A VOZ DO CAMPO UNINDO A FORÇA DO AGRO DEPOIS DA PORTEIRA.

Já foram muitas as vezes que nós produtores rurais nos deparamos com situações difíceis na labuta do dia a dia e de grandes dificuldades ano após anos.

Para a sociedade, a atividade agropecuária parece simples, pela humildade e simplicidade do homem do campo, pela sua fé e esperança, elevam a convicção que vai dar certo, agindo desta forma, transmite uma imagem de que cultivar a terra e tratar dos animais é tudo muito simples. Isto nos leva a ouvimos de grande parte da sociedade, afirmando que vida de agricultor é fácil… Até virou ditado : “É SÓ PLANTAR E COLHER“…

Quantas vezes já ouvimos isso?

Plantar e colher sempre foi simples, … Porém, “PRODUZIR” o suficiente para garantir a viabilidade econômica da atividade agropecuária com a garantia de poder continuar plantando e colhendo, produzindo cada vez mais, ai já não é tão simples assim.

PRODUZIR já é negócio, e negócio complexo, que exige cada vez mais conhecimento e investimentos.

Dentro deste contexto, com toda Globalização de mercado, o AGRONEGÓCIO deste imenso BRASIL ficou cada vez mais volátil, atrelado à acordos bilaterais, submetido regras e normativas da Organização Mundial do Comércio, e ainda por fim, nós produtores rurais ficamos alienado a toda conjuntura POLITICA E SOCIAL do País.

Enfrentamos nos últimos anos um Desgoverno que deu ouvido e espaço a ideologistas, o poder foi tomado por pessoas que sabem e querem consumir muito, sem nada produzir. E para se manterem, a cada dia criam novos obstáculos que dificultam e comprometem o desenvolvimento da atividade agropecuária. Nos tiram a capacidade de PRODUZIR, resta agora a nós mesmo mudar esta ciranda, ou mudamos as regras, ou paramos, como já tem muitos produtores sugerindo.

Todos nós sabemos… Para PRODUZIR,  dependemos de inúmeros fatores, que envolve planejamento, participação e conciliação de toda “cadeia” do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, porém (me desculpem a franqueza), mas me parece que a “CADEIA DO AGRO” ainda não esta alinhada,  se quisermos desenvolver o sistema como um todo, o melhor é nós começarmos a se organizar antes que o sistema arrebente, e se arrebentar, pode ter certeza amigos, o produtor rural é o primeiro a sofrer as consequências.

PORQUÊ?

Porque dependemos de um conjunto de fatores para produzir, embora um dependa do outro, dentro desta “cadeia” em muitos casos o produtor rural acaba ficando sozinho, e quem deveria ser e estar parceiro, acaba se afastando, ou acaba por dificultar e até em alguns casos, até a comprometer o resultado da PRODUÇÃO.

Se de um lado os parceiros da cadeia do AGRONEGÓCIO, em muitos casos acabam nos deixando sozinhos, de outro lado a conjuntura politica e social vem comprometendo cada vez mais a viabilidade econômica e social de todo setor.

Toda esta conjuntura, toda esta esfera do PODER, que só pensa no “PODER”… Só tem criado inúmeros  problemas para nós produtores rurais… São inúmeros os problemas e para tanto devemos continuar nos reunindo, reinvidicando o que é de direito, devemos participar cada vez mais, participando ativamente nas mobilizações e eventos como este qua acontece hoje aqui em gramado. Auditório lotado com integrantes da Família do Agro que segue reunida ano a ano no seminário A VOZ DO CAMPO.

Hora é o MST que na base da invasão e depredação, usam da força para se apoderar do dinheiro público, como também obrigam com que ministros de governo se submetam a alterar inclusive, os tais “índices de produtividade” com objetivo de facilitar o enquadramento de propriedades rurais para fins de “reforma agrária”.

Quando menos se espera, são os socialistas e comunistas que no passado recente, sua maioria se vestiam de vermelho, uns de batina e outros de capa preta, agora… Bem, agora estão por ai “vestidos de verde”… Fazem o que fazem para infernizar a vida do produtor rural.

Vejam que depois de uma década, tivemos o Código Florestal alterado, aprovado e sancionado através da lei 12.651/2012, isto deveria nos dar segurança jurídica quanto a regulamentação ambiental da propriedade, no entanto, mais uma vez, vimos os ideologistas sucumbiram a Procuradoria Geral que acabou acatando a denuncia e pode comprometer a implementação do Código através da AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – ADI 4901, impetrada junto ao STF. Isto esta acontecendo fora da porteira, e nos preocupa.

Esta Ação foi impetrada ainda em 2013 e encontra-se no Superior Tribunal Federal – STF, mais precisamente nas mãos do relator Ministro Luiz Fux, e diante das alegações e justificativas fundamentadas no processo, podem começar arregaçar as mangas, porque não deve ficar barato para o produtor rural, motivos que já venho alertando e levantando esta questão desde 2014 (https://valdirfries.wordpress.com/2014/09/10/adi-490113-gera-inseguranca-juridica-em-negocios-bilionario-tudo-esta-nas-maos-da-justica/)… Se os riscos que se tem do STF votar pela INCONSTITUCIONALIDADE já eram grande, podem ter certeza que se agravou ainda mais, principalmente depois da audiência pública que aconteceu em 2016 no STF para debater a questão, e, em defesa da constitucionalidade que tratam do plano de regulamentação ambiental das propriedades, e isto é que interessa principalmente a nós produtores rurais, na defesa, salvo as alegações apresentadas pelo Doutor Evaristo Eduardo Miranda da EMBRAPA, e a exposição relatada pelo Ex Ministro Aldo Rebelo…

http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/programaCodigoFlorestal.pdf

os demais que la estiveram para nos representar, para nos defender assim dizendo, ao que vi (e tive a oportunidade de assistir toda audiência ao vivo), sinceramente, acredito que os que la estiveram deveriam melhor se preparar para nos defender, até porque, na minha analise (salvo os nomes citados), até representante do MST se saiu melhor na exposição do debate que qualquer um outro que la esteve para defender a constitucionalidade da Lei 12651/12.

Agora, em 2017, membros da Comissão de Agricultura juntamente com a FRENTE PARLAMENTAR DA AGRICULTURA em comemoração aos 5 anos da promulgação do Código Florestal, acabaram por fim lembrando da questão da pendente ADI 4901, e manifestaram a preocupação quanto a demora da decisão do STF em julgar a AÇÃO… Manifesta manifestaram, mas conforme segue link de acompanhamento do processo nada de julgamento: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4388129

Nos preocupa, porque decisão de Supremo é decisão, portanto amigos, todos nós sabemos do resultado que tivemos (melhor dizendo), da surpresa que tivemos com o resultado no STF quando da votação do RE 718874 que trata da questão do FUNRURAL, e da decepção com nossos “defensores” da Confederação Nacional da Agricultura – CNA.

No dia a dia, ficamos nos preocupando em “plantar e colher” e muitas vezes deixamos de lado os fatores que nos garantem a a viabilidade e as condições de PRODUZIR.

PRECISAMOS AGIR DEPOIS DA PORTEIRA, sabemos fazer isso, já conseguimos exito na questão do projeto de lei que exigia emplacamento dos tratores e maquinas agrícolas:

Somos atores da MAIOR AUDIÊNCIA PÚBLICA já realizada no Congresso Nacional em busca de uma solução passiva junto ao Congresso e contra as decisões do STF em relação ao FUNRURAL, que resultor até então na edição da Resolução 13/2017 que deve ir a votação na CCJ do Senado Federal neste dia 02 de agosto, além de outros projetos de lei de autoria de Deputados e Senadores que tramitam tanto na Câmara dos Deputados como no Senado.

Portanto amigos, precisamos cada vez mais, e mais do que nunca, voltar nossas atenções fora da porteira, buscar participar depois da porteira, se fazendo presente nas decisões de toda conjuntura politica… Do contrário seremos sempre massacrados.

Vamos nos Organização e participar de ações para não seremos massacrados pelos MSTs, pelo CIMI, FUNAI, INCRA, IBAMA entre tantos outros.

PARCERIAS E FORNECEDORES DE PRODUTOS:

O QUE TEMOS PELA FRENTE?

PORQUE ME PREOCUPO COM A ALTERAÇÃO DA Lei das cultivares PROJETO DE LEI 0827/15 QUE ALTERA A LEI 9456/97… https://valdirfries.wordpress.com/2016/05/25/a-estrovenga-proposta-de-alteracao-da-lei-de-protecao-de-cultivares/

semente sem padrão

falta de classificação –

NÃO EXISTE MELHORIA DO POTENCIAL GENÉTICO NEM QUALQUER TECNOLOGIA AGREGADA QUE COMPENSE AS PERDAS PROVOCADAS PELA FALTA DE QUALIDADE DAS SEMENTES.

não se consegue plantabilidade,

PROIBIR SALVAR SEMENTES OU INCENTIVAR A MULTIPLICAÇÃO DAS SEMENTES???

https://valdirfries.wordpress.com/2017/02/23/incompetencia-do-ministerio-da-agricultura-pecuaria-e-abastecimento-na-fiscalizacao-ou-digamos-a-mafia-das-sementes-de-milho/

Estas são algumas referencias em relação aos objetivos que buscamos quando visualizamos alguns fatores que precisamos melhor articular para viabilizarmos o setor produtivo, nos manter produzindo para garantir todo desenvolvimento economico do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.

POR Valdir Fries – Produtor rural em Itambé – Pr.

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Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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