PARALISAÇÃO GERAL, CAMINHONEIROS AUTÔNOMOS, PRODUTORES RURAIS E SOCIEDADE BRASILEIRA INTENSIFICAM O MANIFESTO DOS CAMINHONEIROS.

A PARALISAÇÃO GERAL CONTINUA, e a cada anuncio do Governo, na tentativa de por fim a toda mobilização Nacional que se iniciou com a paralisação dos caminhoneiros, vem criando forças com a paralisação dos produtores rurais, e se intensifica cada vez mais com a participação de diversos setores da sociedade civil que vem aderindo ao manifesto, participando e dando apoio.

Por mais que o Governo tente anunciar as asneira e mentiras através da mídia, que a paralisação vem provocando transtorno para a sociedade, ainda mais a sociedade entende que a paralisação geral se faz necessária diante dos constantes aumentos abusivos dos preços dos combustíveis, da gigante carga tributária imposta á sociedade, da insegurança jurídica, e principalmente pelos abusos econômicos e corrupção praticado pelos Governantes de uma forma geral, que vem onerando tanto o setor produtivo e o transporte, e por fim, as consequências quem paga é toda a sociedade Brasileira que a cada dia vê seus rendimentos comprometidos pelo alto custo BRASIL.

Anunciados anteriormente os “falsos” acordos pelo Governo, sociedade se une aos demais setores e de forma ordeira se manifestam favoráveis às paralisações que estão concentradas nas rodovias e trevos de acesso às cidades.

Após anuncio das Medidas Provisórias pelo Presidente da República, tentando por fim a toda paralisação, medidas de “ACORDOS” anunciada e publicada no Diário Oficial da União, vimos hoje, produtores rurais que tem sua estrutura de transporte e abastecimento, juntamente com os caminhoneiros autônomos bloqueiam o próprio posto de combustível do entreposto de atendimento da cooperativa, onde são associados, com objetivo de intensificar ainda mais a paralisação geral.

ENTENDAM PORQUE AS MEDIDAS PROVISÓRIAS PARA TENTAR DAR FIM NAS PARALISAÇÕES NÃO FORAM ACEITAS PELA MAIORIA DOS MANIFESTANTES:

MEDIDA PROVISÓRIA 831/2018: Dispõe sobre o transporte de produtos da CONAB, que estabelece que 30 % da demanda de fretes sejam feitas através de contratação de Sindicatos, Associações e Cooperativas de transportes autônomos com a dispensa do processo licitatório… Esta vinculação da contratação dos transportes da CONAB com Entidades, não atende aos interesses da grande maioria dos transportadores autônomos que NÃO são vinculados as Entidades mencionadas na Medida Provisória. Esta negociação, da forma que se faz constar na MP 831/2018 NÃO atende a grande maioria dos motoristas transportadores autônomos, motivo pelo qual, eles continuam paralisados.

MEDIDA PROVISÓRIA 832/2018: Que Institui a Politica de Preços Mínimos dos Transportes Rodoviários de Cargas, se trata de uma promessa já firmada em acordos anteriores, que NÃO foi cumprida pelo Governo, e por se tratar de um preço minimo que só vai ser divulgado daqui a 5 dias, sem ter um embasamento de valores, os caminhoneiros NÃO aceitam finalizar as manifestações antes de ver aprovado os valores mínimos de frete a serem definidos… De mais a mais, mesmo que publicado dentro de 5 dias, a MEDIDA PROVISÓRIA não é LEI constituída, e além de alterada no Congresso Nacional, pode ao fim NÃO ser votada, e tudo que ali consta, nada passa a valer após os 60 dias da sua publicação. Como se fala no Congresso Nacional, a MP pode “CADUCAR”.

MEDIDA PROVISÓRIA 833/2018: Que dispões sobre a isenção da cobrança do pedágio referente aos eixos erguidos (suspensos) dos caminhões  que transitam vazios.

A simples publicação desta Medida Provisória 833/2018, tão embora se tenha efeitos imediato, ainda depende de regulamentação por parte dos Órgãos e Entidades competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que detém a responsabilidade sob a normatização da cobrança de pedágio…

Neste sentido, por se tratar de cobrança de Pedágio, onde sempre o Lobby das Concessionárias são fortemente impostos sobre Parlamentares, os caminhoneiros autônomos hoje paralisados nos manifestos ao longo das rodovias, NÃO acreditam que seja aprovado pelo Congresso Nacional, e mais uma vez tudo pode voltar a estaca zero, como já aconteceu em acordos anteriores.

Desta forma, Caminhoneiros autônomos de todo o País, juntamente com os Produtores Rurais e sociedade civil de um modo geral, se unem e intensificam as paralisações em todos os Estados Brasileiros, por mais que o Governo tente induzir a sociedade que os Bloqueios foram desfeitos, e as rodovias tem transito livre, os caminhoneiros e produtores rurais continuam PARALISADOS em seus manifestos contra todo os abusos econômicos e tributário que o Governo vem impondo para a sociedade Brasileira.

“ACORDO” DA REDUÇÃO DE R$ 0,46 CENTAVOS DE REAIS POR LITRO DE DIESEL POR 60 DIAS DE PRAZO: Caminhoneiros autônomos e Produtores Rurais entendem que de nada adianta fazer acordo da redução do valor do combustível por 60 dias, e após este prazo, o desconto hora oferecido, venha a ser novamente indexado aos preços…

Acordo não não é Lei, e, embora o Presidente da República tenha mencionado em seu pronunciamento, que os R$ 0,46 Centavos de Reais sejam equivalentes a somatória do CIDE, e do PIS/CONFIS, este valor descontado se trata de um simples “ACORDO” … Que certamente passado o prazo dos 60 dias pode ser novamente indexado ao valor do preço do óleo diesel…

Portanto os caminhoneiros e produtores rurais NÃO aceitam este simples “ACORDO” e esperam paralisados que seja APROVADO em Lei o FIM dos tributos PIS/CONFIS bem como o FIM da cobrança do CIDE inserido sobre o valor dos combustíveis de uma forma geral.

Diante de toda estas paralisações que se estende desde seu inicio em 21 de maio de 2018, o que sentimos é que o Governo já NÃO tem mais Governabilidade, e isto, faz com que a grande maioria da Sociedade Brasileira tenha respeito às manifestações, e vem cada vez mais dando apoio e aderindo a paralisação geral de todos os setores, na esperança de podermos renovar democraticamente todo Poder Constituído, se necessário, que isto seja imposto através de uma intervenção militar. Isto é que a sociedade pede hoje.

Por Valdir Fries – Produtor rural em Itambé – Paraná.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980; Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios); PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso); Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 1988 a 1996; PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010, realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. PRODUTOR RURAL EM ITAMBÉ - PARANÁ; A partir de 2008, tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola, e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO. Tem participado constantemente de Seminários e Fóruns de Debates do setor produtivo, e em manifestações públicas em defesa dos interesses dos Produtores Rurais em atividades além da porteira, sempre em busca de garantir e promover o desenvolvimento econômico e social do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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