A QUARENTENA DO GOVERNO E AS REIVINDICAÇÕES DO SETOR PRODUTIVO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA

O setor produtivo do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, em sua grande maioria,
confiantes nas propostas de Governo, sempre deram todo apoio politico ao Presidente da República…

Empossado, o novo Governo continua no período de “QUARENTENA” em fase de nomeação/instalação dos dirigentes de seu segundo escalão, encontra-se ainda, com seu Planejamento e suas Ações de Governo travadas pela burocracia, e suas metas fiscais ainda a serem definidas.

Porém os PRODUTORES RURAIS tem em mãos uma extensa PAUTA a ser discutida e implementa com certa urgência. Urgência necessária para viabilizar toda
a garantia da segurança Jurídica e Tributária, para que o setor da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA continue produzindo, como sempre produziu, e para que os produtores rurais consigam ao menos sobreviverem na atividade.

A auto determinação do Presidenciável em campanha, hoje Presidente da Republica, patina na elaboração das “REFORMAS” tanto da Previdência, como da Tributária… E as Lideranças de Governo continuam atolados nas negociações entre os “Poderes”…

Aos atropelos, Dirigentes de segundo Escalão estão editando e publicando Decretos e normativas que tem preocupado os produtores rurais, gerando expectativas e aflição a cada noticia da esfera governamental que vem a publico…

A cada noticia que se tem, é mais um “BODE” colocado na sala de estar, parecendo que nada mudou em relação aos Governos anteriores, a exemplo, nestes últimos dias o Decreto antidumping em relação a entrada do Leite de outros Países, que prometem solução a curto prazo, como acontece também com a questão da disponibilização do CRÉDITO RURAL para financiamento da próxima safra.

E o PIOR, a questão da Normativa da cobrança da contribuição do SENAR editada e publicada a poucos dias… Até parece piada, mas já foi alterada… Isto é apenas um dos resultado da Lei 13.606/2018, editada e aprovada aos atropelos com o apoio da FPA, que em Lei, deliberou “PODERES” para a RECEITA FEDERAL, poderes que extrapolam as medidas CONSTITUCIONAIS…

São estes e outros os “BODES” que estão sendo colocados na sala dos produtores, e na forma de magica, Governantes e Parlamentares vem a público prometerem soluções, como esta sendo no caso do Leite, e como foi na alteração da Normativa da cobrança do SENAR, sendo que a estas alturas, na questão do SENAR muitos dos produtores rurais já haviam realizado o recolhimento das taxas, e aí, como fica? Vamos continuar calados, aceitando tudo que se impõe em Lei e em suas NORMATIVAS editadas e publicadas a grosso modo por decisão de um ou dois Dirigente de Instituições de segundo escalão?

Diante de tanta insegurança, Lideranças do AGRO, Produtores rurais de diversos Estados, Presidentes de Associações e Entidades do setor, já se reuniram em Brasilia com os Parlamentares da nova Legislatura, para cobrar agilidade dos Deputados Federais e Senadores que se dispõe a defender a PAUTA de reivindicações do setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Dentre outros assuntos debatidos e colocados em PAUTA, a SECURITIZAÇÃO DAS DIVIDAS e a questão do PASSIVO DO FUNRURAL, foram os principais temas abordados, e já foram levados ao conhecimento e cobrados do Ministro da Fazenda, através dos Deputados que se fizeram presente na reunião.

Devido a urgência nas negociações das demandas do setor para reestabelecer a segurança JURÍDICA E TRIBUTÁRIA para o AGRONEGÓCIO, os produtores rurais e suas lideranças devem voltar a se reunir ainda neste mês de Fevereiro para melhor planejar e definir o MANIFESTO BRASIL VERDE E AMARELO, que neste ano, deve acontecer em MAIO de 2019.

JUNTE-SE A NÓS para realizarmos o MANIFESTO BRASIL VERDE AMARELO, em favor do NOVO GOVERNO, para reivindicarmos das Lideranças de Governo, dos Parlamentares e do Poder Judiciário o reestabelecimento da SEGURANÇA JURÍDICA, TRIBUTÁRIA e FINANCEIRA para o setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA … Em 2017, na maior Audiência Pública já realizada na história do Congresso Nacional, éramos em 2.000 produtores rurais… Em 2018, no MANIFESTO ABRIL VERDE AMARELO, já éramos em mais de 12.000 produtores rurais, reivindicamos nossa PAUTA, e ajudamos a eleger o Governo que aí esta.
NÓS PRODUTORES RURAIS de todo o País, em MAIO de 2019, JUNTOS, vamos realizar o MANIFESTO BRASIL VERDE AMARELO, venha participar você também do MAIOR MANIFESTO da história em APOIO ao GOVERNO FEDERAL, em defesa da PAUTA DO AGRONEGÓCIO e apoio na implementação das AÇÕES DE GOVERNO, e na reforma da Lei da Previdência, e da TRIBUTÁRIA.

Todos nós produtores rurais estamos limitados diante da insegurança jurídica, seja do direito de propriedade, seja na questão provocada pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal na questão do FUNRURAL… Milhares de produtores rurais de todo País encontram-se em dificuldades financeira devido ao endividamento do setor da agropecuária, provocado pelas adversidades climáticas, pela falta de um seguro agrícola, e pela falta de barreiras alfandegárias.

Junte-se a nós amigos produtores rurais, para debatermos e reivindicarmos a PAUTA em beneficio do setor produtivo do AGRONEGÓCIO, temos uma pauta abrangente dos diversos setores da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA…

Em PAUTA esta a questão dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul, dos Cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo e demais Estados, dos produtores de Leite de todo o País, dos produtores da pecuária de corte que vive hoje o maior endividamento da história, causado pelo monopólio dos Frigoríficos… Questões dos Produtores de suínos e aves com suas reivindicações quanto as barreiras de mercado… Estas e outras demandas estão sendo colocadas em PAUTA, e para implementarmos as nossas ações, precisamos dar sustentação ao GOVERNO FEDERAL, para que ele possa aprovar as medidas e as reformas no CONGRESSO NACIONAL…

PRODUTORES RURAIS, vamos nos organizar e participar, vamos somar as forças, de forma independente, com o apoio de nossas Entidades, Associações, Sindicatos de Base, e Instituições representativas, vamos buscar o apoio junto as SECRETARIAS DE AGRICULTURA E PECUÁRIA de cada Estado, para juntos realizarmos o MANIFESTO BRASIL VERDE AMARELO, em defesa das demandas da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA e em APOIO ao GOVERNO FEDERAL.

Salientamos a importância da participação de todos, em especial as Entidades, Associações e Sindicatos, que organizaram e participaram do MANIFESTO ABRIL VERDE AMARELO realizado em 2018… No link
MANIFESTO ABRIL VERDE AMARELO – FUNRURAL NÃO. estão denominada todas Entidades, Sindicatos e Associações que participaram em 2018… Vamos nos organizar e participar juntos na realização do MANIFESTO BRASIL VERDE AMARELO 2019. Fica o convite a todos.

Por Valdir Fries – Produtor Rural em ITAMBÉ – PARANÁ.

MANIFESTO ABRIL VERDE AMARELO – FUNRURAL NÃO.https://valdirfries.wordpress.com/2018/03/07/manifesto-abril-verde-amarelo-funrural-nao/

FUNRURAL – ESTAMOS PAGANDO A CONTRIBUIÇÃO ESTABELECIDA EM LEI, PORÉM, NÃO ACEITAMOS CONFESSAR E PAGAR UMA DIVIDA CRIADA ATRAVÉS DE NEGOCIATAS. https://valdirfries.wordpress.com/2018/12/22/funrural-estamos-pagando-a-contribuicao-estabelecida-em-lei-porem-nao-aceitamos-confessar-e-pagar-uma-divida-criada-atraves-de-negociatas/

FUNRURAL – CONSTRUÍDO O ENTENDIMENTO DE PRODUTORES RURAIS, LIDERANÇAS DO AGRO, FRENTE PARLAMENTAR DA AGRICULTURA E CÂMARA DOS DEPUTADOShttps://valdirfries.wordpress.com/2018/04/19/funrural-construido-o-entendimento-de-produtores-rurais-liderancas-do-agro-frente-parlamentar-da-agricultura-e-camara-dos-deputados/

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OS EFEITOS DA ESTIAGEM NA CULTURA DA SOJA – SAFRA 2018/2019, E OS DEMAIS FATORES QUE AGRAVAM AS PERDAS DE PRODUTIVIDADE

A baixa precipitação pluviométrica que ocorreu em diversas regiões do País, de forma mais severa no Paraná e no Mato Grosso do Sul, tem provocado perdas significativas de produção na cultura da soja nesta safra .

De uma forma geral, nesta temporada, a falta de chuvas provocou as perdas. Perdas que se agravaram devido as altas temperaturas e o sol esturricante, que acabou provocando a escaldadura da superfície foliar, e o necrosamento das vagens. São perdas que de fato ocorreram.

A gravidade das perdas de produção desta safra, em consequência da estiagem, pudemos observar que em determinadas lavouras de soja, os índices de perdas se agravaram significativamente devido inúmeros fatores…

Fatores que muitas vezes passam despercebidos ao simples olhar dos produtores rurais, em anos que se tem umidade adequada no solo ao longo do ciclo da cultura, porém, em anos de poucas chuvas como acontece nesta temporada, a falta de ESTRUTURA e a FERTILIDADE DO SOLO, foram fatores determinantes em termos de produtividade, como se pode observar nesta imagem a baixo:

Nesta imagem, temos plantas de soja, que de uma forma geral, sofreram perdas de produção devido a ocorrência da estiagem, no entanto, podemos observar que a gravidade das perdas são significativamente maior nas plantas da direita, que sofreram perdas de desenvolvimento vegetativo e de produção, devido a falta de correção do solo e de estrutura do perfil do solo.
Todas as plantas de soja, são da cultivar 6410, cultivadas em uma unica propriedade, plantadas no dia 7 de SETEMBRO/18, em talhões lado a lado, com a mesma tecnologia de tratamento das sementes, inoculação e adubação, e receberam ao longo do ciclo, o mesmo manejo fitossanitário aplicado na lavoura, porém cada talhões receberam tratamento diferenciado quanto ao manejo e a correção do solo nestes últimos anos. Isto comprova que as perdas de produção provocada pela ocorrência da estiagem, se agravou significativamente devido a ESTRUTURA DO SOLO, e falta de uma simples correção de solo.

A colheita dos talhões da cultivar 6410, plantados no dia 7 de setembro/18, foram colhidos entre os dias 03 a 05 de janeiro/19, e podemos constatar que o índice de perdas de produção do talhão cultivado em solo bem estruturado foi de 30% de perdas sobre a estimativa inicial…

Já a lavoura de soja cultivada no talhão de menor fertilidade, as perdas de produção foi de 65% sobre a estimativa inicial, o que nos comprova, que os investimentos realizados no manejo e no perfil de solo, apresentam resultados econômicos compensadores, principalmente em anos que se tem ocorrência de falta de chuvas, como é o caso desta safra.

Em consequência da falta de umidade no solo, determinadas lavouras sofreram agravamento de perdas de produção a depender da variedade de soja plantada, época de plantio, a depender da fase de desenvolvimento vegetativo das plantas na ocasião do período critico da estiagem, relacionado ao próprio ciclo de cada cultivar. Cada um destes fatores provocam perdas, com maior ou menor índices de perdas de produção em cada lavoura plantada.

Em termos de perdas, um dos fator determinante que influencia nos índices da produtividade, e deve ser analisado e levado em conta, é a escolha da cultivar a ser plantada, conforme podemos observar nas imagens a seguir:

Cada cultivar, tem seu ciclo, e sua tolerância a altitude, e para podemos melhor definir a cultivar de cada material a ser plantado, temos na propriedade uma UNIDADE DE OBSERVAÇÃO E DEMONSTRAÇÃO, e fizemos questão de manter esta área de pesquisa em parceria com a COCARI, através do Departamento Técnico/Agronômico da Cooperativa, onde são cultivadas 30 diferentes cultivares, sendo que cada uma delas é plantada em 4 parcelas distintas, plantadas no mesmo dia, com a mesma tecnologia aplicada pelo produtor rural, o que nos da um parâmetro do potencial produtivo de cada um dos materiais em analise.

Da mesma forma que a questão da estrutura e fertilidade do solo, em anos com ocorrência de chuvas/precipitações bem distribuída e dentro da média anual, aos nossos olhos não observamos a resistência e o potencial produtivo de cada uma das variedade, em safra como esta com ocorrência de intempéries climáticas, na área de pesquisa instalada, podemos observar o diferencial de cada uma das cultivares, e assim poder melhor definir o qual plantar em anos subsequentes.

Com base em resultados obtidos na unidade de observação das cultivares de soja implantada na safra de 2017/2018, nos levaram a definir as 3 principais cultivares como carro chefe que foram plantadas nesta ano safra de 2018/2019, as quais tem resistido a estiagem, e apresentam um bom potencial produtivo, conforme imagens abaixo:

Instalada no Sitio RANCHO DA MATA, estrada Porto Figueira, Município de Itambé, Estado do Paraná (23º 41′ 45.98” S – 52º 02.83” O) a uma altitude de 375 metros, a UNIDADE DE OBSERVAÇÃO E DEMONSTRAÇÃO estará aberta para visitação a partir do dia 21 de janeiro/2019… Data em que acontece o DIA DE CAMPO CULTIVARES DE SOJA-COCARI, para que cada um dos produtores interessados possam visitar, observar e tirar suas conclusões, e a qualquer duvida fazer seus questionamentos com os profissionais da Cooperativa e toda equipe técnica/agronômica das diferentes EMPRESAS DE INSUMOS, DEFENSIVOS E FERTILIZANTES participantes do evento.

Vale lembrar que em anos de chuvas irregulares, de baixa precipitação pluviométrica, como acontece nesta safra de soja de 2018/2019, as cicatrizes deixadas nas lavouras pelos inúmeros fatores que relatamos, se tornam visíveis nas plantas, determinantes no agravamento dos índices de perdas da produtividade, e crucial na renda do produtor rural…

Portanto fica o convite aos amigos produtores rurais para participar do DIA DE CAMPO CULTIVARES DE SOJA-CACARI, evento que acontece no dia 21 de janeiro a partir das 14:00 horas, onde você produtor rural, pode conferir o potencial produtivo de cada cultivar, com todo manejo da lavoura realizado pelo produtor, ao contrário de muitas áreas demonstrativas que tem tratamento diferenciado em acordo com os interesses comerciais. Fica o convite e venha conferir.

Por Valdir Fries – Produtor rural em Itambé – Paraná.

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FUNRURAL – ESTAMOS PAGANDO A CONTRIBUIÇÃO ESTABELECIDA EM LEI, PORÉM, NÃO ACEITAMOS CONFESSAR E PAGAR UMA DIVIDA CRIADA ATRAVÉS DE NEGOCIATAS.

NÃO PRECISAMOS DO PERDÃO DE UMA DIVIDA INEXISTENTE.

PRECISAMOS SIM QUE O CONGRESSO NACIONAL VENHA À CORRIGIR A LEI 13.606/2018, E ISTO DEVE ACONTECER COM A APROVAÇÃO DO PROJETO DE LEI 9252/2017.

O PL 9252/2017 de autoria do Deputado Federal Gerônimo George – PP/RS, regulariza a cobrança da contribuição do FUNRURAL, corrige a Lei 13.606/2018 e garante o restabelecimento da SEGURANÇA JURÍDICA aos produtores rurais Brasileiros, uma vez que toda “MANOBRA ILÍCITA” provocada pela Advogacia Geral da União, avalizada pela Confederação Nacional da Agricultura – CNA, em beneficio do Governo, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 718874 que aconteceu em final de março de 2017 no Supremo Tribunal Federal – STF, provocou a inversão do resultado de duas decisões tomadas anteriormente pelo Plenário da Suprema Corte.

A mudança de posicionamento de parte dos Ministros do STF que já haviam decidido por duas ocasiões por unanimidade no PLENÁRIO DA SUPREMA CORTE, que a cobrança da CONTRIBUIÇÃO DO FUNRURAL, realizada com base de calculo sobre o valor bruto da produção era INCONSTITUCIONAL, (decisões de 2010 e 2011), nos leva a crer que toda “negociação obscura” tenha provocado o resultado do julgamento do RE 718874.

Toda manobra feita pelo Governo, avalizada pela CNA, e acampada pela Frente Parlamentar da Agricultura – FPA, resultou na embaraçada tramitação da Medida Provisória 973/2017, e por fim na aprovação do Projeto de Lei 13.606/2018.

Na verdade, toda esta “negociação obscura” do Governo, tinha um só objetivo, que nada mais era, de garantir a previsão de um Crédito Orçamentário para ajustar as contas do Governo Federal, e evitar um rombo nos DEFICIT das contas públicas entre o ano de 2017/2018.

Porém, o resultado de 6×5 do STF em favor do Governo, provocou uma grande insegurança jurídica, uma vez que milhares de produtores rurais de todo o País, em obediência as decisões anteriores da justiça, e dada a jurisprudência, acabaram deixando de pagar a contribuição do FUNRURAL.

Nesta história, devemos salientar que grande parte dos produtores rurais, só deixaram de pagar a contribuição após as duas decisões tomadas pelo STF, e principalmente após a edição da segunda Carta S endereçada ao SENADO FEDERAL, na qual, a exemplo da oficialização feita através da Carta S 27, a SUPREMA CORTE reiterou ao SENADO FEDERAL através da Carta S 48, para que o Senado Federal editasse, aprovasse e promulgasse uma Resolução em conformidade com a Constituição Federal. Ordenamento do STF, que acabou sendo cumprido através da RESOLUÇÃO 15/2017 promulgada e publicada pelo SENADO FEDERAL.

A Resolução do Senado Federal RS 15/2017, publicada em setembro de 2017, extirpou do ordenamento jurídico a base de calculo que daria a possibilidade de sustentação para a Receita Federal cobrar uma divida acumulada pelos produtores rurais em detrimento das decisões da Suprema Corte.

A aprovação do CONGRESSO NACIONAL realizada no final de dezembro de 2017 ao Projeto de Lei 13.606/2018, já conhecida por se tratar da LEI do REFIS do FUNRURAL, que tenta impor ao produtor rural, uma CONFISSÃO IRREVOGÁVEL E IRRETRATÁVEL de uma divida inexistente, conforme estabelecido no Art. 1º : § 3o  A adesão ao PRR implicará:

I – a confissão irrevogável e irretratável dos débitos em nome do sujeito passivo, na condição de contribuinte ou sub-rogado, e por ele indicados para compor o PRR, nos termos dos arts. 389 e 395 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil);

POR NÃO ACEITARMOS CONFESSAR UMA DIVIDA IMPOSTA NA LEI 13.606/2018… E para contrapor esta imposição, nós produtores rurais e lideranças do setor produtivo nos MOBILIZAMOS e buscamos contestar a Lei 13.606/2018, que tem em seu conteúdo inúmeras INCONSTITUCIONALIDADES, tanto é que a Presidente da FPA admite tal INCONSTITUCIONALIDADE.

Para corrigir uma das INCONSTITUCIONALIDADES da LEI 13.606/18 o
PROJETO DE LEI – PL 9623/2018 de autoria da própria Deputada Federal Tereza Cristina, dispões sobre a retirada do artigo 25 da PL – 13.606/2018,uma vez que no corpo deste artigo em seus incisos, a Lei da amplos poderes para a FAZENDA PÚBLICA inclusive para “averbar, inclusive por meio eletrônico, a certidão de dívida ativa nos órgãos de registro de bens e direitos sujeitos a arresto ou penhora, tornando-os indisponíveis.”...

No decorrer de 2017 e 2018, por inúmeras vezes os PRODUTORES RURAIS se manifestaram publicamente contrários a imposição de uma divida de um passivo inexistente.

Entre protestos, manifestos e reuniões de produtores rurais e suas lideranças junto aos Dirigentes da Frente Parlamentar da Agricultura e demais Parlamentares, estivemos sempre juntos para consolidar o apoio dos Deputados Federais e Senadores ao Projeto de Lei 9252/2017, projeto este, que tem hoje a defesa e o apoio pela aprovação da Presidente da FPA Deputada TEREZA CRISTINA, futura Ministra do novo Governo do Presidente eleito JAIR BOLSSONARO.

O presidente eleito, ainda em campanha, participou do MANIFESTO ABRIL VERDE AMARELO, realizado pelos produtores no dia 4 de abril de 2018 na Esplanada dos Ministérios, e desde então, por varias ocasiões, JAIR BOLSSONARO faz questão de salientar que os produtores rurais NÃO PODEM SER PENALIZADOS com a fatura de um “PASSIVO” que vai acabar comprometendo todo desenvolvimento do setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA.

Os produtores rurais e as lideranças das Entidades representativas avançaram nas negociações, e esta acordado com integrantes do Governo Federal, para que a Presidência da Republica venha a publicar mais uma MEDIDA PROVISÓRIA, prorrogando o Prazo de vigência de “adesão” ao REFIS, com o objetivo de viabilizar as condições Legais, para que os Parlamentares da próxima Legislatura do CONGRESSO NACIONAL, possam analisar e votar o PROJETO DE LEI 9252/2017 que vem a corrigir a Lei 13.606/2018 e regulamentar a cobrança da CONTRIBUIÇÃO DO FUNRURAL.

Por Valdir Fries – Produtor rural em ITAMBÉ – PR.

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A FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA EM MEIO AO TERRORISMO, O AUTORITARISMO E A OMISSÃO.

O Brasil vem se consolidando entre os maiores produtores de soja a nível mundial, produtores rurais Brasileiros se destacam pela sua perseverança e capacidade para enfrentar os desafios em busca do aumento da produção e da produtividade de cada cultura, realizando e buscando a cada safra a melhor forma e época de realizar a implantação da lavoura e o manejo sanitário necessário.

Não nos falta capacidade técnica, com profissionais habilitados, no Brasil temos clima e solo que nos da condições de produzir cada vez mais, e para tanto, como produtores rurais, precisamos investir, e cobrar cada vez mais investimentos em PESQUISA.

Não podemos admitir que uma empresa de pesquisa venha a se acovardar e deixar de tomar iniciativa de realizar pesquisas permanentes em relação a proliferação e controle do fungo da ferrugem asiática por determinação de Portarias Governamentais e normativas decretadas de forma autoritária, como é o caso da simples proibição do cultivo de soja FORA do período do VAZIO SANITÁRIO estabelecido pela própria pesquisa. O vazio sanitário é comprovado como uma das principais práticas de manejo para ELIMINAR A PONTE VERDE que dá sustentação e garantia da proliferação dos esporos do fungo da ferrugem asiática (Phakopsora pachirhizi).

A cada safra de soja, um novo ciclo vegetativo, susceptíveis a infestação de pragas e doenças… A cada vazio sanitário seguido a risca em conformidade com as recomendações preconizadas pela pesquisa, estaremos diminuindo a proliferação das pragas e eliminando a disseminação dos inóculos, impedindo a sobrevivência do fungo de uma safra ano para a outra.

Porém, o período do vazio sanitário nem sempre é seguido a risca por certos produtores, nem mesmo é cobrado com rigor pelas Agencias de Defesa Sanitária Vegetal de cada Estado, e o que vimos são plantas guaxas de soja, e estas plantas guaxas acabam por vez garantindo a ponte verde.

Frente a questão da calendarização do plantio de soja que proíbe o plantio de soja em determinados Estados em épocas fora do período do vazio sanitário, como é o caso do MATO GROSSO e do PARANÁ, ao que vimos hoje, o poder público e determinados pesquisadores e Agencias de Defesa Sanitária Vegetal, estão dando maior importância em fazer valer cada vez mais a “normativa” da redução do período da época de plantio como uma das bases do tripé para controle da ferrugem asiática, do que propriamente fazer valer a LEI que estabelece o vazio sanitário anti ferrugem asiática.

Todo debate é importante e se faz necessário para buscarmos democraticamente a solução de cada problema, seja ele qual for, e problemas que impedem o desenvolvimento do setor produtivo não faltam.

Se tratando de problemas, a questão da proliferação e controle da ferrugem asiática esta entre um dos que devem ser enfrentados por todos nós, juntos, produtores rurais, Entidades representativas, Instituições de Pesquisa, Empresas de Assistência Técnica, Departamentos/Agencias e Secretarias de Estado, Ministério da Agricultura e Governo Federal como um todo, até porque, a produção de soja é uma das principais fontes econômicas do setor produtivo Brasileiro e tem dado sustentação à economia do País. 

A questão levantada pelo Presidente da APROSOJA do MATO GROSSO ( https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/soja/227035-mato-grosso-quer-plantar-sementes-proprias-na-1-quinzena-de-fevereiro.html#.XBoqnVVKgnQ), que vem a público com a aprovação em ASSEMBLEIA de uma das maiores Entidades representativas dos produtores de soja do País, NÃO pode ser considerado como uma questão de interesse pessoal ou particular de poucos produtores rurais. 

A verdade é que tanto no Estado do Mato Grosso, quanto no Estado do Paraná, milhares de produtores rurais estão sendo penalizados por determinadas portarias e normativas ditatoriais, exclusivas a estas micro regiões do País. São portarias que impedem os produtores rurais de cultivar suas lavouras de soja dentro do período de zoneamento de cada micro região, mesmo que em pequenas parcelas e com a realização de todo manejo e controle sanitário necessário.

Esta proibição FORA do período do vazio sanitário estabelecido em LEI que a PESQUISA vem defendendo ( https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/soja/227102-fungo-da-ferrugem-na-soja-de-fevereiro-pode-ser-mutante-ter-grau-de-resistencia-elevado-e-inviabilizar.html#.XBoq2VVKgnQ), com a justificativa e o “objetivo de reduzir o numero de aplicações de fungicidas na temporada” em nada adianta se antes as Agencias de Defesa Sanitária não cobrar massivamente a eliminação de toda e qualquer planta de soja existente dentro do período do vazio sanitário.

Salientamos que realizando vistoria periódicas, manejo integrado e um controle adequado, e principalmente respeitando o período do vazio sanitário, podemos garantir um controle satisfatório da ferrugem asiática em todo período de plantio de soja dentro do zoneamento determinado para cada uma das regiões do BRASIL, mesmo implantando lavouras e cultivando soja de diferentes ciclos, podemos garantir a produção em lavouras de soja cultivadas lado a lado, e em diversos estágios vegetativos.  

   

Diante dos fatos, e do problema instalado, não podemos nos omitir, nem permitir a omissão de pesquisadores, o que devemos fazer é ampliar o debate, e cobrar a continuidade da realização de pesquisas.

Uma NORMATIVA autoritária de Governo, não pode impedir o desenvolvimento da pesquisa, e não deve comprometer o avanço da produção, até porque são muitos os interesses internacionais de diversas frentes que vem investindo na tentativa de travar o crescimento da produção agropecuária do Brasil.

Portanto, devemos exigir a imediata flexibilização da Lei para que as Empresas e seus pesquisadores voltem a campo, e possam dar continuidade dos trabalhos de pesquisa sempre necessários, para que se possa garantir a cada produtor rural, o direito de continuar realizando o plantio de soja em todo o período recomendado em cada zoneamento de plantio. Além do mais, precisamos exigir que as Agências de Defesa Sanitária de cada Estado da Federação faça cumprir o período do vazio sanitário em conformidade com a Lei, do contrário esta calendarização imposta em normativa só vem a engessar o desenvolvimento do setor produtivo, e em nada vai contribuir para o controle da proliferação do fungo Phakospora phachirhizi.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé – Paraná.   

  

      

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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DO NOVO GOVERNO PODE SE TRANSFORMAR EM ALOJAMENTO DE DERROTADOS DA FPA.

Com a indicação da Deputada Teresa Cristina do DEM/MS para ocupar a pasta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, além de outros fatos que envolvem a Deputada Federal, vimos na nomeação da Deputada, a abertura de espaço para que sejam alojados no segundo e terceiro escalão do MAPA determinados Parlamentares que NÃO conseguiram se reeleger nas ultimas eleições, além de estarem envolvidos em delações. Neste sentido abro um paragrafo para avaliar o resultados das urnas em relação a reeleição dos Deputados que fazem parte da FRENTE PARLAMENTAR DA AGRICULTURA… volto ao MAPA ao final.

Segundo o que consta de pesquisas/levantamentos feitos,  praticamente a metade dos Deputados que integram a Frente Parlamenta da Agricultura – FPA, e disputaram a reeleição, NÃO se reelegeram, portanto, foram verdadeiramente varridos do setor produtivo do meio rural.

Os demais, que se reelegeram, em sua grande maioria, só conseguiram se eleger novamente, porque buscaram votos em outros setores da economia e da sociedade em geral.

Ou seja, NÃO se reelegeram com voto da maioria dos produtores rurais, na verdade eles acabaram perdendo os votos dos produtores rurais, eleitores que haviam confiado nos mesmos Deputados em eleições anteriores.

Portanto, os votos destes poucos que se reelegeram, em grande percentual, NÃO veio do meio rural, porque os Deputados da FRENTE PARLAMENTAR DA AGRICULTURA, em sua atual gestão, estiveram a serviço e em defesa dos GRANDES CONGLOMERADOS do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, e NÃO em defesa dos interesses dos produtores rurais, eleitores que fazem parte da base do sistema produtivo de toda cadeia do AGRONEGÓCIO.

Na verdade mais da metade dos Deputados integrantes da FPA reeleitos, para garantir o resultado, foram buscar votos nas periferias dos grandes centros, e em outras micro regiões do interior de seus respectivos Estados. Se garantiram através da contratação de lideranças de bairros, vereadores e principalmente de ex-prefeitos para trabalhar como seus cabos eleitorais, uma pratica costumeira de Parlamentares que abandonaram seus princípios e propósitos para os quais foram eleitos em mandatos anteriores.

Teve também aqueles que buscaram voto dos eleitores de outros Municípios mais distantes, fora de suas bases eleitorais, e ou até na mesma micro região, tiveram que ir garimpar o voto de outras classes de eleitorado, fazendo uso das EMENDAS PARLAMENTARES destinada a certas obras públicas e assistenciais, uma das velhas táticas da politica eleitoreira do toma lá da cá. Negociações que chegam a acontecer em meio as praças de diversos centros urbanos (conforme link a seguir), atitude lamentável, que para muitos dos Deputados, nem mesmo negociando valores de EMENDAS PARLAMENTARES, não conseguiram conquistar votos suficientes para se reeleger.

A FPA saiu derrotada nestas eleições, haja visto a ocorrência de inúmeros atritos, e uma das questões que levou ao impasse e gerou criticas por parte de lideranças dos produtores rurais à muitos dos Deputados da FPA, certamente a gota dágua foi a questão do FUNRURAL, onde dirigentes da FPA se desdobraram em defesa dos interesses do Governo, e da edição e aprovação da Lei 13.606/2018 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13606.htm), que tenta atrair o produtor rural a realizar a  CONFISSÃO DE DIVIDAS que DECLARADAMENTE NÃO É DO PRODUTOR RURAL, entre outros “jabutis” inclusos na mesma Lei, que só vem a penalizar o setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA…

A atitude da Frente Parlamentar da Agricultura quanto ao FUNRURAL, obrigou a um de seus fundadores, o Senador Ronaldo Caiado articular uma reunião entre as lideranças de base dos produtores rurais e a FPA com o objetivo de diminui os confrontos, e para que a FPA buscasse mudar seus propósitos, e passa-se a intermediar junto a Presidência da Câmara dos Deputados a aprovação do PL 9252/2017 de autoria do Deputado Geronimo George PP/RS que tem por finalidade extinguir qualquer passivo que possa existir em relação ao impasse do FUNRURAL.  

A Lei 13.606/2018 trás em seu texto inúmeros artigos inconstitucionais, motivo pelo qual vem sendo prorrogada desde 28 de fevereiro, e agora mais uma vez sua prorrogação foi aprovada no Congresso, sancionada e publicada pelo Presidente da Republica através da MP 842 (http://portal.imprensanacional.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/49480065/do1-2018-11-09-despachos-do-presidente-da-republica-49479946), prazo concedido com objetivo de fazer o produtor confessar uma divida ilegal e inconstitucional…

Se diz que atropelo mata… (https://valdirfries.wordpress.com/2017/11/29/funrural-melhor-colocar-os-bois-na-frente-da-carroca/),

Neste caso, todo este atropelo em torno do FUNRURAL,  acabou eliminando grande parte dos Parlamentares integrantes da FPA.

Portanto amigos, a noticia da Deputada Federal Teresa Cristina para ser nomeada MINISTRA DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, anunciada pelo Presidente eleito JAIR BOLSONARO, abre margem para que muitos dos Parlamentares atuais integrantes da FPA derrotados na eleição de 7 de outubro, serem nomeados e assumirem funções de segundo e terceiro escalão no MAPA, já que a Teresa Cristina é Presidente da FPA, e foi indicada pelos derrotados. Ou seja, muitos dos Deputados que foram varridos da Frente Parlamentar da Agricultura pelos produtores rurais, podem continuar na vida pública…


NÃO FOI BEM ISSO QUE O PRESIDENTE ELEITO ASSUMIU PERANTE OS PRODUTORES RURAIS, ainda na pré campanha, ocasião que as bases do setor produtivo regaçaram as mangas, e assumiram a campanha do então candidato, agora eleito a Presidência da República… 

A proposta que tínhamos é de que ocuparia o cargo um produtor ou um técnico, apontado pela base dos produtores rurais, e não da forma que foi, realizada, indicada por políticos por compromissos políticos reafirmados no segundo turno das eleições, porém firmados nos últimos minutos que antecederam as eleições do primeiro turno.

Ainda há tempo de se rever o anuncio da Deputada para a pasta da AGRICULTURA… Até porque, as investigações em relação aos Parlamentares e integrantes dos últimos Governos continua no radar do Poder Judiciário, conforme vimos nos noticiário (https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/224788-pf-prende-joesley-batista-e-neri-geller-em-desdobramento-da-lava-jato.html#.W-WWXdVKgnQ), … Sem melhor detalhar aqui, que a própria JBS foi em muito beneficiada com a Lei 13.606/2018, sem mencionar que muitos dos atuais integrantes da FPA, tiveram seus nomes ligados à JBS citados em delações, ou já se esqueceram deste detalhe. O toma lá da cá da velha e conhecida politica pode estar sendo instalada dentro do novo Governo, e não é isso que queremos, nem mesmo é o que foi proposto… Portanto ainda há tempo de se rever a questão do MAPA.

Os produtores rurais, tomaram o cuidado de votar em candidatos que se propuseram em suas campanhas, de realizar um trabalho em defesa do setor, motivo pelo qual, temos a certeza de que a composição da FRENTE PARLAMENTAR DA AGRICULTURA da nova Legislatura, e isto é o que deve ser levado em conta no novo Governo, terá novos Deputados eleitos, com o propósito fortalecer a FPA e venha a atender seus objetivos afins para a qual foi criada, e certamente, também estará dando total apoio politico necessário ao Plano de Governo do Presidente eleito JAIR BOLSONARO, contribuindo em muito para o desenvolvimento econômico, social e ético de toda NAÇÃO BRASILEIRA. 

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé – Paraná.

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CRISE DO SETOR CANAVIEIRO, HORA DE RECUPERAR O SOLO, E VOLTAR A PRODUZIR.

Não é de hoje que o setor canavieiro vem sofrendo com a crise, seja ela provocada pela falta de planejamento/investimento e ou por motivos econômicos/administrativo de cada usineiro, estrutural, e ou provocada pelas politicas públicas e comerciais, a verdade é que o rastro de destruição e prejuízos são incalculáveis.

O objetivo aqui não é relatar quantos complexos de moagem e industrias fecharam, e ou de quantos trabalhadores foram demitidos, mas sim relatarmos um pouco dos prejuízos financeiro causados ao homem do campo, e a prática de plantio e manejo do solo para superar os custos de recuperação de toda degradação, que deixaram rastros de destruição da estrutura física e química do solo. 

Em solos argilosos, a colheita mecanizada da cana de açúcar, tem provocado a compactação do solo e consequentemente a baixa infiltração da água das chuvas, alto volume de erosão da camada superficial do solo e acumulo de água na bacia dos terraços de contenção… Conforme podemos observar nesta imagem, e comparar, que em primeiro, temos um solo recém cultivado com restos de palhada de milho, onde todo volume de água da chuva foi absorvido e infiltrado no solo, sem vestígio de erosão superficial e nada de volume de água acumulado na bacia dos terraços, da mesma forma, em meio a imagem, a cultura soja já em fase de desenvolvimento, onde não se observa qualquer acumulo superficial da água das chuvas, ao contrário da área de cana de açúcar, ainda em fase de colheita.    

Diante dos elevados custos da operacionalização mecânica para erradicação da soqueira da cana de açúcar e para a descompactação do solo na recuperação de uma área de terras cultivada com cana de açúcar, a opção que encontramos diante de todos os desmandos dos usineiros, foi optarmos pelo sistema de PLANTIO DIRETO, e realizarmos o plantio da soja já na sequencia da colheita da cana de açúcar.

O plantio direto em solo argiloso, para ser realizado em cima da resteva da cana de açúcar, porém só é possível quando o solo apresentar alto índice de umidade, do contrário, não se consegue quebrar a camada superficial compactada, e nem mesmo aprofundar o sulco da linha de plantio/adubação.
Conforme todos produtores sabem, a e realização da operacionalização de plantio em solo com alto índice de umidade é dificultoso, porém, mesmo assim, nestas condições se consegue uma boa plantabilidade, do contrário, se realizado o plantio com baixa umidade, devido a compactação, na abertura do sulco, o que resta é um solo atorroado que acaba dificultando a emersão das plantas.
 
Plantabilidade da soja em fase de emersão das plantas em meio a soqueira e resteva da cana de açúcar, sem a realização de qualquer destruição da soqueira e dos restos vegetais da cana de açucar.
Realizando o plantio da soja já na sequencia da colheita da cana de açúcar, a rebrota da cultura será eliminada através de herbicidas no pós emergente da lavoura implantada, para tanto, devemos estar fazendo uso de Glifosato mais um herbicida exclusivo para combate a gramineas (da mesma forma que fizemos na safra 2017/2018 para eliminar qualquer possibilidade de rebrota da cana em meio a cultura da soja.
Imagem da área de terra onde havia cana de açúcar, agora pelo segundo ano, com a cultura da soja plantada em 7 de setembro de 2018, com a adubação formulada de 420 kg por hectare na base de plantio, mais 100 kg de cloreto de potássio em cobertura
  … Embora toda massa de enraizamento da soqueira da cana tenha apodrecido favorecendo a descompactação e aeração do solo, para complementar a recuperação física/química do solo, na pós colheita da soja 2017/2018 realizamos apenas uma operação mecânica na execução de uma subsolagem profunda, para melhor descompactar o solo, e em termos de recomposição de nutrientes, a calagem de acordo com a analise de solo e uma cobertura de 3 toneladas por hectare de cama de frango.   
No pré plantio, sobre a resteva da cana, foi realizado uma aplicação 2 toneladas de calcário por hectare, já na adubação de base, neste ano de 2018, no plantio direto da soja sobre a soqueira da cana de açúcar, em partes da área cultivada fizemos uso do fertilizante MINORGAN  na dosagem de 612 kg por hectare, e como opção e observação, nas demais áreas fizemos uso de 250 kg do corretivo YOORIM, e já previsto para realizar a adubação de cobertura de cloreto de potássio na quantidade de 150 kg por hectare.    

O plantio direto da cultura da soja sobre a soqueira da cana de açúcar é uma opção que fizemos diante de todos os desmandos e da inadimplência do setor canavieiro, que em nosso caso, a usina, não vem cumprindo nem mesmo o acordo judicial firmado a mais de dois anos, muito menos pagando a renda firmada na parceria… Foi visando economia na operacionalização de todo o processo de destruição dos restos da cultura da cana de açúcar e na recuperação do solo física e química do solo, que tomamos a iniciativa de realizar o plantio direto da soja sobre a soqueira da cana de açúcar, mesmo em solo argiloso e compactado, pudemos observar, e afirmar que se trata de uma prática  economicamente viável e tecnicamente comprovado pelos resultados que obtivemos na safra 2017/2018, onde foi possível, diante das condições climáticas favoráveis  conseguir uma produtividade de 56 sacas de soja por hectare, não muito, mas o suficiente para cobrir todos os custos de recuperação física e química do solo em acordo com a analise de solo.

Entre esta imagem e a primeira lá do alto do post, podemos analisar, que o simples fato de termos realizado o plantio da soja em nível, com a abertura do sulco de plantio profundo, foi possível obtermos maior infiltração de água na linha de plantio, diminuindo significativamente o escoamento superficial e o acumulo de água nos terraços de contenção, embora o volume de chuvas tenha sido inclusive superior o da ocorrido quando da realização da primeira imagem.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé – Pr.

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O AGRONEGÓCIO COM BOLSONARO, BOLSONARO COM OS PRODUTORES RURAIS

Frente a frente, sempre firme e objtivo em seus pronunciamentos, desde a pré candidatura ainda em 2017, conhecendo as bases, participando de eventos e divulgando seus propósitos, garantiram os 49.275.358 de votos ao Presidenciável JAIR BOLSONARO…

Além das reuniões e eventos que Jair Bolsonaro participou desde sua pré campanha, das quais eu particularmente tive a oportunidade de participar em algumas oportunidades, posso confirmar que passei a acreditar em seu patriotismo e sua disposição em GOVERNAR O BRASIL.

Com organização e planejamento de agenda, permitiram ao candidato a Presidente Jair Bolsonaro, de participar diretamente de manifestações em defesa do setor produtivo do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, como foi o caso da sua participação no MANIFESTO VERDE AMARELO contra a cobrança do passivo do FURURURAL, realizado pelos produtores rurais em Brasilia, ainda no dia 4 de abril de 2018, e tantos e tantos outros manifestos e feiras que se fez presente pessoalmente, até o dia do episódio que o tirou da campanha, mas não o tirou da disputa eleitoral, o que obrigou a nós produtores rurais, assumir e fortalecer a sua campanha em todo o Brasil…

Toda esta disposição e demonstração de interesse em defender os produtores rurais, propondo garantir instrumentos de segurança das propriedades rurais, e disposição em promover o desenvolvimento econômico e social do setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA, fez com que as lideranças de toda cadeia do AGRONEGÓCIO se envolvesse diretamente em sua campanha eleitoral já no primeiro turno. Milhares abraçaram sua campanha desde a sua pré candidatura, e milhões depositaram seu voto firme e seguros, outros milhares de eleitores, com seus votos úteis, se somaram na reta final, garantindo a vaga para continuar na disputa neste segundo turno.

Agora, mais do que nunca, produtores rurais de todo o País já estão de mangas regaçadas para enfrentar a batalha do segundo turno, e garantir a vitória eleitoral de JAIR BOLSONARO,  e ser o nosso PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Sou produtor rural, pequeno produtor familiar, onde produzimos o suficiente para sobreviver e se manter na atividade, enfrentando toda insegurança no campo, e jurídica. Tão embora a Constituição federal nos garanta instrumentos para podermos produzir, e garantir a segurança alimentar a todos os Brasileiros, temos enfrentado nos últimos anos uma verdadeira “melícia” de Organizações Não Governamentais, “FINANCIADAS” com dinheiro público, que se multiplicam e se somam, e a cada dia que se passa, tem provocado cada vez mais invasões de propriedades, depredação de patrimônio, destruições de plantações, matança de animais, sem falar de todo processo do terrorismo ambiental.

Por UM BRASIL ACIMA DE TUDO, e para assim nos ver livre de uma DITADURA COMUNISTA, que planejam implantar no País, já explicito no “Fórum de São Paulo”, nos dispomos a enfrentar a batalha contra o aparelhamento do Estado e do “projeto de poder” que a esquerda tenta recuperar.

Nós produtores rurais de todo o País, devemos nos sentir responsáveis, e responsáveis que somos pelo setor produtivo da AGROPECUÁRIA BRASILEIRA, certos de que o COMUNISMO não deu certo em lugar nenhum, e sabendo que a FOME CAUSA MISÉRIA, devemos nos unir em defesa dos nossos interesses políticos para nos garantir na atividade, e para garantia da segurança alimentar de todos os Brasileiros deste imenso País…

Para tanto…

Só nos resta uma esperança, JAIR BOLSONARO PRESIDENTE.

Por Valdir Fries – Produtor rural em ITAMBÉ – PR – BRASIL.

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