A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA VAI BEM, O PRODUTOR RURAL PADECE, E CONCLAMA

O Governo tem frequentemente alardeado os resultados positivos do AGRONEGÓCIO em beneficio da economia Brasileira.

O que vimos e ouvimos são números expressivos que impulsionam toda cadeia do agronegócio, e da economia como um todo, demonstrando para a sociedade e para a comunidade internacional, que a AGROPECUÁRIA BRASILEIRA vai muito bem… SIM!!!

Podemos reafirmar que a produção do setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA vai bem e tem dado resultados ao País, os produtores rurais tem aumentado em muito a produção nos últimos anos. Resultado alcançado através de investimentos que os produtores rurais realizaram ao longo dos anos, seja em novas maquinas e equipamentos, seja em novas tecnologias de melhoramento genético e fertilidade. No entanto se de um lado a AGROPECUÁRIA BRASILEIRA VAI BEM, O PRODUTOR RURAL PADECE E CONCLAMA.

Conclamamos a todos para um grande manifesto em defesa dos produtores rurais Brasileiros a ser realizado dia 4 de abril na Praça dos Três Poderes em Brasilia – DF.

MANIFESTO ABRIL VERDE AMARELO – FUNRURAL NÃO. https://valdirfries.wordpress.com/2018/03/07/manifesto-abril-verde-amarelo-funrural-nao/

O VERDE AMARELO que cobrem os campos produtivos da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA, sob o manto azul do céu que reluz o potencial produtivo, nos proporcionando uma imagem de que tudo vai bem no meio rural, porém NÃO é isso que chama a atenção do produtor rural, na realidade a preocupação que se enfrenta é outra. A falta de liquidez no campo não vinha sendo informada, não se informava a real situação em relação as condições economicas da atividade agropecuária que os produtores rurais vem enfrentando no dia a dia.

O movimento do setor ARROZEIRO, dos TRITICULTORES, do setor da produção de LEITE já se arrastam a muito tempo, e dos demais setores da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA que seguem no mesmo caminho da descapitalização em consequências adversas aos resultados que tem se produzido. Isto vem sendo alertado através da mobilização dos produtores rurais feita junto aos Governos Estaduais e Federais, mas não estão sendo suficientes para fazer com que o GOVERNO tome suas iniciativas, ao contrário, nestes últimos anos o Governo tem trabalhado contra o desenvolvimento do setor produtivo, impondo altos custos financeiros na hora que o produtor rural mais precisa de crédito para se salvar e salvar a produção… Com um agravante, o GOVERNO tem trabalhado de forma ditatorial impondo o aumento de tributos como é o caso da cobrança do FUNRURAL, entre outros, como também o próprio CONGRESSO NACIONAL, através de seus Deputados e Senadores tem trabalhado para impor ao produtor um REFIS de um passivo do FUNRURAL inexistente perante decisões judiciais e perante a Lei…

Os produtores empregadores rurais NÃO QUEREM REFIS de passivo de FUNRURAL conforme estabelece a  LEI Nº 13.606, DE 9 DE JANEIRO DE 2018. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13606.htm.

O que os produtores rurais mais precisam e conclamam do Governo é a SEGURITIZAÇÃO DAS DIVIDAS DE INVESTIMENTOS feitos por parte dos produtores rurais, investimentos feitos pelos produtores rurais que proporcionaram todo aumento da produção AGROPECUÁRIA e alavancaram a economia do País, mas que de outro lado tem tirado o sono e colocado os produtores ruais na corda bamba, situação provocada pela crise POLITICA que  arrasou a economia Brasileira, e agora vem provocando uma crise financeira catastrófica dentro das porteiras, levando os produtores rurais, em muitos casos, já nitidamente abandonando a atividade produtiva da AGROPECUÁRIA, conforme já podemos ver e ouvir nos meios de comunicação, refletindo a verdadeira situação economica do produtuor rural, conforme segue link de matéria levada ao ar pelo CAMINHOS DO CAMPO gerada pela RPC- PR…

https://g1.globo.com/pr/parana/caminhos-do-campo/noticia/dividas-e-baixo-preco-do-litro-de-leite-fazem-produtores-desistirem-da-atividade-no-parana.ghtml

A exemplo da reportagem vista no link, já demonstra a realidade que vive a AGROPECUÁRIA BRASILEIRA, e justifica mais do que nunca a iniciativa de produtores rurais, que de forma independente, e ou através de suas centenas de Entidades de base de todo o Brasil, se reuniram e programaram a realização do manifesto em Brasilia, no dia 4 de abril, com o objetivo de alertar aos TRÊS PODERES DA NAÇÃO:

Em PRIMEIRO, solicitar para que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assuma e que faça cumprir as questões Legais da RESOLUÇÃO DO SENADO – RS 15/2017, editada, aprovada, promulgada e publicada em conformidade com as decisões e recomendações do próprio STF junto ao SENADO FEDERAL…

CONCLAMAMOS ao Supremo Tribunal Federal que na ocasião da modulação dos embargos declaratórios referente ao passivo do FUNRURAL, faça cumprir os efeitos Legais do RS 15/2017, dando fim de uma vez por todas a possibilidade da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional questionar qualquer divida dos produtores empregadores rurais.

Em SEGUNDO: Solicitamos e conclamamos o Governo Federal para que entenda que se de um lado a AGROPECUÁRIA BRASILEIRA VAI BEM, de outro lado o PRODUTOR RURAL PADECE, e precisa mais do que nunca de uma renegociação de todas as dividas financeiras oriundas de investimentos realizados no setor produtivo da agropecuária, através de um PROGRAMA DE SEGURITIZAÇÃO AGROPECUÁRIA que beneficie toda cadeia produtiva…

Precisamos deixar claro ao Governo Federal que os produtores NÃO querem REFIS de uma divida que NÃO é do produtor empregador rural,  os produtores rurais de todo o País precisam sim de uma recomposição de prazo para a suas dividas e assim poder cumprir e honrar com seus compromissos financeiros junto aso credores.

E por fim, diante de tanta insegurança jurídica que  vive o produtor rural, pedir através do manifesto o fim do “ESTADO” policialesco e confiscatório, uma vez que no campo não se tem mais a segurança e a garantia do direito da propriedade.

Amigos produtores rurais, se mobilize, se programe e participe da MAIOR MANIFESTAÇÃO da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA.

Que o Governo Federal possa agir de forma urgente e urgentissima, da mesma forma que editou e aprovou a Lei 13.606/18 tentando impor um Programa de Refinanciamento de uma divida que legalmente e juridicamente NÃO é do produtor, que tome a atitude para editar e aprovar uma Lei que dispões da SEGURITIZAÇÃO DAS DIVIDAS FINANCEIRAS, recompondo prazos de pagamentos para que o setor produtivo tenha um alento, garantindo aos produtores rurais, as reais condições para que possam continuar produzindo alimento para a sociedade, com liquidez para a AGROPECUARIA BRASILEIRA e resultados economicos positivos para a balança comercial do País.

Por Valdir Fries – Produtor rural em Itambé – Pr.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980; Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios); PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso); Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 1988 a 1996; PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010, realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. PRODUTOR RURAL EM ITAMBÉ - PARANÁ; A partir de 2008, tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola, e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO. Tem participado constantemente de Seminários e Fóruns de Debates do setor produtivo, e em manifestações públicas em defesa dos interesses dos Produtores Rurais em atividades além da porteira, sempre em busca de garantir e promover o desenvolvimento econômico e social do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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