MOBILIZAÇÃO CONTRA O PAGAMENTO DO FUNRURAL – A HORA É AGORA – NÃO ACEITAMOS ACHINCALHAÇÃO.

A HORA É AGORA – MOBILIZAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS EM BRASILIA – DF, dia 01 de MAIO de 2017 ( segunda feira, feriado do dia do trabalhador) concentração na esplanada dos ministérios, e no decorrer da semana, protestos e agenda lotada em busca da viabilidade econômica, social e jurídica da atividade agropecuária.

Nos revolta a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em relação ao RE 718874, que contrapõe a decisão do próprio STF que já havia declarado pela inconstitucionalidade da cobrança do FUNRURAL.

O tributo que por Lei vinha sendo cobrado sobre o valor BRUTO da comercialização proveniente de toda a produção agropecuária, e neste sentido, o STF tinha suspendido a cobrança… “uma vez que a referida base de calculo difere do conceito de faturamento e do de receita, sendo assim ainda em 2010″, proferiu a Ministra do STF, Meritíssima  CÁRMEN LÚCIA, quando da votação do RE 626528, na ocasião, a Ministra votou pela inconstitucionalidade da cobrança,  conforme publicado nos autos, no qual destacou o seguinte : “Pelo exposto, dou provimento ao recurso extraordinário, para AFASTAR A CONTRIBUIÇÃO AO FUNRURAL, incidente sobre a comercialização da produção rural de empregadores pessoas naturais, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.”

… Infelizmente, ao proferir o voto em relação ao RE 718874 a própria Ministra Cármen Lúcia (hoje Presidente do STF), acabou por mudar o seu voto, e sem maiores justificativas (praticamente sete anos após), ela vota agora pela constitucionalidade da cobrança do FUNRURAL…

Segundo instruções jurídicas, ainda cabe a nós produtores rurais a possibilidade de impetrar com o Embargo Declaratório entre outras ações que os responsáveis jurídicos devem tomar na busca de uma solução. Mas para tanto, devemos nos organizar em torno da MOBILIZAÇÃO NACIONAL DOS PRODUTORES RURAIS, expondo para a sociedade e para os Poderes Constituídos, tanto EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO, o quanto seremos onerados com o pagamento do FUNRURAL, se este continuar sendo cobrado sobre a incidência do valor bruto da comercialização.

Já pagamos todos os impostos a nós atribuídos, e, não nos omitimos a contribuir também com a Previdência Social, porém NÃO podemos aceitar a cobrança da forma que se impõe uma decisão politica, na tentativa de cobrir os rombos da Previdência, sabendo-se, que tal decisão do STF, vem objetivamente sacrificar a viabilidade econômica da atividade agropecuária.

O MAIS ABSURDO DOS ABSURDOS:

A CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL – CNA, afronta os produtores rurais ao afirmar em seu comunicado oficial que a MANEIRA MAIS JUSTA, é manter a cobrança do FUNRURAL sobre a receita Bruta da comercialização de tudo que produzimos.

Segundo afirma em nota: “Para a CNA, a forma de contribuição por meio de uma alíquota incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção é a maneira mais justa e vantajosa para a maior parte da produção rural brasileira. Essa forma de contribuição não onera a folha de pagamento e faz com que o produtor rural pague quando realmente detém capacidade contributiva, ou seja, quando há comercialização de sua produção.

Com base nisso, a CNA espera que o Supremo confirme a legislação vigente, mantendo inalterado o regime jurídico da contribuição do empregador rural pessoa física ao Funrural”.

POIS É!!!

Quero aqui demonstrar que a CNA esta totalmente equivocada, em sua decisão ao apoiar a permanência da cobrança da forma que esta, com o demonstrativo de quanto a forma de calculo sobre a valor bruto da produção pode  onerar o produtor rural…

(Poderíamos também, mas para não misturar alhos com bugalhos, demonstrar ainda, que mais ABSURDA ainda é a forma de calculo da Lei que nos obriga a pagar a contribuição sindical junto a CNA, o qual se incide sobre o valor do CAPITAL TERRA, um verdadeiro imposto sobre o patrimônio).

Sou produtor rural em Itambé Paraná, e juntamente com a família como PESSOA FÍSICA, temos administrado e nos mantido na atividade, enfrentando todos os entraveis, e diante de tudo que vem acontecendo, quero expor aqui, o quanto somos onerados com os tributos anualmente pagos para os cofres da União e demais Instituições, e quanto significa o pagamento do FUNRURAL.

A área ocupada na exploração agrícola perfaz um total de 193.6 hectares, assim distribuída: Área 72.6 hectares esta cultivada com cana de açúcar e as demais áreas 121.0 hectares é cultivado soja, seguido do cultivo do milho safrinha.

Valor dos Tributos pagos em 2016 : 

TOTAL COM IMPOSTO DE RENDA: R$ 10.017,06 (sem direito a restituição); IMPOSTO TERRITORIAL RURAL : R$ 1.864,50; CCIR – R$ 60,00; TRIBUTAÇÃO SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO: R$ 2.457,00;

Ou seja pagamos em 2016 aos cofres da União, um total de R$ 14.398,56 (quatorze mil, trezentos e noventa e oito reais e cinquenta e seis reais).

Por força da Lei Sindical somos obrigados a pagar mais a Contribuição Sindical obrigatória, paga a CNA num total de R$ 4.124,00 (quatro mil cento e vinte e quatro reais). Tributação também distorcida na sua forma de calculo, uma vez que a cobrança incide sobre o capital terra, e não sobre o faturamento da atividade.

Portanto pela força da Lei, nos obrigam a um desembolso anual de R$ 18.522,56 (dezoito mil, quinhentos e vinte e dois reais e cinquenta centavos).

PESO DO FUNRURAL:

A contribuição do FUNRURAL se voltar a ser cobrado sobre o valor bruto da comercialização de tudo que produzimos na propriedade, aos preços praticados no mercado local, teremos os seguintes custos com a contribuição PREVIDENCIÁRIA:

Comercialização da Cana de Açúcar: R$ 15.550,00;  Comercialização da produção de soja: R$ 9.290,04; Comercialização do Milho Safrinha: R$ 9.387,00;

Portanto somente a taxa do FUNRURAL nos custara em 2017 o valor aproximado de R$ 34.227,04 (trinta e quatro mil, duzentos e vinte e sete reais e quatro centavos).

Valor pago ao Serviço Nacional de Aprendizagem (SENAR/CNA) mais R$ 3. 942,80.

Ou seja, se em 2016 pagamos R$ 18.522,56, agora em 2017 devemos pagar, se persistir a decisão do RE 718874, deveremos passar a recolher aos cofres da União por força da Lei, somado a contribuição do FUNRURAL e SENAR/CNA pagaremos um valor aproximado de R$ 56.692,40 por ano.

Este valor de R$ 56.692,40 se referem apenas aos tributos pagos a nível Federal, fora todos os impostos municipais e estaduais, além de taxas e impostos inseridos nos custos de produção e manutenção da atividade produtiva.

De tudo que produzimos, toda a renda anual da propriedade (quando colhido boas safras), descontado as custas, sem a oneração do tributo do FUNRURAL que pretender cobrar, temos nos últimos anos conseguido uma renda liquida de R$ 65.000,00 por ano.

Se obrigados for, a pagar cerca de mais R$ 34.227,04 para o FUNRURAL, que obviamente serão debatidos da renda liquida atual, certamente ficaremos com uma capacidade de investimentos resumida a nada.

Portanto se tivermos que voltar a recolher o FUNRURAL, a nossa capacidade de investir no desenvolvimento da atividade, seja na compra de insumos, aplicação de novas tecnologias, compra de novas maquinas, equipamentos, manutenção e construção de novas instalações, bem… aí pessoal, é melhor abandonar a atividade, porque nem um setor que gera economia, sobrevive sem novos investimentos.

Sendo assim, se formos obrigados a pagar a contribuição do FUNRURAL para a PREVIDÊNCIA com base de calculo em cima da renda bruta da comercialização como quer o Governo, e como decidiu o Supremo Tribunal Eleitoral, certamente eles estão inviabilizando a atividade agropecuária.

Se não bastasse INCRA, MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, FUNAI, MSTs, ONGs, entre outros afins nos causando tanta insegurança jurídica, agora, vimos também o STF mudar sua própria decisão. O que ontem era dado pela inconstitucionalidade, aludidos por “entendimentos” agora os Ministros do STF mudam seu próprio voto em cima de uma mesma matéria, conforme aconteceu na votação do RE 718874, proferindo por 6×5 pela constitucionalidade da matéria.

A HORA É AGORA, A MOBILIZAÇÃO DEVE ACONTECER PARA AO MENOS TENTARMOS REVERTER TAL DECISÃO… NÃO PODEMOS DESANIMAR

INCENTIVO : Devemos lembrar, pouco tempo atrás, nós produtores rurais nos manifestamos em relação ao EMPLACAMENTO DOS TRATORES E MAQUINAS AGRÍCOLAS, quando o Governo já creditava que tudo estava certo, com o Projeto de Lei aprovado na Câmara do Deputados, aprovado no Senado Federal, e sancionado com poucas restrições pela então presidente da época…

Pois é, foram poucos os produtores rurais que acreditavam no revertério, mas foi através da mobilização dos produtores rurais, dos produtores que foram para as rodovias demonstrar o descontentamento e o transtorno que a Lei iria causar para o setor produtivo e para a sociedade que se conseguiu sensibilizar os políticos e reverter a decisão junto ao Governo Federal, e, por fim nos livrarmos de termos que emplacar tratores e maquinas agrícolas…

Hoje a questão é ainda pior, portanto vamos nos levantar, e estar em BRASILIA a partir do dia 01 de maio,

Primeiro de maio, dia de todos nós, dia de quem verdadeiramente trabalha, vamos mais uma vez nos defendermos de mais esta pífia decisão.

NÃO PODEMOS NOS INTIMIDAR.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor Rural em Itambé – Pr.

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INCOMPETÊNCIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO NA FISCALIZAÇÃO, OU DIGAMOS “A MÁFIA DAS SEMENTES DE MILHO”???

No ano de 2016 já relatei a respeito do padrão das sementes de milho que estão sendo colocadas no mercado e de certa forma cobrei a falta de fiscalização das sementes certificadas… vejam aqui (https://valdirfries.wordpress.com/2016/02/21/estamos-plantando-sementes-de-milho-com-padrao-de-graos-de-pipoca/)…

Pois bem, vamos aos fatos, até porque todo produtor rural Brasileiro vem sofrendo consequências graves, somando prejuízos incalculáveis por FALTA DE FISCALIZAÇÃO ou simplesmente dada a INCOMPETÊNCIA por parte do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA… Se não  isto, diríamos, ou digamos poder estar nos deparando com a “MÁFIA DAS SEMENTES DE MILHO”.

A LEI 10.711 DE 5 DE AGOSTO DE 2003 Dispõe sobre o Sistema Nacional de Sementes e mudas e da outras providencias… Nesta Lei esta estabelecido em seu artigo 5º e artigo 6º a quem compete a FISCALIZAÇÃO… Já os artigos 37º, 38º e 39º tratam da fiscalização propriamente dita… Porem o que estamos recebendo todo ano é sementes fora de padrão, o que nos induz a acreditar na incompetência do sistema de fiscalização, ou nos perguntar se não estamos mesmo diante de uma verdadeira “máfia” assim dizendo.

Muito se fala em “plantabilidade”… muito se recomenda e se orienta em relação a fazer uso de sementes fiscalizadas e certificadas, isto ao menos o MAPA tem feito e seguido a risca o que rege no artigo 36º da Lei em questão, ou seja, fazer com que nós produtores adquiramos sementes “fiscalizadas, certificadas”… Mas que tipo, que padrão de sementes de milho esta chegando nas propriedades rurais?

Sementes existem, existem sementes de todos os padrões, muitas embora sejam sementes de “ponteiro” de espigas, mas que ainda se tem uma certa classificação e padronização do tamanho das sementes, conforme imagens que segue, o que nos proporciona um stand de plantas não o esperado e recomendado tecnicamente, mas ao menos em parte, na média geral da área se consegue a tal  “plantabilidade”….

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Se as imagens acima nos mostram sementes de segunda qualidade e de baixo padrão em termos de classificação, as imagens que seguem abaixo é imagem das sementes que também estão circulando hoje no comércio de todo o Brasil… Quem fiscaliza???

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Sementes desta “qualidade” estão circulando no mercado, o que nos prova que NÃO esta havendo a devida fiscalização… No caso destas sementes destas imagens, foram as sementes entregues em nossa propriedade, a primeira não me neguei a receber por que ainda ao que se vê, tem um certo padrão de uniformidade no tamanho das sementes… Quanto as sementes  da segunda imagem, inicialmente me neguei a receber, por que era certo que NÃO teriamos um stand adequado de plantas, certo que era impossível de se conseguir a tal plantabilidade…

De fato no Artigo 30º da Lei 10.711, em seu paragrafo único, rege que em casos emergências o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento pode liberar sementes de baixo padrão… Mas questiono: Que dia foi publicado este decreto de emergência para se ter sementes abaixo do padrão sendo comercializados para este plantio de 2017???

Na falta de outra semente, acabei por plantar as sementes fora de padrão, sem assinar qualquer recebimento do material, com a condição de que os técnicos representantes providenciassem os discos adequados, regulassem a maquina com stand de sementes de acordo com a recomendação do sementeiro, e acompanhassem o plantio para que NÃO viessem depois alegar desculpas de que o stand de plantas não uniforme seria devido a velocidade de plantio… NÃO DEU OUTRA…

Sementes de BAIXO PADRÃO não se consegue uniformidade de plantas por metro linear, não se consegue a plantabilidade, e o resultado não poderia ser o que vimos nas imagens a seguir:

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…Hoje temos visto promoção de marketing feito por diversas empresas produtoras de sementes, divulgando suas tecnologias. São técnicos contratados pelas próprias empresas produtoras fazendo todo tipo de demonstração, porém é na hora de entregar as sementes aos produtores rurais que observamos os  técnicos e Eng. agronomos das empresas comerciais e Cooperativas se desdobrarem a campo para que se consiga o mínimo de plantabilidade, mas infelizmente, esta pratica esta cada vez mais difícil de conseguir quando se tem circulando no mercado tanta semente que mais se parece com sementes pirateadas do que sementes fiscalizadas…

(A negociação entre eu particularmente e a empresa que nos forneceu este tipo de sementes, cabe a mim negociar e chegar a uma solução)

Para finalizar,  repito mais uma vez o que esta no artigo editado e publicado no ano anterior:

“Implantar uma lavoura com stand de plantas INADEQUADO, quem perde não é tão somente o produtor rural, quem perde é o município, quem perde é o estado, quem perde é o País… Tudo por falta de FISCALIZAÇÃO, e na desculpa da “falta de sementes”, o produtor rural esta plantando “sementes de milho” que mais parecem grãos de pipoca”.

Ou se resolve a questão fiscalização… Ou estaremos de fato enfrentando uma “máfia”???

De nada adianta pagarmos por uma tecnologia agregada nas sementes se não temos sementes de padrão uniforme para plantarmos.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé – Paraná.

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RELATÓRIO DO USDA X ESTIMATIVAS DA CONAB – DO PLANTIO AO PÓS COLHEITA.

Entre uma estimativa e outra, simples estratégias, a depender dos interesse de cada Governo, pode contribuir em muito na busca de melhores preços de comercialização, não apenas de mercado interno, mas principalmente na garantia de maior valor dos produtos destinado às exportações.

O Brasil vive com a economia no mais profundo atoleiro, e para sair, o que mais precisa é garantir bons preços de mercado de tudo que é exportado, principalmente da produção agropecuária, carro chefe da economia.

Quando atolado no lamaçal, na tentativa de sair dos enrosco, o melhor a fazer é analisar o atoleiro em que se encontra, e usar da melhor estratégia, a depender, uma redução de marcha antes da aceleração, pode evitar o um enrosco ainda maior. E para quem vive com sua economia no atoleiro como é o caso do Brasil, vender expectativas de super safras nem sempre é a melhor das saídas.

“Do plantio a colheita são inúmeros os riscos. soja plantado não é soja colhido”.

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Ao contrário, o mercado sabe, todos sabem, “armazém cheio, bolso vazio”… Portanto, vender expectativas de super safra de forma antecipada na buscar de estratégias para garantir a entrada de mais recursos internacionais na economia não é a melhor saída.

Quanto a isso, ao que se vê, o Governo Brasileiro anda na contra mão ao fazer uso de estratégica equivocada em suas tentativas de conter a inflação e retomada do desenvolvimento.

O governo tem através do Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento, alardeado as estimativas de safras da CONAB como um troféu já conquistado, gerando a expectativa do “armazém cheio”.

“Do plantio a colheita são inúmeros os riscos. “soja florido não é soja colhido”.

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O uso da politicagem do Governo Brasileiro na divulgação de suas commodities é clara,  e podemos observar comparando as principais divergências entre relatórios do USDA versus estimativas da CONAB. 

Como base, usamos apenas o ultimo ano agrícola, enquanto o USDA em 10 de maio de 2016, época em que os produtores rurais estavam implantando a cultura, e ou as lavouras ainda em fase inicial de desenvolvimento inicial naquele País, no caso da SOJA,  foi divulgado em relatório, uma previsão de safra com produtividade média inferior a obtida o ano anterior (que já tinha sido baixa), ou seja, o USDA previu inicialmente uma estimativa de 52 sacas de soja por hectare, contra as 54 sacas por hectare colhidas  na safra anterior.

Isto significa que ao considerar um produtividade menor em suas estimativas, o USDA considera de forma antecipada uma margem de riscos das possíveis perdas decorrente e inúmeros fatores negativos que se previa e poderiam ocorrer ao longo de todo ciclo da cultura. Outro fato considerado na composição foi uma pequena redução da área de plantio em relação ao ano anterior, o USDA divulgou em sua produção inicial de 103,42 milhões de toneladas de soja para a safra 2016.

Com isso o USDA colocou a salvo os produtores do seu País, uma vez que retirou a expectativas de super safra, e eliminou a possibilidade do mercado considerar qualquer excesso  de produção no mercado internacional. Esta simples redução de 2 sacas por hectare, promoveu na época uma alta dos preços de forma imediata, tanto no mercado físico como também nos contratos de mercado futuro realizado pelas Bolsas de Mercadoria.

Outro fator importante que o USDA utiliza de forma estratégica em seus relatórios, é a divulgação dos estoques, e neste caso em maio de 2016, enquanto o mercado previa um estoque de 11 %, o relatório trouxe um estoque de 8,03 %, bem abaixo inclusive de seu próprio relatório anterior, que era de 12,11 %. (Acesse o link e confira as informações – http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/173115-usda-espera-producao-menor-de-soja-na-safra-201516-com-reducao-de-area-e-produtividade.html#.WHvudBsrLIU).

Tudo isso influenciou as altas imediatas nos preços internacionais, beneficiando não só o produtor dos Estados Unidos mas o próprio País do EUA, salvando inclusive nós, produtores rurais Brasileiros, que ainda tínhamos na época um pequeno percentual da produção a ser comercializada.

Além disso promoveu também uma ligeira alta no mercado físico e nos preços de contratos futuros aqui no Brasil, beneficiando muitos produtores rurais que puderam aproveitar a oportunidade vendendo o grande parte do que restava, como também  da safra 2016/2017 a valores que variou R$ 75,00 até 86,00 a saca, tanto no físico como em contratos firmados a termo e/ou através de outros mecanismos de contrato futuro praticados no mercado.

E o que Fez o Governo Brasileiro em 2016 em suas estimativas de produção?

Bem, em janeiro de 2016 a CONAB, já em sua IV estimativa de safra, divulgou uma da produção em 210,5 milhões de toneladas de grão como um todo, promovendo uma verdadeira queda dos preços no mercado interno, ficando a níveis abaixo dos R$ 55,00 a saca em pleno período de colheita.

Também em maio de 2016, dias antes da divulgação do relatório do USDA mencionado acima, o GOVERNO BRASILEIRO lançou aos holofotes a divulgação antecipada do PLANO SAFRA safra 2016/2017, na tentativa de se salvar politicamente, provocando mais um erro na ocasião, até porque na época, diante de tantas intempéries climáticas já registradas que tinham ocorrido nas lavouras de grande parte das regiões produtoras do Brasil, o próprio MAPA vem e reafirmava uma produção Brasileira de grãos  acima dos 200 milhões de toneladas, e a CONAB trazia em suas estimativas uma redução de safra próximo a 6 % da inicial.

Nesta mesma época (maio 2016) já se tinha como certo perdas significativas na produção de soja e arroz no sul do Pais devido ao  fator El’ninho, fator climático que provocou excesso de chuvas no sul, e todos já sabiam que a safra de soja em partes do centro oeste e do nordeste já estava comprometida pela falta de umidade do solo, época inclusive que já se divulgava e se registava na imprensa as perdas de produção do milho safrinha (segunda safra de milho), nas mesmas regiões do centro oeste e algumas lavouras cultivadas nas regiões do nordeste Brasileiro e em partes do Mato Grosso…

E quando que a CONAB foi admitir e divulgar as perdas de produção mais significativa em relação a estimativa inicial?

De forma mais significativa somente a partir de julho de 2016, caindo na realidade, a CONAB só veio a registrar estas perdas em seu ultimo relato. Somente em setembro de 2016.

Portanto, de uma estimativa de 210,5 milhões de toneladas de grão previsto inicialmente pela CONAB, ao final o Brasil colheu apenas 186,5 milhões de toneladas.

Ou seja, o GOVERNO BRASILEIRO vendeu na safra 2015/2016 uma expectativa de super safra,  sem qualquer margem de risco, deixando o produtor Brasileiro a mercê do mercado mundial.

Podemos afirmar que o Governo promoveu uma ação desastrosa na safra passada, e, ao que vimos a história já se repete nesta safra de 2016/2017…  Nós produtores rurais Brasileiro ficamos em 2016 na berlinda.

Se obtivemos algum aumento de renda, devemos em grande parte aos relatórios do USDA, com base na ligeira alta dos preços de mercado internacionais que os EUA souberam promover em maio de 2016, e nos renovam estas possibilidades agora em 2017 em seu relatório final de safra.

E qual foi a produção dos ESTADOS UNIDOS que o USDA apresentou em seu ultimo relatório da safra 2016?  … Divulgado agora em janeiro de 2017, o USDA apresentou em seu relatório uma safra surpreendente na produção de soja, foram colhidos no EUA, uma média de 59,o7 sacas por hectare, bem acima das 52 sacas divulgadas la em maio de 2016.

E para se precaver de uma queda de preços internacionais, foram além,  mesmo oficializando a divulgação de uma produção total de 117,2 milhões de soja já concretizada, o USDA se precaveu mais uma vez da estratégia, ou seja, junto com a divulgação de resultado final de safra maior, o Governo do EUA divulgou mais uma vez a redução dos estoques, que embora tenha sido com uma pequena margem em relação ao relatório anterior (divulgado em Dezembro de 2016), com isso promoveu imediatamente (mais uma vez na mesma safra agrícola), a garantia de ligeira valorização dos preços, .

Ou o BRASIL para, e muda a estratégia de querer conter a inflação vendendo expectativas de super  safra de grãos com a ilusão de reduzir os preços dos alimentos, além de querer aumentar popularidade de Governos com a velha politicagem perante a sociedade de que esta fazendo de tudo para o setor produtivo do AGRONEGÓCIO

Esta na hora do GOVERNO BRASILEIRO parar com estas estimativas que tem o objetivo de vender expectativas de super safra para o mercado mundial na tentativa de vislumbrar a retomada da “confiança” de investidores internacionais e impulsionar a economia…

“Do plantio a colheita são inúmeros os riscos. Soja granado não é soja colhido nem armazenado”.

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Certo que os produtores rurais Brasileiros usam das melhores tecnologias para obter melhores produtividades, certo que o Brasil vive um constante aumento de área plantada, mas nem por isso podemos desafiar a natureza estimando super safras antes de colher.

Podemos colher super safras sim. nem por isso precisamos vender expectativas para o mercado.

O USDA nos da exemplo, sem omitir resultados de super safra, usam de estratégica que garantem aumento dos preços para seus produtos exportados, tanto na hora que fez a previsão de seus 103,42 milhões de toneladas de soja em seu relatório no inicio da safra, como também promoveu a recuperação dos preços ao divulgar sua safra obtida de 117,2 milhões de toneladas colhidas.  (acesse: http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/185399-usda-reduz-estoques-e-producao-de-soja-nos-eua-com-numeros-abaixo-do-esperado.html#.WHv-ohsrLIV).

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural de Itambé – Pr.

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O ARCAICO SISTEMA DA CONAB e a POLITICAGEM DA ESTIMATIVA DE SAFRA DIVULGADA PELO MAPA…

Assistimos ontem dia 10 de Janeiro de 2017 mais um ARCAICO relatório da CONAB… O velho e tradicional “levantamento da estimativa de safra de grãos do Brasil, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento e seus colaboradores, traz mais uma vez, coincidente ou não, em seu quarto levantamento números que diante das situações climáticas divulgadas no mesmo dia 10 de Janeiro, não cheiram lá tanta credibilidade…

Ao tempo em que o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento alardeava os resultados de uma SUPER SAFRA, a imprensa trazia a noticia das intempéries climáticas, relatos dos quais você pode conferir acesso  dos sites aqui:  http://www.noticiasagricolas.com.br/videos/milho/185233-no-oeste-da-bahia-estiagem-continua-e-lavouras-de-milho-ja-registram-perdas.html#.WHXxJxsrLIU

https://tempo.canalrural.com.br/noticias/2017-01-10/falta-de-agua-ja-mata-lavouras-em-tres-estados

É o tal governo, entra governo, sai governo, e ao que se vê, é governo querendo conter a inflação com super estimativas. Desta forma, além de conter o avanço dos preços dos alimentos, a divulgação de uma “SUPER SAFRA” perante a comunidade internacional, ajuda a garantir para o Governo a recuperação da confiança de novos investimentos, uma vez que, super safra agrícola, significa para o Brasil um avanço no superavit na balança comercial. Bom para o Brasil, péssimo para o produtor rural.

O que dizia a introdução da CONAB em sua estimativa de safra 2015/2016: ” Resumo executivo Safras 2015/2016: A produção de grãos para a safra 2015/16 está estimada em 210,5 milhões de toneladas. O crescimento deverá ser de 1,4% em relação à safra anterior. A área plantada prevista ficará entre 58,5 milhões de hectares, crescimento previsto de 0,9% se comparada com a safra 2014/15. Algodão: a produção será menor do que a safra passada afetada pela redução de área na Bahia, segundo maior estado produtor. Plantio iniciado. Amendoim: a estimativa é de redução da área em relação a 2014/15, porém com aumento da produção, fomentada pelo aumento de produtividade. Arroz: há perspectivas de redução de área em quase todos os estados produtores. Feijão: aumento da produção e produtividade do feijão primeira safra, mesmo com redução de área. Mamona: estimativa de aumento na produção, área plantada e produtividade. Milho: perspectiva de redução na área plantada e produção de milho primeira safra em comparação com 2014/15″.

E ao final… Quanto produzimos?

…186.5 milhões de toneladas de grãos… Lembrando que ainda em janeiro de 2016 o campo já contabilizava perdas de produção dado aos efeitos climáticos provocado pelo El ninho, o que não é diferente neste janeiro de 2017 ao que pudemos conferir no noticiário das reportagens acima.

O que diz a introdução da CONAB em sua estimativa de safra divulgada ontem???

” Resumo executivo Safra 2016/17: A estimativa da produção de grãos para a safra 2016/17 é de 215,3 milhões de toneladas. O crescimento deverá ser de 15,3% em relação à safra anterior, ou 28,6 milhões de toneladas. A área plantada está estimada em 59,1 milhões de hectares. O crescimento previsto é de 1,3% se comparada com a safra 2015/16. Algodão: a produção deverá ser superior em relação à safra passada, apesar da redução de área. Amendoim primeira safra: a estimativa é de safra de 390,7 mil toneladas, aumento de 0,5%. Preços favorá- veis impulsionaram o plantio de área, semelhante à safra passada. Arroz: apesar da queda na área de sequeiro, a retomada da semeadura nas áreas irrigadas deverá resultar numa produção de 11,6 milhões de toneladas. Feijão primeira safra: o forte incremento de área (14,6%) reflete numa produção 25,7% superior à safra passada. Tanto o feijão carioca, quanto o preto e caupi, apresentam ganho de área e produtividade. Milho primeira safra: após três anos consecutivos de queda, a produção deverá ser de 9,9% superior à anterior. Soja: projeção de crescimento de 8,7% na produção, atingindo 103,8 milhões de toneladas. Safra inverno 2016″.

Pois bem, no ano janeiro de 2016 que se passou, embora já o campo soubesse das perdas, a CONAB divulgou a super estimativa de produção, e neste ano acontece o mesmo…

O que aconteceu no decorrer do inicio da safra passada até que se confirmasse as perdas de produção em relatórios da CONAB?

Aconteceu que os preços despencaram de patamares acima de R$ 70,00 a saca de soja, para preços de lousa pagos ao produtor a preços abaixo dos R$ 55,00 a saca… Atualizada as estimativas de produção pela CONAB, no caso da soja os preços ultrapassaram os R$ 85,00 a saca a preços pago aos produtores Paranaenses.

Ou seja, para nos reportarmos, sai governo entra governo e as coisas continuam acontecendo de forma arcaica, esta na hora do governo se modernizar e passou da hora do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO implantar um sistema on line de levantamento de safra com aplicativos que permitam se não de forma instantânea ao menos que os resultados sejam contabilizados e divulgados em prazo de 24 horas e não de 10 a 15, até 20 dias após coletado os dados de campo.

Não podemos admitir que um Secretário de Politicas Agrícolas venha a publico divulgar resultados ultrapassados, diante de um noticiários de intempéries climáticas como aconteceu neste dia 10 de janeiro de 2017…

Continuamos em um pais, com estimativas do passado diante de um mundo de Mercado Futuro Globalizado…

Parece que foi ontem, mas já se passaram alguns anos das reclamações neste sentido…

O Brasil no mercado futuro com “estimativas” do passado.

VALE LEMBRAR: ACESSE http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/102004-o-brasil-no-mercado-futuro-com-estimativas-do-passado.html#.WHXkbxsrLIU

MENOS POLITICAGEM E MAIS AÇÃO POR PARTE DO MINISTÉRIO E SUAS COMPANHIAS E INSTITUIÇÕES certamente o produtor rural teria mais condições de sobreviver na atividade.

Quando sai a nova estimativa de safra da CONAB???

No ano de 2016, somente em ABRIL a CONAB foi admintir perdas de produção na safra de grãos, só em junho caiu na realidade de que as perdas seriam superior as inicialmente divulgadas no mês de janeiro daquele mesmo ano. E AGORA EM 2017…

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural de Itambé – Pr.

 

 

 

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O SEU CACHORRO E A SUA IDEOLOGIA EM DEFESA DAS FLORESTAS.

O processo de sustentabilidade, ou melhor, a ideologia dos eco-chatos em campanha contra o AGRO BRASILEIRO é mesmo algo de reflexão…

Não por menos, devo lembrar que a PITHUCA é uma das cachorrinhas que temos, são nossos animais de estimação, nem por isso vou pedir para a minha família sacrificar o animal para que eu possa aderir à uma campanha em defesa das florestas, ou porque uma ou outra ONG internacional patrocina o fim do desmatamento… Não, isso eu não vou fazer. O que eu posso e preciso fazer, é continuar a produzir com sustentabilidade…

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Porém, não posso deixar de admitir que a PITHUCA, este pequeno animal de estimação da imagem acima (uma das cachorrinhas que a minha família mantém), saibam vocês, ela, só a Pithuca consome em média, nada menos que 160 gramas de ração ao dia…

Você sabe quantos metros quadrados de terra precisamos cultivar durante o ano para garantir 160 gramas de ração ao dia para alimentar a cachorrinha durante os 365 dias do ano? Já fizeram as contas?

Pois bem, as criticas ao sistema produtivo descrito na composição do SAMBA ENREDO da Escola de Samba IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE que vai para a avenida neste Carnaval de 2017, e esta gerando um debate, debate do qual eu como produtor rural não poderia deixar de manifestar minha opinião à estes carnavalescos que estarão desfilando suas fantasias na AVENIDA SAPUCAÍ…

Sem duvida as fantasias atingem cada um dos produtores rurais do Brasil como um todo, Mesmo se tratando da XINGU… As tais fantasias desmoralizam a classe de quem produz alimento para a sociedade como um todo.

O AGRO BRASILEIRO garante a segurança alimentar não apenas das pessoas, mas garante inclusive a alimentação dos CACHORROS E GATOS DE ESTIMAÇÃO que certos figurantes desta escola de samba devem ter em suas casas, e devem tratar com tanto carrinho, se dizendo amantes dos animais e da natureza.

Aos carnavalescos da IMPERATRIZ, devemos antes de tudo, informar que cada cachorro com peso médio de 3 a 5 quilos, come em média 160 gramas de ração ao dia, e como eles mesmo devem saber, toda ração é feita de produtos agropecuário, tudo muito bem balanceado e embalado, e lá na sua composição, (produtos da composição da ração, e não a composição da letra do samba), na formulação da composição os produtos utilizados na ração esta, a começar pelo farelo de soja, a torta de algodão, o milho, farinha de ossos de bois, ou de suínos e/ou das aves… entre outros ingredientes.

Para que a Escola de Samba IMPERATRIZ saiba, e possa levar ao conhecimento de seus eco-chatos que os patrocina, informamos que cada animal de estimação que por ventura seus figurantes tem lá em seus lares, cada animal precisa o mínimo de um espaço de área de terra em produção no decorrer de todo ano para garantir o alimento do dia a dia…

E saibam: Para manter a alimentação balanceada do CACHORRINHO DE ESTIMAÇÃO DOS “AMIGOS” CARNAVALESCOS, o AGRO BRASILEIRO precisa de um espaço mínimo de 91 metros quadrados de área de terra para garantir a “SUSTENTABILIDADE” DE CADA ANIMAL DE ESTIMAÇÃO.

Todo cidadão e ou toda organização, sejam ONGs, e ou mesmo as ESCOLAS DE SAMBA, todos tem o direito constituído de formular uma denuncia… Portanto Denuncie quem invadiu a terra dos índios, condene quem roubou a terra do seus filhos, mas faça isso com responsabilidade sem generalizar… Denuncie a pessoa, denuncie a Instituição, denuncie a empresa, denunciem quem cometeu o roubo, por favor.

Somos todos Brasileiros, a família de cada produtor rural esta a campo trabalhando e produzindo alimento, não temos e não recebemos o patrocínio de dinheiro de ninguém… Portanto é hora de medir o alcance de cada palavra descrita na composição do samba enredo… O Mato Grosso nos alertou da questão, o Brasil dos Brasileiros levantaram esta bandeira para defender quem produz, e seja o que preciso for…

Vamos usar de nossos argumentos para esclarecer a sociedade que a ração dos seus animais de estimação precisa, em primeiro lugar de terras do sistema produtivo do AGRO BRASILEIRO para fazer/ficar ao dispor nos PET CHOP e nas prateleiras dos supermercados…

Estamos produzindo com responsabilidade e “sustentabilidade” portanto me resta finalizar, e saibam “amigos” da ESCOLA DE SAMBA IMPERATRIZ, a vocês Eu poderia simplesmente DIZER :

ANTES DE SACRIFICAREM QUEM PRODUZ ALIMENTO, MATEM SEUS CACHORROS DE ESTIMAÇÃO, assim, cada um de seus CARNAVALESCOS, poderiam estar defendendo 91 metros quadrados de floresta prestes a ser DERRUBADA a cada ano, área necessária para alimentar cada novo cachorro que nasce em seus quintais.

Por Valdir Edemar Fries. Produtor rural em Itambé – Pr.

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O MINISTRO SARNEY FILHO ABRE A MALA DE OLHO NO BOLSO DO PRODUTOR RURAL, E POR FIM PROMOVE O DESMATAMENTO DAS FLORESTAS FEDERAIS.

Se falando em CÓDIGO FLORESTAL e questões ambientais, podemos afirmar que o limite é exatamente o bolso do produtor rural Brasileiro… (se prepare que o texto é longo)

Não importa qual o seu Estado, não importa qual o seu Bioma, o que importa a cada “AÇÃO” do Ministério do Meio Ambiente e de todas suas tropas penduradas nos cabides das Instituições Publicas e nos “Sem Fins”, Fundos e Fundações,  ONGs e tantos outros ativistas profissionais de carteirinha, cada qual com sua arma… Saibam, estão TODOS juntos visando o bolso de quem esta no campo produzindo.

Quando ainda, lá em 2012 imaginávamos ter conquistado um amparo Legal através do projeto de Lei 12.651/12, nada! Quando menos se espera, ainda em 2013 a Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela Procuradoria do Ministério Público questiona alguns dos artigos aprovado em Lei ao Supremo Tribunal Federal. Desde então já pudemos sentir o que nos reservava pela frente.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI 4901, esta lá em “AÇÃO”, quase parando, afinal, o Supremo Tribunal Federal é o Supremo Tribunal Federal (acompanhe aqui: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=4901&classe=ADI&codigoClasse=0&origem=JUR&recurso=0&tipoJulgamento=M) as coisas como se sabe, andam devagar, e enquanto isso, a tropa de pendurucalhos se junta no Ministério do Meio Ambiente, e já pronta a espera, não via a hora de ter qualquer informação útil para poder agir… PRONTO!!!

O MINISTRO SARNEY FILHO LIBEROU A CAÇA AOS PASSIVOS AMBIENTAIS.

(Se é Lei, cumpra-se a Lei dentro dos limites de prazo, desde que se tenha mecanismos disponíveis, e aí vai um particular, cheguei a registrar em entrevista ainda em 2013, que assim que o tal SINCAR fosse disponibilizado faria o CAR, meio com atraso,  mas foi disponibilizado pelo MMA, instalei o sistema, e fui a caça de conhecimento… A cada informação redigida no CAR, mais me preocupava em relação aos mecanismos para cumprir o PRA, com relação ao passivo ambiental principalmente, até porque significa investimento ambiental, precisamos de recursos financeiros do produtor rural para que juridicamente possamos estar com as propriedades rurais adequadas à Lei 12.651/12).

É exatamente atras da regularização deste PASSIVO AMBIENTAL QUE O MINISTRO SARNEY FILHO tem como objetivo quando o próprio Ministro VAZA para o publico todas as informações cadastrais de cada propriedade rural… (Háhhá! Ele Ministro diretamente não vai chegar até você, mas pode esperar que um de seus pendurucalhos sim, à se vai).

Cada produtor sabe o quanto vai ter que investir para regularizar o passivo ambiental da sua propriedade, e é claro amigos, os ATIVISTAS de ONGs agora mais do que nunca, saibam, eles tem ONLINE a ARMA que eles mais queriam, uma vez que esta registrado no CAR, e já é certo que muitos de nós vamos nos obrigar a investir para cumprir, e é este atropelo que o Ministro quer provocar, se preparem, eles estão de olho no bolso de cada um dos proprietários rurais, de uma forma ou de outra como muitos já vinham fazendo, da forma como já alertei ainda em setembro de 2014 – pode conferir aqui: http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/145265-codigo-florestal-adi-gera-inseguranca-juridica-em-negocios-bilionarios-por-valdir-fries.html#.WECmrLIrLcs

(Para ser sincero, particularmente estou incluso em meio ao 1% dos que ainda não enviaram o CAR, isto não quer dizer que não realizamos o cadastro, já baixei o aplicativo e editei, só não enviei, primeiro dado a espera do resultado da ADI 4901. Outra, até que tentei, por varias vezes, nas ultimas horsa limite, para NÃO descumprir o prazo da Lei, tentei enviar, mas no Brasil tem horas que a inoperância do Poder Público acaba te precavendo de outros males, com o sistema congestionado, nada foi enviado. Por enquanto tudo arquivado na CPU).

Diante dos fatos, nunca poderíamos imaginar que a confiança de cada um de milhões de proprietários rurais deste imenso BRASIL na busca pela legalidade, todas as informações de cada detalhe descrito em palavras e localizado em imagens que cada produtor rural, responsável pelo seu pedaço de chão prestou ao SISTEMA INTEGRADO DO CADASTRO  AMBIENTAL RURAL fosse exposta e disponibilizada para todos os pendurucalhos ativistas.

As Leis são assim, todas com o intuito de se arrecadar e ou faturar, tem Lei para recompor e recompensar e tem lei para promover o desmatamento…

Enquanto a LEI Nº 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012 exige investimentos do produtor para que possa adequar o seu passivo ambiental da sua propriedade, necessários principalmente na formação da RESERVA LEGAL, o governo tem também de outro lado a  LEI Nº 11.284, DE 2 DE MARÇO DE 2006 http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=485.   que dispõe em nome do MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL mais uma fonte de recursos para o governo e suas tropas, recursos advindos através das “CONCESSÕES” onde se permite a exploração (DESMATAMENTO) de madeira dentro das áreas de terras da União, permite derrubar arvores nativas das FLORESTAS FEDERAIS com o principio de controlar o desmatamento…

Porém quando comunidade internacional questiona o aumento do desmatamento, ou mesmo a sociedade Brasileira pressiona o sistema de fiscalização através da imprensa, as desculpas de todos os pendurucalhos das Instituições do Ministério do Meio Ambiente e demais tropas, todos já tem a resposta pronta, e o que vimos e ouvimos são seus Dirigentes se justificar dizendo que as guias de retirada de madeira legal, são usadas múltiplas vezes para o transporte de madeira ilegal, e não existe gente suficiente para fiscalizar.

Ou seja, o que se pode imaginar é que o mecanismo do DESMATAMENTO LEGAL DO GOVERNO (que tem também como objetivo arrecadar recursos para fiscalizar e impedir o desmatamento ilegal), de certa forma esta colaborando para facilitar o transporte da madeira ilegal.

Desta forma NÃO dá outra, somando-se as duas formas de desmatamento, o resultado não poderia deixar de ser o  aumento da taxa de desmatamento conforme os próprios levantamentos divulgados pelo governo apontam que:

“A estimativa da taxa de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi finalizada e aponta a taxa de 7.989 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A taxa de desmatamento estimada pelo PRODES 2016 indica um aumento de 29% em relação a 2015, ano em que foram medidos 6.207 km2″.

Difícil de toda esta história esta registrado no discurso do Exmo Ministro do Meio Ambiente, ao tempo em que o Ministro expõe um CADASTRO AMBIENTAL RURAL para os ativistas possam vim meter a mão no seu bolso, o Exmo. Ministro vai além, ele comemora como uma vitória ambiental a assinatura de mais uma concessão de 176 MIL HECTARES de área de FLORESTAS FEDERAIS para serem exploradas melhor dizendo, serem “DESMATADAS”… Estas concessões da ocasião, somadas à outras áreas, o MINISTRO comemora a rubrica de  UM MILHÃO de hectares de FLORESTAS FEDERAIS sendo DESMATADAS… Opa, digo “Exploradas”…

NÃO SERIA A HORA DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE REALIZAR E DISPONIBILIZAR O CADASTRO AMBIENTAL DAS FLORESTAS FEDERAIS E SUAS IMAGENS GEORREFERENCIADAS?

E ALÉM DE DISPONIBILIZAR, PODER NOS EXPLICAR COMO ACESSAR AS INFORMAÇÕES ONLINE.

Hééhhéé…. Poderia sim, Exmo Ministro Sarney Filho…

Se acontecer, nós PRODUTORES RURAIS TAMBÉM PODERÍAMOS ACOMPANHAR AS “ALTERAÇÕES” AMBIENTAIS PROVOCADA COM AS SUAS “CONCESSÕES”  … Ou nós não somos parte da sociedade capazes de acompanhar as pegadas deixada pelas “explorações sustentáveis” que abrem caminho e promovem aumento do DESMATAMENTO… Fica aí o questionamento Exmo Ministro???

Ou… só mais um, agora um pedido… Será Ministro!!! Será que o “MANEJO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS” que acontece através das “concessões” nas FLORESTAS FEDERAIS, de forma similar, Vossa Excelência talvez não poderia  liberar para os produtores rurais, legítimos proprietários das áreas de RESERVA LEGAL, algo tipo um licença ambiental, para nós podermos “EXPLORAR DE FORMA SUSTENTÁVEL”  as florestas que nós preservamos???

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Depois dessa Ministro (http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/meio-ambiente/183370-ong-de-meio-ambiente-divulga-como-acessar-os-dados-das-propriedades-do-car.html#.WECmbbIrLcs)

O melhor é finalizar e esperar para ver, enquanto isso…

…Fico cá, aguardando o STF decidir em relação a ADI 4901, …Fico cá, preservando o que existe na propriedade, vou ficando aqui, esperando o dia 31 de dezembro de 2017, e respeitando a Lei e seus decretos, devo enviar o CAR para a Vossa Excelência usar e disponibilizar para toda a sociedade e aos seus pendurucalhos.

POR VALDIR EDEMAR FRIES – Produtor rural em Itambé – Pr.

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AS FLORESTAS REMANESCENTES SENDO DIZIMADAS PELO PRÓPRIO MATO

Enquanto o Ministério do Meio Ambiente fica embalado nas “REDES” pregando moratória de soja no cerrado e combate a desmatamento no norte do País, o centro sul do Brasil vê a cada dia que passa suas FLORESTAS remanescentes sendo completamente dizimadas pelo próprio MATO.

Sim, as áreas de florestas do centro sul do País, sejam elas de grandes ou pequenas extensões de terra, estão sim sendo dizimadas pelo próprio MATO.

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O que os AMBIENTALISTAS não conseguem ver o que esta acontecendo em meio as FLORESTAS, mostramos aqui através das imagens… 

Todos os Brasileiros sabem…

Temos um Ministério de Meio Ambiente atrelado a um Governo que gasta milhões de reais para firmar compromissos Internacionais, participando das Conferencias entre as Partes – COP 22, para simplesmente fazerem “acordos” bilateral.

Os “acordos” que devem acontecer nestes dias em Marrocos, são os mesmos que ao final nunca deu e nunca vai dar em nada. São acordos que não acabam com o desmatamento e nem resolvem as questões do “tal aquecimento global”… Já se foram décadas discutindo o indiscutível e gastando milhões na pregação de uma ideologia desnecessária, enquanto na prática nada é feito por estes mesmos ideologistas em proteção do meio ambiente.

Até porque enquanto se discute a emissão dos gazes, são os “cipós” de toda e qualquer espécies, e demais plantas como por exemplo os “aranha gatos” que estão colocando as florestas ao chão.

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A cada ano que se passa, tem aumentado significativamente a infestação destas pragas nativas em meio as florestas…

São árvores de perobas rosa, canafístulas, gurucaias, jequitibás e tantas outras espécies de árvores nativas, de madeiras nobre, que estão tendo suas copadas descepadas pelo grande emaranhado de cipós, e com o tempo o peso do emaranhado dos cipós, somado a força dos ventos acabam vindo ao chão…

As árvores sem as suas copadas, com o tempo o ponteiro dos troncos começam a apodrecer, e com o passar dos anos, a qualquer tempestade de vento, o restante do tronco acaba caindo em meio a floresta e ou em meio as lavouras….

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Ou o Ministério do Meio Ambiente juntamente com seus Institutos Ambientais e Secretarias de Estados do Meio Ambiente implantem um Programa de recuperação e manejo das Florestas remanescentes para o centro sul do Brasil, ou a cada ano que se passa estaremos vendo nossa floresta vindo abaixo, NÃO PELAS MOTOSSERRAS mas árvores centenárias sendo dizimadas pelo próprio mato…

Devemos lembrar que o “emaranhado” das Leis Brasileiras, em especial a legislação ambiental, e por força da Legislação, toda mata nativa fica intocável.

Sendo assim, ficamos proibidos de realizar o manejo das florestas, porque NÃO temos LIBERDADE NEM AUTORIZAÇÃO para realizar qualquer corte mata adentro, mesmo que seja o corte dos cipós e dos arranha gatos que estão transformando nossas florestas em verdeiros desertos verde.

Mesmo sabendo que uma simples (apesar de árdua) tarefa de roçada para limpeza dos troncos das árvores resolveria grande parte do problema… Proibidos, ficamos assistindo o ataque das invasoras…

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Ou as Secretarias de Estado do Meio Ambiente e o Próprio Ministério do Meio Ambiente acordam para a questão, e tomem atitude de uma vez por todas, e comessem a se preocupar em formalizar um programa de manejo e recuperação dos remanescentes, ou dentro de 30 a 50 anos as madeiras nobres serão extintas pela própria força da natureza.

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De nada resolve nós produtores rurais sermos obrigados por força da lei a deixar 20 por cento da área do imóvel para reserva legal, se em meio a estas áreas o pouco de floresta remanescente que existe, continuar largadas ao emaranhado de cipós e arranha gatos, restando ao final apenas uma REDE de colchão para proteção de “cobras e lagartos”.

Por Valdir Edemar Fries. Produtor rural em Itambé – Paraná.

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