A CONSTANTE PREOCUPAÇÃO PARA SE PRODUZIR… DESMATAMENTO, QUEIMADAS, AGROTÓXICOS, MERCADO…

Diante do que assistimos, quanto ao episódio que tomou conta dos noticiários em relação a exploração da AMAZÔNIA LEGAL, esta na hora de nós produtores rurais parar e se perguntar:

Até quando nós produtores rurais vamos continuar nos submetendo a responder a uma “SOCIEDADE” que insiste em nos condenar através de um JURI POPULAR instalado a cada esquina?

Produzimos e preservamos, porém, diante da Lei, mesmo que nós proprietários rurais tenhamos por direito explorar parte de nossas propriedades rurais, somos sempre réus. Mais especifico, no caso da AMAZÔNIA LEGAL, de toda área de terras das propriedades rurais, cada proprietário, só tem o direito de desmatar e explorar vinte por cento de suas terras… Ou seja, matematicamente falando, a cada 1000 hectares da propriedade, só pode ser desmatado e explorado 200 hectares, e o restante a Lei exige que seja preservado…

Eu, Valdir Fries, produtor rural, afirmo que “Mesmo produzindo de forma sustentável, e preservando de acordo com as exigências Legais, nós produtores rurais somos réus, expostos a um juri popular, e condenados pela sociedade… Muitas vezes provocado pelas próprias Instituições Governamentais São atos que nos preocupa, e fatos que nos desanima”.

Legalmente, as áreas de terras a serem desmatadas, são restritas, mesmo assim, a cada 20 por cento de terras desmatadas e incorporadas ao sistema produtivo na AGROPECUÁRIA BRASILEIRA, resulta a cada ano, em record não somente de desmatamento, mas também de produção.

Os resultados da produção AGROPECUÁRIA BRASILEIRA, que cressem a cada ano, é almejada por todos os Países ao redor do mundo. Porém toda esta capacidade de produzir, e todo território LEGAL disponível de novas fronteiras para ser incorporado ao setor produtivo, é colocado em cheque pelos próprios BRASILEIROS.

São BRASILEIROS, que em meio a sua ignorância, levados pela informação da mídia sensacionalista, passam a acreditar que toda a AMAZÔNIA LEGAL esta sendo devastada.

Desmatamento e queimadas existem, e continuarão a existir na AMAZÔNIA LEGAL e no CERRADO, enquanto houver fronteiras LEGALMENTE disponíveis para serem exploradas.

Desde a década de 1980, temporariamente vimos e ouvimos noticiários do aumento do desmatamento e consequentemente das queimadas. Conforme a colonização avança, são novas fronteiras agropecuárias que se abrem, são novas cidades que se instalam, novas sociedade que se formam.

Repetidamente vimos e ouvimos denuncias contra os produtores rurais, contra o AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, muitas vezes provocada pela própria sociedade de cidades que se fundou nas novas fronteiras agrícolas do nosso País…

“O INPE iniciou o projeto de Avaliação da Cobertura Florestal na Amazônia Legal, utilizando dados a partir do ano de 1988…   O programa PRODES, que oferece estimativas anuais para a taxa de desmatamento na Amazônia Legal brasileira, é hoje a fonte primária de informações para as decisões do governo federal quanto às políticas de combate ao desmatamento na Amazônia”… Acada nova região colonizada, a cada nova noticia, novos juris são formados pela sociedade, condenando seus colonizadores… Foi assim na década de 80 em Sinop no MT, também foi assim em Itanhangá e Alta Floresta nos anos 90…

A mesma história continua neste NOVO SÉCULO, com mais frequência no Centro Oeste, no CERRADO BRASILEIRO… História que se acirra cada vez mais ao longo dos anos de 2000, com a expansão da fronteira agrícola no Estado do Pará, Acre e Rondônia, Roraima…

“Em 2004, o INPE lançou o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), também voltado para a região amazônica, que mapeia diariamente as áreas de corte raso e de processo progressivo de desmatamento por degradação florestal. Trata-se de um levantamento mais ágil, que permite identificar áreas para ações rápidas de fiscalização e controle do desmatamento”…

Porém todos estes dados de desmatamentos e queimadas não são confrontados, o INPE simplesmente disponibiliza as informações, que são colocadas a público de forma generalizada, sem qualquer distinção do que é desmatamento LEGAL, e do que é ILEGAL…

Entre os focos de incêndios, não se faz distinção do que é queimada controlada, pratica utilizada na abertura das fronteiras agropecuárias em áreas devidamente licenciadas, dos demais incêndios criminosos provocados por madeireiros e garimpeiros e contraventores.

São estas questões que tem gerado duvidas, são estes dados generalizados de áreas desmatadas, e números de focos de incêndios divulgados pelo INPE, que tem gerado todo problema, e todo conflito. Isto nos preocupa, até porque compromete toda imagem do BRASIL quanto aos acordos ambientais e comerciais firmados perante o mercado mundial.

Devemos esclarecer, que CONSTITUCIONALMENTE, adquirida a terra, o direito de propriedade é garantido, no entanto, para se desmatar e incorporar uma determinada área da propriedade rural ao setor produtivo, cada proprietário rural é obrigado a seguir todos as normativas LEGAIS, estabelecidos no novo Código Florestal – LEI Nº 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012.

O Cadastro Ambiental Rural de cada imóvel rural, elaborado através de aplicativo, disponibilizado pelo MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, com todos os dados geográficos, é uma ferramenta que deveria ser obrigatoriamente consultado e averiguado pelo INPE e demais Institutos Governamentais, antes de qualquer noticia ou notificação, uma vez que, ao que vimos e ouvimos a cada ano, a cada nova fronteira agrícola que se abre, todo desmatamento, da forma que é divulgado, é ILEGAL e CRIMINOSO…

Neste sentido, da forma que as estatísticas são noticiadas, a PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA e o MINISTRO DO MEIO AMBIENTE tem toda razão de cobrar dos dirigentes de cada Instituição maior responsabilidade, para não comprometer o setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA.

Toda Instituições Governamental deveria certificar-se de toda e qualquer informação e estatísticas antes de noticiar, até porque são dados oficiais, e quando divulgados de forma irresponsável, compromete toda a cadeia produtiva do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, não é a soja ou a carne produzida na AMAZÔNIA LEGAL que será boicotada, mas toda produção e toda a cadeia produtiva do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, do Norte ao Sul do País.

Mesmo o Sul e o Centro Oeste que já tem suas áreas de produção agropecuária consolidada, pode sofrer as consequências das retalhações do mercado… Estamos inseridos nm mercado cada vez mais exigente, que nos leva a adequar cada propriedade em conformidade com o código florestal e demais exigencias Legais…

No Sul do País, estamos preocupados, realizando a recuperação de todo passivo ambiental, para recompor e preservar as matas ciliares, e as reservas legais em conformidade com a Lei.

Todos sabem que temos a capacidade técnica e as tecnologias adequadas para produzir, as quais fizemos uso que nos garante duas safras ano em grande parte das regiões agrícolas do País, isso é possível, mesmo sem fazer uso da irrigação…

É através dos novos mecanismos tecnológicos, com um bom planejamento, que já estamos investindo a alguns anos na viabilidade de produzirmos a TERCEIRA SAFRA ANO, em uma mesma área de terra, o que deve garantir maior produtividade e produção ao BRASIL, algo que não é viável em grande parte do mundo, nós conseguimos aqui…

Toda esta sustentabilidade que temos, somada a vocação e a capacidade produtiva que promovemos, temos no BRASIL, toda reserva de um vasto território ainda com sua natureza intacta, onde novas FRONTEIRAS AGROPECUÁRIAS são legalmente possíveis de serem incorporadas ao processo produtivo, com sustentabilidade, viabilidade econômica e social, atendendo todas as garantias ambientais, todo este potencial, certamente desperta a atenção dos concorrentes no mercado mundial. Isto faz com que os demais Países produtores, mesmo com toda diplomacia, procurem nos acusar, e retalhar o BRASIL.

Se os Países nos denunciam e prometem nos retalhar perante mercado mundial, fazem isso usando de informações e estatísticas divulgadas pelas próprias Instituições Governamentais Brasileira.

Informações que são noticiadas de forma sensacionalista, fazendo com que toda sociedade nos acusem de forma generalizada, o que nos provoca uma CONSTANTE PREOCUPAÇÃO PARA SE PRODUZIR… DESMATAMENTO, QUEIMADAS, AGROTÓXICOS, MERCADO…

Por Valdir Fries – Produtor rural em Itambé, Paraná.

Sobre valdirfries

Téc. Agropecuário - 1980; Extensionista Rural da ACARPA/EMATER-Pr entre os anos 1981 a 1987, com serviços prestados nas regiões de UNIÃO DA VITÓRIA, CURITIBA, PATO BRANCO. Na região de MARINGÁ trabalhou mais especificamente na RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE SOLO E ÁGUA - responsável téc. a nível de campo na implantação da adequação das estradas rurais nos municípios de FLORESTA E ITAMBÉ - Pr, concluindo os trabalhos do sistema de microbacias integradas em 100 % da área territorial dos dois municípios); PLANEJAMENTO E ASSESSORIA AGROPECUÁRIA - 1987 a 1996 em áreas do Estado do Paraná e do MATO GROSSO (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso); Secretário de agricultura e meio ambiente de Itambé - Paraná de 1988 a 1996; PLANEJAMENTO E ASSESSORIA PÚBLICA a partir de 1996, Com especialização na elaboração de planos de trabalho dos programas de governo; SICONV; De 1997 a 2010, realizou o acompanhamento e tramitação de processos de convênio de Municípios Paranaense junto aos Ministérios de Estado em Brasilia. PRODUTOR RURAL EM ITAMBÉ - PARANÁ; A partir de 2008, tem se dedicado principalmente nas atividades da produção agrícola, e na edição de artigos relacionados ao AGRONEGÓCIO BRASILEIRO. Tem participado constantemente de Seminários e Fóruns de Debates do setor produtivo, e em manifestações públicas em defesa dos interesses dos Produtores Rurais em atividades além da porteira, sempre em busca de garantir e promover o desenvolvimento econômico e social do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
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