FUNRURAL – APELAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. OS PRODUTORES RURAIS NÃO QUEREM PERDÃO DE DIVIDAS, QUEREMOS JUSTIÇA. CUMPRA-SE A RESOLUÇÃO 15/2017 DO SENADO FEDERAL.

Um longo texto, repetitivo em certos parágrafos, para que possamos alertar o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, da necessidade de se realizar as devidas investigações em torno de todo processo legal e de suspeitas de ilegalidades em relação as contribuições do FUNRURAL pagas pelos produtores rurais.

No decorrer de todo processo em relação ao FUNRURAL, observamos todo o loby, e todo conluio  que acontece entre Entidades representativas dos empregadores rurais, governantes e as empresas e agroindústrias que adquirem/comercializam a produção agropecuária.

Toda esta alienação, aconteceu no decorrer do período anterior, e também posteriori as decisões tomadas junto as ações e deliberações do Poder Judiciário, que resultou na decisão do STF dada em 31 de março de 2017, quando de forma inesperada, o Supremo acabou por reverter o resultado de decisões anteriores, ocasiões em que o próprio Supremo Tribunal Federal já havia decidido pela INCONSTITUCIONALIDADE DA COBRANÇA DO FUNRURAL. Inconstitucionalidade proclamada em duas votações distintas, a primeira no julgamento do RE 363852, e numa segunda decisão do plenário no julgamento do RE 596177. Portanto, duas decisões dada por unanimidade do plenário, que contava com a presença de todos os Meritíssimos Juízes da Suprema Corte, em cada uma das sessões.

Em ambas as decisões de INCONSTITUCIONALIDADE da cobrança do FUNRURAL, o STF oficializou ao SENADO FEDERAL, colocando as devidas recomendações, a primeira através da Carta S 27/2013, e a segunda através da Carta S 48/2014, atribuindo ao SENADO FEDERAL, editar as devidas adequação da Lei 8.212/91.

E foi isto que o Senado Federal acabou fazendo após o manifesto dos produtores rurais realizado em Brasilia – DF, manifesto que acabou sensibilizando os Senadores da Republica a editar a resolução, e por fim aprovando o PRS 13/2017… PROJETO DE RESOLUÇÃO DO SENADO, que foi Promulgado pelo Presidente do Senado Federal e publicado no Diário Oficial da União – RESOLUÇÃO 15/2017.

https://valdirfries.files.wordpress.com/2017/09/inpdfviewer.pdf

Pois bem, Publicada a Resolução com as devidas adequações Legais, passa a vigorar e faz valer as decisões do STF dada pela Inconstitucionalidade da cobrança do FUNRURAL, e seus efeitos desobriga o EMPREGADOR RURAL de assumir qualquer passivo decorrente da NÃO contribuição junto ao Fundo Previdenciário, bem como faz valer o direito de ressarcimento dos dividendos aos demais empregadores rurais, que neste período, efetuaram o depósito em Juízo, e ou, também aos PRODUTORES RURAIS que realizaram o pagamento da Contribuição do FUNRURAL junto ao Fundo Previdenciário, os quais podem recorrer judicialmente, buscando o reembolso do que se pagou nos últimos 5 anos. Isto é LEI, é de DIRETO.

A RESOLUÇÃO 15/2017 não trata de PERDÃO DE DIVIDA, e por NÃO se tratar de “perdão” de divida, nós produtores rurais, ao nos deparar com as MANCHETES DA MÍDIA, ficamos numa situação desconfortável perante a opinião pública, uma vez que noticiam o “perdão” de uma divida que não é do produtor rural.

Alardeiam determinadas noticias, mesmo sabendo que, aos verdadeiros devedores, tais benefícios NÃO virão através da Resolução do Senado federal, hora em questão.

Aos verdadeiros devedores, os efeito da RESOLUÇÃO 15/2017 são comprometedores, não interessa a estas empresas e demais industrias e agroindústrias adquirentes da produção, empresas que de certa forma deixam rastros de suspeita quando buscam distorcer fatos. E por não interessar a eles, os próprios acabaram se unindo em conluio para negociar e viabilizar uma RENEGOCIAÇÃO DE DIVIDAS que venha a beneficiar os “verdadeiros devedores”… chegam a operar de forma esquizofrênica, promovendo negociatas na busca desesperada dos benefícios governamentais para obterem o REFIS, e REFIS só se viabiliza através da Medida Provisória 793/2017 – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/Mpv/mpv793.htm ). 

São muitas as distorções dos fatos, ao que vimos por exemplo, no que se publicou no jornal ESTADÃO, em sua pagina de Economia & Negócios, com a seguinte manchete: “UNIÃO DEVE RECORRER AO STF CONTRA DECISÃO DO SENADO DE PERDOAR DIVIDAS DO FUNRURAL – Acesse: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,uniao-deve-recorrer-ao-stf-contra-decisao-do-senado-de-perdoar-dividas-do-funrural,70001990851 

A SERVIÇO DE QUEM A MÍDIA ESTA TRABALHANDO?

A exemplo do publicado no ESTADÃO, procuro questionar o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL em relação, ao tempo que tento esclarecer os motivos a quem interessa a edição e publicação de matéria com estas circunstâncias, uma vez que o seu conteúdo tem claramente o objetivo de alienar os produtores rurais ao conluio formado entre os “próprios” devedores, sendo que nós produtores buscamos somente os direitos constitucionais junto aos poderes Judiciário e Legislativo, sempre estivemos contrapondo com interesses obscuros das empresas devedoras, e hoje mais que suspeitas de praticar atos ilícitos.

Neste sentido, questionamos, se por ventura NÃO se trata de serviço prestado em defesa de certos “Governantes” arrolados com empresários?

Ou se trata meramente de matérias jornalísticas editadas e publicadas a serviço das EMPRESAS, INDUSTRIAS E AGROINDÚSTRIAS devedoras do FUNRURAL?

Ao que se prevê são muitos os devedores, e é justamente isso que buscamos saber/confirmar com o apoio do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL… Muitos dos adquirentes da produção agropecuária podem ser os verdadeiros devedores, até porque são eles os responsáveis em descontar do empregador rural a contribuição do FUNRURAL, pago pelos produtores empregadores rurais, porém os recursos financeiros ficam sob a responsabilidade dos adquirentes da produção, os quais estavam e estão na obrigatoriedade  e no dever de repassar os valores para o FUNRURAL.

Já que a Receita Federal, segundo a reportagem, divulga que a divida com o FUNRURAL é de R$ 34 BILHÕES, resta a nós saber quem são os verdadeiros devedores, e quem serão os maiores beneficiados com os efeitos da Resolução 15/17.

Diante disto, solicitamos ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL que investigue o caso, para que possamos saber o porquê deles estarem tentando alienar os produtores rurais a determinadas negociatas, sabendo que nós produtores, perante as decisões anteriores dada a Inconstitucionalidade da cobrança, nada devemos.

Falam em “Perdão” de que divida de pessoas físicas… PERDÃO DE QUAIS DIVIDAS?

OBS: Levantamos estes questionamentos, uma vez que nós empregadores rurais, e isto devemos deixar claro, e devemos esclarecer para a opinião publica, que nós produtores rurais nunca nos omitimos em contribuir com a Previdência, o que buscamos foi o direito de isonomia perante outros contribuintes.

Porque buscamos nossos direitos? Porque, ao contribuirmos sob o valor bruto da comercialização da produção, estamos pagando bitributação (assim considerou o STF em decisões em plenário anteriormente)… Além do mais, temos ainda um agravante, uma vez que o FUNRURAL cobrado sobre o valor bruto da comercialização, se incide sobre o total de toda a produção obtida, sem abatimento de qualquer despesas de custeio do processo produtivo. Portanto, estão inclusos aí, uma contribuição social que se incide sobre tudo que compramos e pagamos dos custos de produção.

Estávamos pagando uma contribuição ao FUNRURAL inclusive sobre valores dos produtos que adquirimos para efetuar o preparo do solo, o plantio, os tratos culturais, a colheita e o transporte da produção até a armazenagem, sendo que de tudo que compramos já tínhamos sido tributados na ocasião da aquisição dos insumos necessários em todo processo produtivo. Foram estes os motivos que nos levaram a buscar judicialmente os direitos de igualdade/isonomia perante aos contribuintes de outras categorias, buscamos e queremos apenas isonomia/igualdade perante a Lei.

VAMOS AOS FATOS:

Uma parcela de produtores, empregadores rurais deixaram de contribuir com o FUNRURAL, com base em decisões do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dada a INCONSTITUCIONALIDADE da cobrança da forma em que constava da Lei 8.212/91, entre outras normativas.

Outros tantos produtores vinham se precavendo, realizando/mantendo o valor equivalente a ser destinado ao FUNRURAL em depósitos judiciais, e muitos produtores rurais, na boa fé, vinham concordando em deixar debitar os 2.1 % da contribuição do FUNRURAL sobre o valor bruto da comercialização, e estes recursos do FUNRURAL, obviamente ficavam sob a responsabilidade dos adquirentes.

Em relação as decisões anteriores do STF, o Governo Federal tinha impetrado recursos, e  assim que noticiado o resultado do RE 718874 em beneficio da UNIÃO, o resultado nos surpreendeu, devido a mudança de posição por parte do STF, decisão tomada sem maiores justificativas, e sem termos maiores esclarecimentos quanto aos fundamentos que levaram o STF mudar o voto, podemos assim concluir que a motivação pela mudança se deu de forma “POLITICA”…

Diante de tal decisão, e das noticias, nós produtores rurais, nos mobilizamos imediatamente para fazer valer as decisões anteriormente dada pela Suprema Corte.  Os produtores rurais de diversos pontos do País, de forma independente se mobilizaram em grupos informais, a exemplo do GRUPO A VOZ DO CAMPO, do FUNRURAL NÃO, da ANDATERRA, entre outros, buscamos junto ao Poder Legislativo para fazer com que o Senado Federal cumprisse com o dispositivo oferecido pelo próprio STF oficializado ao Senado Federal.

Ou seja, buscamos o apoio de Senadores da CCJ do Senado, para que Legislassem seguindo as orientações do STF, dado pelas Cartas 27 e 48 acima mencionadas.

Isto foi o que o SENADO FEZ, editou, promulgou e publicou a Resolução sob recomendação do STF, e, eu particularmente, como produtor rural acredito que deva prevalecer legalmente e juridicamente, até porque o ACÓRDÃO JUDICIAL em relação ao RE 718874 que poderia nortear a nova decisão do Plenário do STF dada em 31 de março de 2017 (votação de 6 a 5), ainda NÃO FOI PUBLICADO, portanto sem eficacia.

Muito nos chama a atenção quando vimos em matéria jornalisticas circulando em diversos meios de comunicação (como citei a do Estadão), em que a Receita Federal informa uma DIVIDA COM O FUNRURAL no montante de R$ 34 BILHÕES, e que o “PERDÃO” deve chegar a R$ 17 BILHÕES…

Mas enfim, quem deve estes valores?

… Com qual base de calculo estes valores vem a publico? quem são os maiores devedores?

…Simplesmente arrolam a imagem dos produtores, empregadores rurais como devedores fossemos. Chegam ao ponto de fazer comparativos, atribuindo de forma generalizada aos produtores rurais um montante com se fossemos titulares/portadores de uma divida gigantesca junto aos cofres da União.

Além do mais, ficam citando e arrolando os empregadores rurais pessoas físicas com as  imagens de determinada empresa, empesa que vem sendo citada e suspeita de envolvimento em grandes esquemas ilícitos. Colocando os produtores na mesmas condições de uma empresa com a imagem nada bem vista aos olhares da população Brasileira….   “Perdão de pessoas físicas e empresas pode chegar a R$ 17 bilhões; JBS será uma das beneficiadas pela resolução”.

Por acaso tal empresa citada será beneficiada com a resolução 15/2017 hora em questão? Nas condições de empresa adquirente, acredito que NÃO. E se caso tenha retido os recursos dos produtores rurais que na boa fé continuaram pagando a contribuição a ser destinada ao FUNRURAL, e estes não tenham sido repassados para os cofres públicos, com os efeitos da resolução, a empresa deve sim ressarcir financeiramente todos os produtores rurais que buscar a devolução de tudo que pagou. Isto acontecendo, a empresa tem que restituir o produtor de forma de PAGAMENTO A VISTA.

Neste sentido, até onde possamos imaginar, vimos uma matéria jornalística de interesse da empresa, a qual tenta alienar os produtores rurais, para que nós produtores rurais NÃO tenhamos exito com os efeitos legais do ordenamento que a RESOLUÇÃO 15/2017 proporciona aos produtores empregadores rurais, que são os passivos de quem deixaram de serem pagos, e ou o efeito reverso, de tudo aquilo que se pagou pelos produtores na boa fé, agora com o direito por força da resolução devem buscar a devolução.

As negociatas feita por determinados grupos, tem explicito o seu jogo de interesses, formaram um conluio e buscam arrolar os empregadores rurais pessoas físicas para conseguirem o que eles mais querem que é RENEGOCIAR UMA DIVIDA dos valores financeiros que possam ter se apropriado indevidamente.

QUEM SÃO, E QUAIS SÃO OS VERDADEIROS BENEFICIADOS COM OS EFEITOS DA RESOLUÇÃO 15/17 DO SENADO FEDERAL?

Eu particularmente, responsável pela atividade agrícola da família, NÃO efetuei o pagamento do FUNRURAL com base de calculo sobre o valor bruto da produção desde 2012, dada a recomendação/publicação do STF, e hoje, por ter seguido uma recomendação da SUPREMA CORTE, acredito não dever passivo algum.

Portanto esta RESOLUÇÃO 15/17 DO SENADO, me beneficia sim, porque acaba promovendo os efeitos legais de uma decisão do STF, e acaba com toda aquela insegurança jurídica que perturbava tanto a mim, como a tantos outros milhares de produtores, empregadores rurais, que haviam deixado de contribuir por força de duas decisões de inconstitucionalidade dada pela Suprema Corte.

A RESOLUÇÃO 15/17 DO SENADO FEDERAL beneficia sim todos aqueles produtores que por força de liminar individual ou coletiva depositaram em juízo os valores correspondentes ao FUNRURAL, sob o valor bruto da comercialização à cada venda do seu produto, estes serão beneficiados sim, uma vez que a RESOLUÇÃO DO SENADO tem efeito retroativo, e dá o direito de ressarcimento dos valores aos produtores rurais.

Também aos milhares e milhares de produtores rurais que neste período todo desde as decisões da SUPREMA CORTE, até então, continuaram a recolher/pagar o FUNRURAL, estes também serão SIM beneficiados, é de direito de cada um dos que efetuaram seu pagamento a buscar o ressarcimento, buscar seus direitos agora constituído através dos efeitos da RESOLUÇÃO 15/17 DO SENADO FEDERAL. É na situação destes milhares de produtores rurais que vinham pagando o FUNRURAL que esta o X da QUESTÃO, e devo esclarecer.

Eu particularmente, como muitos, sempre acreditamos que nada devemos, e é de nosso conhecimento que nada temos a receber, simplesmente vinhamos cumprindo uma decisão do STF.

Já os produtores, empregadores rurais que vinham depositados os recursos financeiros do FUNRURAL em Juízo, estes recursos devem estar assegurados e certamente, com os efeitos da resolução serão devolvidos aos seus legítimos contribuintes.

Aí temos aqueles produtores referente ao X da QUESTÃO que mencionei anteriormente e volto ao assunto agora:

Por justiça, e a RESOLUÇÃO 15/2017 voga por justiça, sendo assim, nada mais justo que os produtores que pagaram fielmente, e ou ao menos acreditam que tenham contribuído com o FUNRURAL, e se neste período dos últimos 5 anos, ao menos os recursos por ventura tenham chegado aos cofres públicos, acredito que eles possam ser ressarcidos desde que solicitados através de uma Ação Judicial.

… Porém, e aí esta o X da QUESTÃO, se estes recursos financeiros descontados dos produtores, empregadores rurais que se propuseram a continuar aceitando a pagar o FUNRURAL, por ventura o montante NÃO tenham tido o destino Legal, ou digamos, a empresa, industria e ou agroindústria adquirente da produção tenha descontado dos produtores rurais e NÃO tenham repassado aos cofres públicos…

Aí esta o X da questão… se investigar, do total dos R$ 34 BILHÕES que a Receita Federal informa que existem de divida junto ao FUNRURAL, fica a questão, de quem é toda esta divida?

Do TOTAL DE R$ 34 BILHÕES, quanto deste montante de recursos financeiros estão sendo usados pelos adquirentes que descontaram dos produtores e NÃO repassaram aos cofres públicos? Quem são?

QUEM SÃO, E QUAIS SÃO OS VERDADEIROS DEVEDORES DO FUNRURAL?

O QUE REALMENTE INTERESSA A ESTES DEVEDORES?

Todos sabem do LOBY feito por parte de certos “Governantes” junto a CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA para obterem o apoio incontestável da Entidade Maior Representativa dos empregadores rurais… Fizeram o que fizeram.

Conseguiram formar um conluio, entre Governantes e dirigentes da Confederação Nacional de Agricultura, fazendo com que a direção da CNA editasse e publicasse uma Carta Oficial em apoio ao RE 718874, em defesa dos interesses dos “Governantes” … Contrariando os interesses de centenas de milhares de produtores rurais que através de mais de 14.500 Ações Judiciais impetradas por empregadores rurais, Entidades representativas, empresas e industrias, ações que estão ajuizadas, e sob judicie, em diversas instancias jurídicas do País, ações questionando quanto a Inconstitucionalidade da Lei que regulamentava a cobrança do FUNRURAL com base de cálculo sobre o valor bruto da comercialização de toda produção, ficaram todos a merce porque acreditaram em seus representantes, e deu no que deu.

Todo este coluio ficou claro já no dia seguinte à decisão do STF em 31 de março de 2017. Vimos e acompanhamos em noticiário o Presidente da CNA correndo ao Palácio do Planalto já com toda argumentação na ponta da linguá em busca de um REFIS… Proposta de REFIS? Exatamente a mesma proposta, o mesmo REFIS que muitos parlamentares que se dizem defensores do interesse dos produtores rurais lá estavam na mesma hora, diante dos o lofotes já previamente ajustado/instalados.

Corriam em busca do realmente interessava ao conluio, e foram além sem perda de tempo, foram unanimes em alardear de que lá estariam “negociando” com o Palácio do Planalto e com o Ministério da Fazenda uma forma para amenizar os danos que a decisão “POLITICA” do STF dada no RE 718874 não viesse a comprometer o setor produtivo, com mil promessas e compromissos de que buscariam um “beneficio” aos produtores que passariam a ser devedores do FUNRURAL por força de tal decisão da Suprema Corte.

Desde a primeira hora, tentam arrolar os produtores rurais, mas… A quem realmente interessa buscar refinanciamento?

…REFIS só interessa aos VERDADEIROS DEVEDORES.

Quem são?

São todos os que defendem o REFIS.

Só não venham agora dizer que o interesse de REFIS tenha partido dos produtores rurais. Tudo, menos isto, porque são os empregadores rurais pessoas físicas, somos nós produtores rurais, que temos a garantia da remissão de qualquer divida, e o direito de restituição do que foi pago, somos nós os beneficiados com os efeitos da resolução.

O nosso interesse já esta explicito e resolvido com a promulgação e publicação que garante os efeitos da RESOLUÇÃO 15/17 do SENADO FEDERAL… Portanto, neste sentido esperamos total atenção do Ministério Público Federal.

PORTANTO NÃO ESTAMOS INTERESSADOS EM DISCUTIR REFIS. QUEREMOS QUE SE FAÇA CUMPRIR OS EFEITOS DA RESOLUÇÃO 15/2017.

 

AOS VERDADEIROS DEVEDORES SÓ INTERESSA O REFIS PROPOSTO NA MP 793/2017.Todos os SUSPEITOS de fazer todo o Loby para se beneficiar de um REFIS, são os mesmos que tentam desfigurar os efeitos da resolução, são os mesmos que buscam a todo modo fazer valer a MP 793/17 que tramita no Congresso Nacional, para proporcionar aos VERDADEIROS DEVEDORES o direito de RENEGOCIAR toda uma divida acumulada ao longo de muitos anos.

E quem são eles? São aquelas adquirentes da produção agropecuária, que no uso de má fé, se apropriaram de recursos financeiros FUNRURAL, descontados dos empregadores rurais, aqueles que NÃO repassaram tais tributos, nem ao FUNRURAL, nem mesmo depositaram em juízo enquanto se aguardava uma decisão judiciaria/legislativa…

Simplesmente usaram e usam de tais recursos como fonte de capital, destinado a capital de giro e ou investimentos/custeio da atividade.

Os VERDADEIROS DEVEDORES são aqueles no uso de má fé, continuam hoje DEVEDORES, mesmo com os efeitos da RESOLUÇÃO 15/17, e, prevalecendo os efeitos da Resolução estes devedores NÃO deve ser, e não é nenhum dos produtores, pessoas físicas empregadores rurais.

O DESESPERO DOS INSENSATOS:

Entidades que se dizem representante de produtores rurais e buscam acordo de refinanciar “passivos dos empregadores rurais” e parlamentares que buscam renegociação de dividas através da MP 793/17, mesmo após Promulgada e Publicada a Resolução 15/17, NÃO estão lá a serviço e em defesa dos produtores rurais, mas estão lá em defesa dos VERDADEIROS DEVEDORES, juntos, formando o coluio em busca de RENEGOCIAR A DIVIDA acumulada, buscam um REFIS para devolver NÃO ao produtor rural que tem o direito por força da Resolução, NÃO! O que eles querem é o REFIS e assim recolherem aos cofres públicos todo dinheiro usado indevidamente, querem ainda continuar com os recursos em caixa e recolher ao cofres públicos a LONGO PRAZO E EM SUÁVEIS PRESTAÇÕES.

Este longo prazo e suáveis prestações só é possível aos VERDADEIROS DEVEDORES, se conseguirem emplacar a Medida Provisória e para tanto precisam descaracterizar os efeitos da Resolução…

Este REFIS, só se viabilizaria legalmente, se prevalecesse a CONSTITUCIONALIDADE DA COBRANÇA DO FUNRURAL, e foi pra isso que o coluio trabalhou e negociou a MP 793/17…

Os JABUTIS querem ficar livres para renegociarem com os cofres da UNIÃO, tudo que tomaram de má fé para si, e neste conluio, contam com os “Governantes” defensores, tudo e todos para fazer valer o REFIS… Muitos “Governantes”, Parlamentares citados, e ou ligados a Partidos envolvidos em denuncias de irregularidades, que  de certa forma se beneficiaram de contribuições financeiras de origem suspeita/ilícitas usadas em campanhas eleitorais, estes são os que defendem refis para os verdadeiros devedores.  

A este grupo de entidades, governantes e verdadeiros devedores só interessa a negociação do REFIS, nem que para isso seja necessário sacrificar todo setor produtivo, obrigando os empregadores rurais pessoas fisícas a pagar uma conta considerada inconstitucional pelo STF, e hoje ilegal sob os efeitos da Resolução 15/2017 do Senado Federal…

Muitas empresas e industrias, noticiadas como “BENEFICIADAS” com o PERDÃO de dividas, na verdade usam desta MENTIRA levada publico através da MÍDIA, para condenar os produtores empregadores rurais pessoas físicas a pagar o que não devem, e principalmente para NÃO se sujeitarem a terem que PAGAR A VISTA a devolução de todos os recursos financeiro do FUNRURAL que se apropriaram de má fé.

Ao produtor rural NÃO INTERESSA qualquer beneficio de renegociação oferecido através do Programa de Refinanciamento de divida Rural que constam da MP 793/17, simplesmente porque NÃO somos os verdadeiros devedores.

Ao contrário, a nós produtores rurais, só nos interessa os efeitos da RESOLUÇÃO DO SENADO FEDERAL 15/17, que extingue por vez todo e qualquer passivo que pudesse ser atribuído a nós em virtude da decisão do STF dada em 31 de março,  quando tenta reverter/mudar a posição anteriormente declarada inconstitucional.

Estes são os motivos que nos levam a buscar o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL para que investigue os fatos e junto ao Poder Judiciário faça valer os efeitos da RESOLUÇÃO 15/2017 DO SENADO FEDERAL.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé – Pr.

Anúncios

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980. Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios). PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso). Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 88 a 1996. PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010 realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. Produtor Rural - Itambé Pr, a partir de 2008 tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.