepare que o texto é longo)

Não importa qual o seu Estado, não importa qual o seu Bioma, o que importa a cada “AÇÃO” do Ministério do Meio Ambiente e de todas suas tropas penduradas nos cabides das Instituições Publicas e nos “Sem Fins”, Fundos e Fundações,  ONGs e tantos outros ativistas profissionais de carteirinha, cada qual com sua arma… Saibam, estão TODOS juntos visando o bolso de quem esta no campo produzindo.

Quando ainda, lá em 2012 imaginávamos ter conquistado um amparo Legal através do projeto de Lei 12.651/12, nada! Quando menos se espera, ainda em 2013 a Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela Procuradoria do Ministério Público questiona alguns dos artigos aprovado em Lei ao Supremo Tribunal Federal. Desde então já pudemos sentir o que nos reservava pela frente.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI 4901, esta lá em “AÇÃO”, quase parando, afinal, o Supremo Tribunal Federal é o Supremo Tribunal Federal (acompanhe aqui: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=4901&classe=ADI&codigoClasse=0&origem=JUR&recurso=0&tipoJulgamento=M) as coisas como se sabe, andam devagar, e enquanto isso, a tropa de pendurucalhos se junta no Ministério do Meio Ambiente, e já pronta a espera, não via a hora de ter qualquer informação útil para poder agir… PRONTO!!!

O MINISTRO SARNEY FILHO LIBEROU A CAÇA AOS PASSIVOS AMBIENTAIS.

(Se é Lei, cumpra-se a Lei dentro dos limites de prazo, desde que se tenha mecanismos disponíveis, e aí vai um particular, cheguei a registrar em entrevista ainda em 2013, que assim que o tal SINCAR fosse disponibilizado faria o CAR, meio com atraso,  mas foi disponibilizado pelo MMA, instalei o sistema, e fui a caça de conhecimento… A cada informação redigida no CAR, mais me preocupava em relação aos mecanismos para cumprir o PRA, com relação ao passivo ambiental principalmente, até porque significa investimento ambiental, precisamos de recursos financeiros do produtor rural para que juridicamente possamos estar com as propriedades rurais adequadas à Lei 12.651/12).

É exatamente atras da regularização deste PASSIVO AMBIENTAL QUE O MINISTRO SARNEY FILHO tem como objetivo quando o próprio Ministro VAZA para o publico todas as informações cadastrais de cada propriedade rural… (Háhhá! Ele Ministro diretamente não vai chegar até você, mas pode esperar que um de seus pendurucalhos sim, à se vai).

Cada produtor sabe o quanto vai ter que investir para regularizar o passivo ambiental da sua propriedade, e é claro amigos, os ATIVISTAS de ONGs agora mais do que nunca, saibam, eles tem ONLINE a ARMA que eles mais queriam, uma vez que esta registrado no CAR, e já é certo que muitos de nós vamos nos obrigar a investir para cumprir, e é este atropelo que o Ministro quer provocar, se preparem, eles estão de olho no bolso de cada um dos proprietários rurais, de uma forma ou de outra como muitos já vinham fazendo, da forma como já alertei ainda em setembro de 2014 – pode conferir aqui: http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/145265-codigo-florestal-adi-gera-inseguranca-juridica-em-negocios-bilionarios-por-valdir-fries.html#.WECmrLIrLcs

(Para ser sincero, particularmente estou incluso em meio ao 1% dos que ainda não enviaram o CAR, isto não quer dizer que não realizamos o cadastro, já baixei o aplicativo e editei, só não enviei, primeiro dado a espera do resultado da ADI 4901. Outra, até que tentei, por varias vezes, nas ultimas horsa limite, para NÃO descumprir o prazo da Lei, tentei enviar, mas no Brasil tem horas que a inoperância do Poder Público acaba te precavendo de outros males, com o sistema congestionado, nada foi enviado. Por enquanto tudo arquivado na CPU).

Diante dos fatos, nunca poderíamos imaginar que a confiança de cada um de milhões de proprietários rurais deste imenso BRASIL na busca pela legalidade, todas as informações de cada detalhe descrito em palavras e localizado em imagens que cada produtor rural, responsável pelo seu pedaço de chão prestou ao SISTEMA INTEGRADO DO CADASTRO  AMBIENTAL RURAL fosse exposta e disponibilizada para todos os pendurucalhos ativistas.

As Leis são assim, todas com o intuito de se arrecadar e ou faturar, tem Lei para recompor e recompensar e tem lei para promover o desmatamento…

Enquanto a LEI Nº 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012 exige investimentos do produtor para que possa adequar o seu passivo ambiental da sua propriedade, necessários principalmente na formação da RESERVA LEGAL, o governo tem também de outro lado a  LEI Nº 11.284, DE 2 DE MARÇO DE 2006 http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=485.   que dispõe em nome do MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL mais uma fonte de recursos para o governo e suas tropas, recursos advindos através das “CONCESSÕES” onde se permite a exploração (DESMATAMENTO) de madeira dentro das áreas de terras da União, permite derrubar arvores nativas das FLORESTAS FEDERAIS com o principio de controlar o desmatamento…

Porém quando comunidade internacional questiona o aumento do desmatamento, ou mesmo a sociedade Brasileira pressiona o sistema de fiscalização através da imprensa, as desculpas de todos os pendurucalhos das Instituições do Ministério do Meio Ambiente e demais tropas, todos já tem a resposta pronta, e o que vimos e ouvimos são seus Dirigentes se justificar dizendo que as guias de retirada de madeira legal, são usadas múltiplas vezes para o transporte de madeira ilegal, e não existe gente suficiente para fiscalizar.

Ou seja, o que se pode imaginar é que o mecanismo do DESMATAMENTO LEGAL DO GOVERNO (que tem também como objetivo arrecadar recursos para fiscalizar e impedir o desmatamento ilegal), de certa forma esta colaborando para facilitar o transporte da madeira ilegal.

Desta forma NÃO dá outra, somando-se as duas formas de desmatamento, o resultado não poderia deixar de ser o  aumento da taxa de desmatamento conforme os próprios levantamentos divulgados pelo governo apontam que:

“A estimativa da taxa de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi finalizada e aponta a taxa de 7.989 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A taxa de desmatamento estimada pelo PRODES 2016 indica um aumento de 29% em relação a 2015, ano em que foram medidos 6.207 km2″.

Difícil de toda esta história esta registrado no discurso do Exmo Ministro do Meio Ambiente, ao tempo em que o Ministro expõe um CADASTRO AMBIENTAL RURAL para os ativistas possam vim meter a mão no seu bolso, o Exmo. Ministro vai além, ele comemora como uma vitória ambiental a assinatura de mais uma concessão de 176 MIL HECTARES de área de FLORESTAS FEDERAIS para serem exploradas melhor dizendo, serem “DESMATADAS”… Estas concessões da ocasião, somadas à outras áreas, o MINISTRO comemora a rubrica de  UM MILHÃO de hectares de FLORESTAS FEDERAIS sendo DESMATADAS… Opa, digo “Exploradas”…

NÃO SERIA A HORA DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE REALIZAR E DISPONIBILIZAR O CADASTRO AMBIENTAL DAS FLORESTAS FEDERAIS E SUAS IMAGENS GEORREFERENCIADAS?

E ALÉM DE DISPONIBILIZAR, PODER NOS EXPLICAR COMO ACESSAR AS INFORMAÇÕES ONLINE.

Hééhhéé…. Poderia sim, Exmo Ministro Sarney Filho…

Se acontecer, nós PRODUTORES RURAIS TAMBÉM PODERÍAMOS ACOMPANHAR AS “ALTERAÇÕES” AMBIENTAIS PROVOCADA COM AS SUAS “CONCESSÕES”  … Ou nós não somos parte da sociedade capazes de acompanhar as pegadas deixada pelas “explorações sustentáveis” que abrem caminho e promovem aumento do DESMATAMENTO… Fica aí o questionamento Exmo Ministro???

Ou… só mais um, agora um pedido… Será Ministro!!! Será que o “MANEJO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS” que acontece através das “concessões” nas FLORESTAS FEDERAIS, de forma similar, Vossa Excelência talvez não poderia  liberar para os produtores rurais, legítimos proprietários das áreas de RESERVA LEGAL, algo tipo um licença ambiental, para nós podermos “EXPLORAR DE FORMA SUSTENTÁVEL”  as florestas que nós preservamos???

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Depois dessa Ministro (http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/meio-ambiente/183370-ong-de-meio-ambiente-divulga-como-acessar-os-dados-das-propriedades-do-car.html#.WECmbbIrLcs)

O melhor é finalizar e esperar para ver, enquanto isso…

…Fico cá, aguardando o STF decidir em relação a ADI 4901, …Fico cá, preservando o que existe na propriedade, vou ficando aqui, esperando o dia 31 de dezembro de 2017, e respeitando a Lei e seus decretos, devo enviar o CAR para a Vossa Excelência usar e disponibilizar para toda a sociedade e aos seus pendurucalhos.

POR VALDIR EDEMAR FRIES – Produtor rural em Itambé – Pr.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. Vereador em Itambé - 97 a 2000. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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